Experiência, identidade e principalmente conquistas. Estes são os três quesitos que credenciaram Givanildo Oliveira, Mano Menezes e Levir Culpi a seguirem no comando de América, Cruzeiro e Atlético, respectivamente, para a próxima temporada. Com moral nos grandes da capital, o trio de velhos conhecidos das torcidas tem missões diferentes em 2019.

Na Raposa desde meados de 2016, Mano se tornou o treinador há mais tempo no cargo entre os 20 clubes da Série A Brasileirão. Respaldado pelo bicampeonato da Copa do Brasil, em 2017 e 2018, e pela participação garantida na Copa Libertadores, o treinador gaúcho inicia o novo ano prestigiado e, principalmente, com uma base de time mais forte em relação a Galo e Coelho, seus rivais no Estadual.

BURRO COM SORTE
Figurinha repetida no comando do Atlético, clube pelo qual já realizou 297 partidas, Levir Culpi chega à quinta passagem pelo alvinegro e, mais uma vez, com o aval da diretoria para transformar água em vinho. No clube desde outubro, quando teve a missão de manter o time na sexta colocação do Brasileiro e, assim, ratificar a vaga na pré-Libertadores, o treinador de 65 anos cumpriu a tarefa com sucesso e é um dos responsáveis pela montagem do elenco para a nova temporada.

Campeão da Copa do Brasil de 2014, quando o Atlético derrotou o Cruzeiro na grande final, e da Recopa, torneio no qual ergueu o caneco ao superar o Lanús, da Argentina, Culpi terá que devolver a auto-estima aos atleticanos, que tiveram ano conturbado, apesar de terminar o Brasileirão no pelotão de frente.

"Teremos algumas modificações. Já temos um plano para seguir e, agora, temos que tomar as decisões, chamar jogadores. Alguns jogadores deverão sair e outros chegar. Precisamos reforçar porque é Libertadores. Isso é um consenso que existe na diretoria e na comissão técnica. Vamos entrar com um time forte na Libertadores”, disse o técnico após a vitória sobre o Botafogo na última rodada da Série A, que garantiu a classificação.

Numeros de Givanildo, Levir e Mano

REI DO ACESSO
Assumir o América em momentos turbulentos há muito deixou de ser novidade para o experiente Givanildo Oliveira. Vivendo, assim como Culpi, a quinta passagem pelo clube, o pernambucano de 70 anos assumiu o Coelho quando o risco de rebaixamento era superior a 90%; nas cinco partidas em que esteve no comando do time deixado por Adilson Batista, o “Rei do Acesso” quase conseguiu o milagre da salvação. Contudo, na última rodada, a derrota para o Fluminense decretou mais um rebaixamento do Coelho.

Com o histórico de bons trabalhos na Série B, foi ele o técnico do título de 1997. Givanildo assinou ontem a renovação com o alviverde até dezembro de 2019 e terá a missão de reconduzir a equipe à elite do futebol brasileiro.