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Poucas horas após lançar uma campanha para ampliar o acesso às tarifas sociais de água e energia elétrica, o governo de Minas Gerais anunciou nesta sexta-feira (12/6) uma nova iniciativa voltada à redução das contas de luz. A medida, apresentada pelo governador Mateus Simões (PSD) e pela Cemig, prevê descontos de até 26% para consumidores residenciais que gastam, em média, até R$ 300 por mês com energia elétrica.
A expectativa é beneficiar cerca de 1 milhão de famílias mineiras por meio da Cemig SIM, subsidiária da companhia especializada em energia solar por assinatura. Atualmente, os descontos oferecidos pela modalidade chegam a 16%. Com a nova política, consumidores enquadrados na faixa de menor consumo poderão obter redução de mais 10% na conta mensal.
Segundo o governo, a iniciativa busca concentrar os maiores descontos justamente entre as famílias com orçamento mais apertado. “Quem consome menos energia normalmente é quem tem uma renda mais restrita. São exatamente essas pessoas que podem se beneficiar mais no dia a dia de um desconto maior”, afirmou Simões.
O programa foi batizado de “Economia para os Mineiros” e integra a estratégia da estatal de ampliar o acesso à geração fotovoltaica sem exigir obras, instalação de placas solares ou qualquer investimento inicial dos consumidores.
Aderindo ao projeto, o cliente passa a utilizar créditos de energia produzidos pelas usinas solares da Cemig SIM. Esses créditos são abatidos da conta de luz, reduzindo o valor pago mensalmente. A adesão é totalmente digital e pode ser realizada pelo site da empresa. O consumidor precisa preencher um formulário, anexar uma conta recente de energia e um documento de identificação e assinar eletronicamente o termo de adesão.
O benefício é destinado aos clientes residenciais atendidos pela Cemig em Minas Gerais. Para ter acesso ao desconto máximo, a média das contas de energia nos últimos 12 meses deve ser de até R$ 300 mensais. Consumidores com gastos superiores também podem aderir ao programa, mas permanecem enquadrados nas condições tradicionais da Cemig SIM, que oferecem descontos de até 16%.
Embora o governo divulgue descontos de até 26%, Simões explicou que o percentual incide sobre a tarifa-base de energia e que o resultado percebido pelo consumidor pode variar em períodos de bandeiras tarifárias mais elevadas. “O desconto continua sendo de 26%. O que acontece é que, quando a bandeira sobe, a conta fica maior. Não é o desconto que diminui, é o valor da tarifa que aumenta”, explicou.
Além do alívio no orçamento doméstico, o governo aposta em um segundo efeito da medida: fortalecer a cadeia de produção de energia solar em Minas Gerais. O estado responde atualmente por cerca de 40% de toda a energia fotovoltaica produzida no país, mas parte dessa produção é comercializada fora de Minas ou por empresas privadas concorrentes.
Com a ampliação do programa, a Cemig pretende aumentar a compra de energia gerada por usinas solares instaladas no próprio estado. “Minas Gerais responde hoje por 40% de toda a energia fotovoltaica produzida no Brasil. Muita dessa energia estava sendo vendida para fora do estado ou comercializada por outras empresas. A Cemig passa a assumir um papel de protagonismo que ela precisa ter”, afirmou o governador.
A aposta da companhia é que o aumento da escala permita negociar melhores contratos de compra de energia, compensando o custo dos descontos concedidos aos consumidores. Questionado sobre o impacto financeiro da medida, Simões afirmou que a expectativa não é de perda de receita, mas de fortalecimento do negócio.
Segundo ele, a expansão da carteira de clientes e o aumento do volume de compra de energia solar devem reduzir custos operacionais e ampliar a presença da companhia em um mercado que tende a ganhar relevância nos próximos anos. “O maior ativo da Cemig não é o fio. O maior ativo da Cemig é o cliente”, afirmou. “Quando a companhia ajuda o consumidor a pagar menos, ela fortalece uma relação de longo prazo.”
A estratégia também está ligada à abertura gradual do mercado livre de energia. Atualmente restrito a determinados perfis de consumidores, o modelo deverá alcançar clientes residenciais e rurais nos próximos anos.
A avaliação do governo é que ampliar agora a base de clientes da Cemig SIM pode posicionar a companhia de forma mais competitiva quando o setor passar por novas etapas de liberalização. “Esses clientes já estarão comprando energia em outro formato. Quando o mercado abrir, a Cemig já terá construído uma relação com eles”, disse Simões.
