Em nota, a presidência do Senado afirmou que o tema é de “ampla relevância para a sociedade brasileira” e que será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”. A Casa também disse que pretende considerar trabalhadores, setor produtivo e os impactos econômicos e sociais da mudança.
Defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A jornada poderá ser distribuída em cinco dias de até oito horas.
A PEC foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em maio. No primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. No segundo, 461 deputados votaram pela aprovação e 19 contra.
No Senado, a matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro, com relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), mas não foi colocada em votação por pressão da oposição, contrária à alteração da escala.
Antes da votação em primeiro turno no Senado, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão no plenário. Se aprovada, serão necessárias outras três sessões de debate antes do segundo turno. Os prazos podem ser reduzidos caso os senadores aprovem um calendário especial.







