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string(4876) "A orientação no PT é abafar qualquer novo nome que surja como alternativa da base petista a uma candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo de Minas Gerais. Dirigentes do partido têm se esforçado para mostrar que não há pressa para definir um palanque neste momento e que qualquer “plano B” só será construído com o aval do presidente Lula (PT).
O trabalho é para minimizar a demora do senador Pacheco em fazer gestos públicos em direção a uma candidatura. “Seguimos com a orientação do Lula e do PT nacional de aguardar o movimento do Pacheco”, diz uma estrela da constelação petista.
O clima de impaciência que vinha ganhando força dentro do partido após o cancelamento da visita que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, faria a Minas Gerais para conversar com dirigentes petistas foi amenizado nos últimos dias. A viagem que Pacheco fez com Lula a Juiz de Fora para visitar áreas afetadas pelas chuvas e alguns movimentos de bastidores realizados pelo senador sinalizando busca de um partido para se candidatar serviram para acalmar petistas mais ansiosos.
'Caixa' como governador
A tranquilidade, no entanto, está longe de ser consenso dentro do partido. Em conversas reservadas com dirigentes, o ambiente é mais de “aceitação” do que de entusiasmo. “Ainda há uma expectativa”, disse outro líder do PT. Isso, porém, não significa que todos estejam satisfeitos. Muitos preferem evitar o assunto e não se comprometer publicamente.
A barreira pró-Pacheco e Lula tem mantido a vaga de cabeça de chapa reservada para o senador, enquanto outros nomes surgem apenas como possibilidades para compor uma eventual candidatura. O mais recente a aparecer publicamente como balão de ensaio é o do deputado estadual Mário Henrique “Caixa” (PV).
Narrador de futebol, ele é bastante conhecido do grande público e poderia atrair um eleitorado menos ideológico — algo que a base do presidente Lula carece em Minas Gerais. A ideia seria semelhante ao papel desempenhado por Álvaro Damião (União) quando foi escolhido como vice de Fuad Noman na disputa pela reeleição em Belo Horizonte, em 2024, ajudando a ampliar o alcance do palanque petista para além da esquerda.
Uma conversa do deputado com a direção estadual do PV deve ocorrer para tratar do assunto. Segundo interlocutores do partido, ele não teria resistência em aceitar a indicação, mas a discussão ainda estaria “engatinhando”. Um dos pontos considerados positivos seria o fato de o PV integrar uma federação com PT e PCdoB, o que poderia dar mais visibilidade à legenda em uma eventual chapa majoritária.
“São só nomes”, minimiza um dirigente petista, reforçando que a prioridade do partido segue sendo Pacheco. Além de Mário Henrique Caixa, já circularam outras hipóteses, como a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart; o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB); e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), entre outros que tiveram menos repercussão.
A maioria dessas possibilidades foi negada publicamente pelos próprios citados ou perdeu força ao longo do tempo. Aos petistas mineiros, por ora, resta aguardar. “A decisão será de Lula”, resumem.
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O trabalho é para minimizar a demora do senador Pacheco em fazer gestos públicos em direção a uma candidatura. “Seguimos com a orientação do Lula e do PT nacional de aguardar o movimento do Pacheco”, diz uma estrela da constelação petista.
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'Caixa' como governador
A tranquilidade, no entanto, está longe de ser consenso dentro do partido. Em conversas reservadas com dirigentes, o ambiente é mais de “aceitação” do que de entusiasmo. “Ainda há uma expectativa”, disse outro líder do PT. Isso, porém, não significa que todos estejam satisfeitos. Muitos preferem evitar o assunto e não se comprometer publicamente.
A barreira pró-Pacheco e Lula tem mantido a vaga de cabeça de chapa reservada para o senador, enquanto outros nomes surgem apenas como possibilidades para compor uma eventual candidatura. O mais recente a aparecer publicamente como balão de ensaio é o do deputado estadual Mário Henrique “Caixa” (PV).
Narrador de futebol, ele é bastante conhecido do grande público e poderia atrair um eleitorado menos ideológico — algo que a base do presidente Lula carece em Minas Gerais. A ideia seria semelhante ao papel desempenhado por Álvaro Damião (União) quando foi escolhido como vice de Fuad Noman na disputa pela reeleição em Belo Horizonte, em 2024, ajudando a ampliar o alcance do palanque petista para além da esquerda.
Uma conversa do deputado com a direção estadual do PV deve ocorrer para tratar do assunto. Segundo interlocutores do partido, ele não teria resistência em aceitar a indicação, mas a discussão ainda estaria “engatinhando”. Um dos pontos considerados positivos seria o fato de o PV integrar uma federação com PT e PCdoB, o que poderia dar mais visibilidade à legenda em uma eventual chapa majoritária.
“São só nomes”, minimiza um dirigente petista, reforçando que a prioridade do partido segue sendo Pacheco. Além de Mário Henrique Caixa, já circularam outras hipóteses, como a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart; o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite (MDB); e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), entre outros que tiveram menos repercussão.
A maioria dessas possibilidades foi negada publicamente pelos próprios citados ou perdeu força ao longo do tempo. Aos petistas mineiros, por ora, resta aguardar. “A decisão será de Lula”, resumem.