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Poucas horas após lançar uma campanha para ampliar o acesso às tarifas sociais de água e energia elétrica, o governo de Minas Gerais anunciou nesta sexta-feira (12/6) uma nova iniciativa voltada à redução das contas de luz. A medida, apresentada pelo governador Mateus Simões (PSD) e pela Cemig, prevê descontos de até 26% para consumidores residenciais que gastam, em média, até R$ 300 por mês com energia elétrica.
A expectativa é beneficiar cerca de 1 milhão de famílias mineiras por meio da Cemig SIM, subsidiária da companhia especializada em energia solar por assinatura. Atualmente, os descontos oferecidos pela modalidade chegam a 16%. Com a nova política, consumidores enquadrados na faixa de menor consumo poderão obter redução de mais 10% na conta mensal.
Segundo o governo, a iniciativa busca concentrar os maiores descontos justamente entre as famílias com orçamento mais apertado. “Quem consome menos energia normalmente é quem tem uma renda mais restrita. São exatamente essas pessoas que podem se beneficiar mais no dia a dia de um desconto maior”, afirmou Simões.
O programa foi batizado de “Economia para os Mineiros” e integra a estratégia da estatal de ampliar o acesso à geração fotovoltaica sem exigir obras, instalação de placas solares ou qualquer investimento inicial dos consumidores.
Aderindo ao projeto, o cliente passa a utilizar créditos de energia produzidos pelas usinas solares da Cemig SIM. Esses créditos são abatidos da conta de luz, reduzindo o valor pago mensalmente. A adesão é totalmente digital e pode ser realizada pelo site da empresa. O consumidor precisa preencher um formulário, anexar uma conta recente de energia e um documento de identificação e assinar eletronicamente o termo de adesão.
O benefício é destinado aos clientes residenciais atendidos pela Cemig em Minas Gerais. Para ter acesso ao desconto máximo, a média das contas de energia nos últimos 12 meses deve ser de até R$ 300 mensais. Consumidores com gastos superiores também podem aderir ao programa, mas permanecem enquadrados nas condições tradicionais da Cemig SIM, que oferecem descontos de até 16%.
Embora o governo divulgue descontos de até 26%, Simões explicou que o percentual incide sobre a tarifa-base de energia e que o resultado percebido pelo consumidor pode variar em períodos de bandeiras tarifárias mais elevadas. “O desconto continua sendo de 26%. O que acontece é que, quando a bandeira sobe, a conta fica maior. Não é o desconto que diminui, é o valor da tarifa que aumenta”, explicou.
Além do alívio no orçamento doméstico, o governo aposta em um segundo efeito da medida: fortalecer a cadeia de produção de energia solar em Minas Gerais. O estado responde atualmente por cerca de 40% de toda a energia fotovoltaica produzida no país, mas parte dessa produção é comercializada fora de Minas ou por empresas privadas concorrentes.
Com a ampliação do programa, a Cemig pretende aumentar a compra de energia gerada por usinas solares instaladas no próprio estado. “Minas Gerais responde hoje por 40% de toda a energia fotovoltaica produzida no Brasil. Muita dessa energia estava sendo vendida para fora do estado ou comercializada por outras empresas. A Cemig passa a assumir um papel de protagonismo que ela precisa ter”, afirmou o governador.
A aposta da companhia é que o aumento da escala permita negociar melhores contratos de compra de energia, compensando o custo dos descontos concedidos aos consumidores. Questionado sobre o impacto financeiro da medida, Simões afirmou que a expectativa não é de perda de receita, mas de fortalecimento do negócio.
Segundo ele, a expansão da carteira de clientes e o aumento do volume de compra de energia solar devem reduzir custos operacionais e ampliar a presença da companhia em um mercado que tende a ganhar relevância nos próximos anos. “O maior ativo da Cemig não é o fio. O maior ativo da Cemig é o cliente”, afirmou. “Quando a companhia ajuda o consumidor a pagar menos, ela fortalece uma relação de longo prazo.”
A estratégia também está ligada à abertura gradual do mercado livre de energia. Atualmente restrito a determinados perfis de consumidores, o modelo deverá alcançar clientes residenciais e rurais nos próximos anos.
A avaliação do governo é que ampliar agora a base de clientes da Cemig SIM pode posicionar a companhia de forma mais competitiva quando o setor passar por novas etapas de liberalização. “Esses clientes já estarão comprando energia em outro formato. Quando o mercado abrir, a Cemig já terá construído uma relação com eles”, disse Simões.