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"Curiosamente, minha produção, que muitas vezes aborda os silêncios, teve um processo de silenciamento. Enfim, diante disso tudo ainda pude enxergar que exposições correm o risco de ter seus ciclos interrompidos, mas as obras continuam existindo", publicou Élcio Miazaki, artista responsável pela exposição.
Segundo a secretaria, a decisão foi motivada pela classificação indicativa da exposição, definida para maiores de 14 anos, considerada inadequada devido às imagens de nudez frontal. No documento encaminhado pela secretária Bárbara à FAOP, ela esclarece que é preciso tempo para avaliar a questão.
"Mesmo reconhecendo o valor artístico, conceitual e cultural da referida exposição, entende-se necessária a suspensão temporária para que seja feita uma análise em relação ao atendimento aos critérios legais vinculados à administração pública", avalia a ex-secretária.
O ex-presidente da FAOP, Wirley Rodrigues Reis, que também deixou o cargo nesta semana, defendeu a exposição e diz que a autorização seguiu todos os trâmites formais para aprovação.
“A exposição Habeas Corpus foi aprovada pelas instâncias competentes da Fundação de Arte de Ouro Preto, em processo regular, técnico e institucional, nos termos do funcionamento da Galeria de Arte Nello Nuno, espaço de reconhecida trajetória na promoção da arte e da reflexão crítica”, divulgou em nota.
Ele também rebateu a associação entre nudez e conteúdo impróprio. “É importante afirmar com clareza que a exposição não apresenta ato sexual. O que está em cena é o corpo como linguagem artística, como elaboração simbólica e como campo de reflexão estética e crítica. A nudez, nesse contexto, não pode ser confundida com sexualidade explícita”, disse.
"No caso de Habeas Corpus, o conjunto das obras evidencia uma pesquisa consistente sobre vulnerabilidade, masculinidade, repressão, silêncio e violência simbólica. Trata-se de uma exposição de natureza estética e conceitual, e não de afronta à legalidade. A mostra conta com sinalização clara ao público e classificação indicativa de 14 anos, dentro dos parâmetros legais e institucionais cabíveis. Portanto, encontra-se organizada com responsabilidade, mediação e respeito ao público", argumentou Wirley.
Novos ares
A suspensão ocorre no momento em que Bárbara Bottega deixa o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, pelo partido Novo, do ex-governador Romeu Zema.
A partir de segunda-feira (30/3), a Secretaria de Cultura passa a ser comandada por Leônidas Oliveira. Nos bastidores, há expectativa de que a decisão sobre a exposição possa ser revista pela nova gestão.
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Segundo a secretaria, a decisão foi motivada pela classificação indicativa da exposição, definida para maiores de 14 anos, considerada inadequada devido às imagens de nudez frontal. No documento encaminhado pela secretária Bárbara à FAOP, ela esclarece que é preciso tempo para avaliar a questão.
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O ex-presidente da FAOP, Wirley Rodrigues Reis, que também deixou o cargo nesta semana, defendeu a exposição e diz que a autorização seguiu todos os trâmites formais para aprovação.
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"No caso de Habeas Corpus, o conjunto das obras evidencia uma pesquisa consistente sobre vulnerabilidade, masculinidade, repressão, silêncio e violência simbólica. Trata-se de uma exposição de natureza estética e conceitual, e não de afronta à legalidade. A mostra conta com sinalização clara ao público e classificação indicativa de 14 anos, dentro dos parâmetros legais e institucionais cabíveis. Portanto, encontra-se organizada com responsabilidade, mediação e respeito ao público", argumentou Wirley.
Novos ares
A suspensão ocorre no momento em que Bárbara Bottega deixa o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, pelo partido Novo, do ex-governador Romeu Zema.
A partir de segunda-feira (30/3), a Secretaria de Cultura passa a ser comandada por Leônidas Oliveira. Nos bastidores, há expectativa de que a decisão sobre a exposição possa ser revista pela nova gestão.