Professor mineiro tem a maior coleção de diplomas do Brasil


Enviado em 16 de setembro de 2018 às 21:09:33



RECORDE

Número 1 em ranking, Luiz Guilherme da Fonseca conquistou 13 títulos de graduação, pós e MBA; natural de Pirapora, ele também faz palestras em BH

 
 

 

Qual é sua formação universitária? Se a pergunta for feita para o professor de marketing Luiz Guilherme Nascimento da Fonseca, 29, a resposta vai surpreender você. Esse mineiro de Pirapora, no Norte de Minas, que vive, trabalha e estuda em Belo Horizonte, entrou para o RankBrasil – lista de recordes nacionais – como o maior colecionador de diplomas universitários do país, totalizando 13. 

E se você pensa que ele pretende parar por aí, se engana. “Agora, estou terminando uma graduação em ciências contábeis, a distância, e faço mestrado em educação superior na Argentina, nas férias, em janeiro e julho”, diz ele.

Fonseca já concluiu oito cursos de graduação: marketing, administração, comércio exterior, gestão comercial, gestão financeira, gestão de recursos humanos, logística e processos gerenciais. Além disso, ele tem três pós-graduações em gestão em marketing B2B e internacional, marketing novas mídias e redes sociais, além de gestão das organizações educacionais. Ele ainda concluiu dois MBAs em marketing e gestão empreendedora em marketing digital.

Em dez anos de estudos no ensino superior, já investiu mais de R$ 150 mil, segundo ele. A recompensa vem em forma de valorização profissional e salarial. Fonseca já trabalhou em empresas de varejo, em uma montadora de veículos e em uma fabricante de cosméticos. “Nesses dez anos, tive um aumento no salário para mais de dez vezes”. Além de ser professor de marketing, ele ganha a vida como consultor e palestrante. Não tem uma renda fixa, mas diz ser o suficiente para levar uma vida tranquila.

Dedicação. Fonseca é recém-casado, e nem mesmo a lua de mel o afastou dos livros. “Quando tenho um tempo vago durante a semana, passo praticamente estudando. Desde os 24 anos, quando comecei a dar aulas na faculdade, tenho um tempo vago no período da tarde. Então, de manhã eu fazia alguma graduação, à noite eu lecionava e à tarde eu estudava. Muitas das minhas pós-graduações foram feitas nos fins de semana”, diz.

Questionado se tem algum momento de lazer atualmente, o colecionador de diplomas demora um pouco e responde: “Ir ao cinema, à casa da sogra”. Fonseca conta que sua mulher é compreensiva com essa dedicação quase exclusiva aos estudos. “Os meus alunos até brincam comigo, perguntando como a minha esposa me aguenta. Mas ela é uma das minhas maiores incentivadoras”, conclui.

O que é. O RankBrasil é uma empresa independente, que atua há 17 anos no país, registrando recordes brasileiros. Não há vínculo com sistemas internacionais, como o Guinness.

Paixão pelo estudo veio após os 18 anos

Por incrível que pareça, essa paixão de Luiz Guilherme Nascimento da Fonseca pelos estudos não vem da infância, segundo ele. “Quando pequeno, sempre sonhei em ser atleta. Saí de Pirapora para jogar vôlei em Belo Horizonte, morava sozinho e joguei dos 14 aos 18 anos. E, quando fiz 18 anos, pensei: ‘Cara, eu preciso arrumar algo para fazer’”, relembra o professor.

Ele conta que, durante a infância e adolescência, ele foi um bom aluno, às vezes “intermediário, para falar a verdade”. “O meu intuito, naquele momento, era apenas jogar vôlei. Quando eu vi que o esporte não ia dar muito certo, eu fui estudar”, confessa.

Paixão. Ao colocar os pés na universidade pela primeira vez, Fonseca sentiu despertar a paixão pelos estudos e a vontade de não parar mais. “Eu tinha uma grande admiração pelos professores. Esse ambiente de estudo, de querer aprender bastante, veio com a primeira faculdade. Eu falei: ‘Cara, isso aqui vai me dar futuro’”, completa Fonseca.

Experiências. Com tantos diplomas, Luiz Guilherme Nascimento da Fonseca acaba passando conhecimento de outras áreas para seus alunos. 

“Dou aulas para cursos de administração, marketing e até ciências contábeis, mas a matéria que leciono mais é voltada para o marketing. Mesmo assim, consigo mostrar um mundo muito além para os alunos. Eles não ficam presos em nenhum conteúdo programático”, diz Fonseca.

Leitura. Ele se considera um “comedor de livros” e 
é adepto das edições digitais. “Onde estou, consigo pegar o meu telefone e ler algo. Se tenho um minuto parado, quieto, abro o meu computador e começo uma leitura”, conta o recordista.

Planos para o futuro incluem ainda mestrado e doutorado

Ao se casar, em maio deste ano, o professor Luiz Guilherme Nascimento da Fonseca lembra que brincou com a mulher dizendo que diminuiria o ritmo dos estudos. Mas não conseguiu. “Eu não sei até quando vou continuar com esse pique, mas quero aproveitar bastante a vida para estudar”, disse.

Enquanto não tem filhos, ele pretende terminar um mestrado, fazer um doutorado, “e por aí vai”, diz ele. “Vou começar a procurar outras coisas para focar. Mas acho que ainda tenho pela frente uns cinco ou seis anos com foco nos estudos”, acredita o professor. 
“Acho que algum dia isso vai parar, mas não sei quando”, comenta. 

Minientrevista

Em sua opinião, o dia teria que ter mais do que 24 horas?

Eu precisaria de mais tempo. Vou dormir tenso muitas vezes porque no outro dia tenho que fazer muita coisa. É preciso descansar, mas eu gostaria de ter algumas horas a mais no meu dia. Seriam muito bem utilizadas.

O senhor já tentou desacelerar? 

Quando você está envolvido nesse ambiente acadêmico, tem que produzir muitos artigos. Quando chega 3h ou 4h, você fala: “Não, tenho que parar, porque senão o cérebro acaba dando um problema”. 

O que o senhor tem vontade de fazer, mas não encontra tempo?

Um curso de fotografia. Seria mais um hobby. Mas não consigo no meio dessa correria. E eu acabo um pouco frustrado por não encontrar tempo para isso. 

Qual é seu objetivo com tantos diplomas?

Conhecimento. Até entrar no ranking, nunca parei para contar diplomas.


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