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string(91) "Indiciamento de Euclydes Pettersen em CPMI do INSS mexe com campanha e esbarra em Cleitinho"
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string(7657) "O pedido de indiciamento do deputado federal Euclydes Pettersen no relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27/3), mexe com alguns dos principais articuladores do tabuleiro político mineiro e já respinga diretamente na pré-campanha ao governo do Estado. Presidente do Republicanos em Minas e um dos principais fiadores da candidatura do senador Cleitinho (Republicanos), o parlamentar virou alvo na investigação sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
No relatório, Euclydes é apontado como “liderança política proeminente e principal beneficiário de vantagens indevidas” dentro do esquema que teria operado por meio da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (CONAFER). A Polícia Federal sustenta que ele aparece em planilhas com o codinome “Herói E” e que teria recorrido a empresas de fachada e assessores para ocultar repasses.
O caso já vinha sendo explorado nos bastidores e ganhou força com a proximidade da disputa eleitoral. Cleitinho, que aparece com mais de 30% das intenções de voto em cenários de primeiro turno, segundo pesquisa DATATEMPO divulgada em 25 de março.
O governador Mateus Simões (Novo), pré-candidato à reeleição em outubro, já usou o episódio para atacar o adversário. “Eu acho que o Republicanos tem que se preocupar mais em explicar a situação do presidente estadual do partido (Euclydes Pettersen), que está quase preso pela Polícia Federal, do que ficar falando em administrar o estado”, disse durante entrevista no dia 12 de março, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Movido à eleição
Euclydes reagiu e afirma que virou alvo por razões políticas. Segundo ele, o destaque de seu nome no relatório — elaborado sob a presidência do senador Carlos Viana (Podemos-MG), também cotado para a disputa — estaria ligado ao fechamento da janela partidária, que se encerra na próxima sexta-feira (3 de abril) e é fundamental para a organização das chapas que disputarão vagas no Congresso Nacional e nas assembleias estaduais.
“O deputado Euclydes Pettersen esclarece que o relatório da CPMI do INSS apresenta uma narrativa meramente política, totalmente dissociada de qualquer indicação de prova. A inclusão de nomes de forma genérica, às vésperas das convenções partidárias, evidencia o caráter puramente eleitoreiro da medida, que busca criar fatos políticos onde não existem fundamentos jurídicos”, diz nota da assessoria do parlamentar.
Leia também: Michelle registra nome de Jair Bolsonaro para marcas de cerveja, isqueiro e vape
Cleitinho, por sua vez, busca se distanciar. Questionado, afirmou não se preocupar com a situação e disse não temer que o caso seja explorado contra ele. “Até porque não tenho nada a ver com isso”, destacou.
O relatório final da CPMI do INSS é um indicativo político que não implica em investigação criminal imediata. O texto ainda precisa ser votado pelos membros da comissão e, se aprovado, será entregue ao Ministério Público, que irá avaliar o documento e pode formalizar o pedido de indiciamento na justiça.
Relatório
Euclydes Pettersen é citado mais de 80 vezes no relatório e ganhou um subtítulo específico, criado pelo relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), para detalhar as supostas ligações com o esquema.
“Presidente do Republicanos em Minas Gerais e deputado federal pelo estado, Euclydes Marcos Pettersen Neto foi posicionado com precisão pelos investigadores dentro da estrutura da organização criminosa da CONAFER. A Polícia Federal o descreveu de forma inequívoca: era a ‘pessoa mais bem paga na lista de propina’ do esquema. Essa distinção não é retórica; reflete o que a análise das planilhas de pagamento, das transferências bancárias e das mensagens interceptadas revelou sobre o papel do parlamentar”, registrou o relator.
O documento utiliza informações da Polícia Federal para afirmar que Pettersen recebia repasses mensais fixos para garantir proteção política à CONAFER. “Essa proteção consistia em impedir fiscalizações, sustentar os acordos de cooperação junto ao INSS e abrir as portas da autarquia ao presidente da entidade, Carlos Roberto Ferreira Lopes. O total apontado pelos investigadores chega a pelo menos R$ 14,7 milhões, transferidos de forma fracionada para empresas sediadas na base eleitoral do deputado em Governador Valadares (MG), principalmente a Fortuna Loterias e a Construtora V L H Ltda., esta sem sede física ou funcionários conhecidos. Esta CPMI do INSS aprofundou a investigação e identificou que esses valores são da ordem de R$ 30,1 milhões”, diz o texto.
