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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mudou seu posicionamento em relação à vacinação infantil da Covid-19 ao introduzir a necessidade de uma consulta pública para se manifestar sobre a adoção inclusão de crianças dentro no Programa Nacional de Imunicações (PNI). Em novembro, em entrevista a um programa da "TV Tambaú", afiliada do SBT em João Pessoa (PB), ele condicionou a adoção à aprovação por parte da Anvisa, o que já foi feito no caso do imunizante da Pfizer no último dia 16.

Respondendo a uma pergunta sobre a vacina do instituto Butantan, a Coronavac, que ainda não foi liberada pela criança, Queiroga disse o seguinte, no dia 11 de novembro: "Primeiro ponto: tem que buscar o registro da Anvisa. Não adianta só o Butantan ficar dizendo isso nas redes sociais. A maneira de mostrar ciência é publicando nas revistas científicas. Análise de pares. Vai lá, mostra os dados para a Anvisa. Está lá o Almirante Barra Torres, que é o presidente da Anvisa, a doutora Meiruze e os outros diretores. Então, eles vão analisar, e uma vez aprovada a vacina para qualquer faixa etária,  se considera dentro do Porgama Nacional de Imunização".

Na ocasião, o ministro enfatizou que a análise não levaria em conta apenas a segurança do imunizante, mas sua "eficácia, efetividade e custo de efetividade".

Nesta quinta-feira (23), Queiroga voltou a defender a consulta pública feita pelo ministério, fato inédito em relação às vacinas desde que elas começaram a ser aprovadas pela Anvisa na pandemia da Covid-19. Queiroga disse que o patamar de mortes de crianças até o momento no Brasil não justifica medidas urgentes. A consulta pública deveria ser aberta ontem, mas probllemas técnicos têm atrasado o processo, que deve se estender até o dia 2 de janeiro. Três dias depois, termina o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo se manifeste sobre a vacinação infantil