EM BRASÍLIA

Manifestantes ficaram feridos ao serem atingidos por uma descarga elétrica provocada por um raio, na tarde deste domingo (25/1), em Brasília, durante a mobilização que marca a chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) à capital federal. As vítimas precisaram de atendimento médico e foram encaminhadas a hospitais da rede pública do Distrito Federal. As informações são do g1.

O grupo estava concentrado nas imediações do Memorial JK, no Eixo Monumental, no momento em que um forte temporal atingiu a região. Os manifestantes aguardavam a passagem da caminhada organizada por Nikolas, que percorreu cerca de 240 quilômetros a pé, desde Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, até Brasília, ao longo de seis dias.

Pouco antes das 13h, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foram acionadas para atender a ocorrência. Imagens que circularam nas redes sociais mostram pessoas sendo carregadas por outros participantes do ato em busca de atendimento médico.

Segundo informações levantadas pelo g1, ao menos 15 pessoas receberam atendimento inicial em uma tenda de emergência montada no local pelos bombeiros. Desse total, pelo menos sete precisaram ser levadas para unidades hospitalares. Ainda conforme a apuração, parte dos atendidos não apresentava ferimentos aparentes, mas necessitou de assistência em razão do susto e do abalo emocional causado pelo episódio.

A concentração no Eixo Monumental fazia parte da mobilização que culmina, neste domingo, em uma manifestação na Praça do Cruzeiro, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, e de condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ao longo do percurso, Nikolas esteve acompanhado por centenas de apoiadores e afirmou ter caminhado, em média, cerca de 40 quilômetros por dia, sem planejamento prévio detalhado de trajeto ou logística, contando com o apoio de aliados para alimentação e hospedagem.

A caminhada foi acompanhada por forças de segurança, diante dos riscos do deslocamento de um grupo numeroso às margens de rodovias federais. Nas redes sociais, a mobilização foi divulgada como um ato “pacífico” e de caráter simbólico.

Segundo o deputado, um dos principais objetivos da iniciativa é pressionar o Congresso Nacional a derrubar vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, que altera critérios de aplicação de penas no Código Penal e pode beneficiar réus condenados pelos atos antidemocráticos.

Em meio à mobilização, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a proibição de manifestações em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde Jair Bolsonaro está detido.

Na decisão, o ministro cita a caminhada organizada por Nikolas Ferreira e avalia que o movimento teria o “propósito de causar protesto ostensivo contra decisões do Supremo Tribunal Federal”. Moraes autorizou a retirada imediata de eventuais manifestantes da área e a prisão em flagrante de quem descumprir a ordem, além de determinar o reforço do policiamento na região.