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string(3214) "BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou uma nova proposta de colaboração premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso preventivamente desde março na Operação Compliance Zero.
Com a decisão, a PGR segue o mesmo entendimento da Polícia Federal (PF), que já havia negado o pedido. Os investigadores acreditam que, mesmo reformulando a proposta, Vorcaro ainda não apresentou novos elementos que justifiquem os benefícios de uma delação, como a redução na pena após eventual condenação.
Outro fator que travava as negociações era o montante a ser devolvido pelo ex-banqueiro, que seria equivalente ao que ele faturou com fraudes ao sistema financeiro. As tratativas chegavam a valores próximos a R$ 60 bilhões. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, já tinha sinalizado que só homologaria um eventual acordo caso Vorcaro se comprometesse a devolver a totalidade do valor.
PF já rejeitou duas propostas de acordo
Preso desde 19 de março, Vorcaro é investigado por suspeitas de fraudes no sistema bancário. Desde o início das negociações, ele recebeu autorização para manter contato frequente com seus advogados para a elaboração das propostas de delação.
A primeira versão do acordo foi rejeitada em maio. Na ocasião, porém, a PGR considerou que parte do material apresentado merecia análise mais aprofundada e autorizou a complementação das informações. A partir daí, a defesa reformulou a estratégia, promoveu mudanças na equipe jurídica e apresentou novos anexos e relatos aos investigadores.
Na proposta mais recente, Vorcaro descreveu supostos mecanismos de influência política que teriam sido utilizados para viabilizar investimentos bilionários de fundos de previdência de servidores estaduais em ativos vinculados ao Banco Master. O conteúdo passou a ser examinado pela PGR, que deverá decidir se há elementos suficientes para dar continuidade às tratativas.
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Com a decisão, a PGR segue o mesmo entendimento da Polícia Federal (PF), que já havia negado o pedido. Os investigadores acreditam que, mesmo reformulando a proposta, Vorcaro ainda não apresentou novos elementos que justifiquem os benefícios de uma delação, como a redução na pena após eventual condenação.
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