A CPMI pede o indiciamento do parlamentar pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro — em razão da suposta ocultação e dissimulação da origem de mais de R$ 14 milhões por meio de empresas lotéricas, construtoras de fachada e transações superfaturadas de aeronaves —, além de peculato, devido ao direcionamento de emendas parlamentares para instituições envolvidas no esquema.
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No relatório, Euclydes é apontado como “liderança política proeminente e principal beneficiário de vantagens indevidas” dentro do esquema que teria operado por meio da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (CONAFER). A Polícia Federal sustenta que ele aparece em planilhas com o codinome “Herói E” e que teria recorrido a empresas de fachada e assessores para ocultar repasses.
O caso já vinha sendo explorado nos bastidores e ganhou força com a proximidade da disputa eleitoral. Cleitinho, que aparece com mais de 30% das intenções de voto em cenários de primeiro turno, segundo pesquisa DATATEMPO divulgada em 25 de março.
O governador Mateus Simões (Novo), pré-candidato à reeleição em outubro, já usou o episódio para atacar o adversário. “Eu acho que o Republicanos tem que se preocupar mais em explicar a situação do presidente estadual do partido (Euclydes Pettersen), que está quase preso pela Polícia Federal, do que ficar falando em administrar o estado”, disse durante entrevista no dia 12 de março, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Movido à eleição
Euclydes reagiu e afirma que virou alvo por razões políticas. Segundo ele, o destaque de seu nome no relatório — elaborado sob a presidência do senador Carlos Viana (Podemos-MG), também cotado para a disputa — estaria ligado ao fechamento da janela partidária, que se encerra na próxima sexta-feira (3 de abril) e é fundamental para a organização das chapas que disputarão vagas no Congresso Nacional e nas assembleias estaduais.
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Leia também: Michelle registra nome de Jair Bolsonaro para marcas de cerveja, isqueiro e vape
Cleitinho, por sua vez, busca se distanciar. Questionado, afirmou não se preocupar com a situação e disse não temer que o caso seja explorado contra ele. “Até porque não tenho nada a ver com isso”, destacou.
O relatório final da CPMI do INSS é um indicativo político que não implica em investigação criminal imediata. O texto ainda precisa ser votado pelos membros da comissão e, se aprovado, será entregue ao Ministério Público, que irá avaliar o documento e pode formalizar o pedido de indiciamento na justiça.
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Euclydes Pettersen é citado mais de 80 vezes no relatório e ganhou um subtítulo específico, criado pelo relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), para detalhar as supostas ligações com o esquema.
“Presidente do Republicanos em Minas Gerais e deputado federal pelo estado, Euclydes Marcos Pettersen Neto foi posicionado com precisão pelos investigadores dentro da estrutura da organização criminosa da CONAFER. A Polícia Federal o descreveu de forma inequívoca: era a ‘pessoa mais bem paga na lista de propina’ do esquema. Essa distinção não é retórica; reflete o que a análise das planilhas de pagamento, das transferências bancárias e das mensagens interceptadas revelou sobre o papel do parlamentar”, registrou o relator.
O documento utiliza informações da Polícia Federal para afirmar que Pettersen recebia repasses mensais fixos para garantir proteção política à CONAFER. “Essa proteção consistia em impedir fiscalizações, sustentar os acordos de cooperação junto ao INSS e abrir as portas da autarquia ao presidente da entidade, Carlos Roberto Ferreira Lopes. O total apontado pelos investigadores chega a pelo menos R$ 14,7 milhões, transferidos de forma fracionada para empresas sediadas na base eleitoral do deputado em Governador Valadares (MG), principalmente a Fortuna Loterias e a Construtora V L H Ltda., esta sem sede física ou funcionários conhecidos. Esta CPMI do INSS aprofundou a investigação e identificou que esses valores são da ordem de R$ 30,1 milhões”, diz o texto.
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