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O acúmulo de lixo nas ruas de Belo Horizonte, ainda mais evidente após a suspensão da coleta domiciliar devido à paralisação dos garis, acende um alerta para o risco do aumento dos casos de dengue e outras doenças. O perigo é multiplicado em meio à temporada de chuva. Segundo a própria prefeitura, só nessa segunda-feira (19) mais de 600 toneladas de resíduos deixaram de ser recolhidos.
Além do mosquito Aedes aegypti, especialista chama atenção para outros impactos sanitários associados ao lixo exposto, como atração de roedores e insetos. A infectologista Melissa Valentini, do laboratório Hermes Pardini, afirma que o cenário pode favorecer uma cadeia de problemas.
“Dependendo do roedor, você pode ter transmissão de outras doenças, como leptospirose. Também pode aumentar o número de baratas e de outros insetos, que podem carrear parasitoses e infecções intestinais. E, além disso, o risco de escorpião. Com lixo acumulado, ele (escorpião) pode se esconder e aumentar o risco de acidentes”, disse.
Quando o lixo vira criadouro
Em meio à chuvarada, a médica lembra que o lixo exposto pode criar pontos de água parada em recipientes descartados, principalmente.
“Normalmente, a gente vê aumento do número de mosquitos em uma a duas semanas após a chuva. E, em duas a três semanas, pode começar a ter aumento dos casos”, explicou.
Os números do estado já indicam início de atenção. Até 12 de janeiro, Minas registrou 964 casos prováveis de dengue (notificados, exceto descartados), com 119 confirmações. Não há óbitos confirmados ou em investigação.
Para a infectologista, o cenário exige vigilância constante. “Dengue é sempre um sinal de alerta. Tivemos dois anos muito pesados. É uma doença grave, que pode matar, e precisa de reconhecimento e tratamento rápidos”, afirmou.
Greve e impactos nas ruas
A paralisação dos garis entrou no segundo dia nesta terça-feira (20) e impacta diretamente cerca de 800 mil moradores, especialmente nas regiões Noroeste, Leste e Nordeste. No bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste, a empresária Adriele Cristhina Vieira relatou que o acúmulo, somado às chuvas, piorou a situação na porta das casas.
“A greve começou na segunda-feira, então os moradores acumularam lixo também do fim de semana, inclusive com resto de comida. Muitos moradores foram pegos de surpresa, e o lixo segue na rua hoje. Cachorros já rasgaram vários sacos, e alguns vizinhos acharam melhor recolher para não criar uma bagunça na porta de casa.
Tem ainda a questão do mau cheiro e do surgimento de moscas. Com a chuva, fica pior ainda a situação”, disse.
Na tentativa de reduzir os impactos, a PBH informou que iniciou um plano de contingência e mobilizou 308 garis e 47 caminhões para atuar no recolhimento de resíduos nas regiões Leste, Nordeste e Noroeste, com equipes e veículos vindos de outros contratos e recursos próprios da SLU.
O que dá para fazer enquanto a coleta não normaliza
Mesmo com um problema que foge do controle individual, a infectologista orienta medidas para reduzir riscos no entorno das residências. “O ideal é tentar acondicionar o melhor possível esse lixo. Se tiver jeito, colocar em recipientes mais rígidos para evitar que sejam rasgados e atraiam ratos e insetos. Sempre que possível, separar o reciclável do não reciclável: o reciclável normalmente não é sujo e não atrai tanto; já o material de putrefação atrai animais e pode romper os sacos. Se não for recipiente rígido, usar sacos mais firmes para evitar que o lixo se espalhe ainda mais”, recomendou.
No site oficial, a PBH informa que, nesse período, é reforçado o monitoramento do vírus da dengue e de doenças transmitidas por água contaminada, além da intensificação das ações de controle de escorpiões e roedores.
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Além do mosquito Aedes aegypti, especialista chama atenção para outros impactos sanitários associados ao lixo exposto, como atração de roedores e insetos. A infectologista Melissa Valentini, do laboratório Hermes Pardini, afirma que o cenário pode favorecer uma cadeia de problemas.
“Dependendo do roedor, você pode ter transmissão de outras doenças, como leptospirose. Também pode aumentar o número de baratas e de outros insetos, que podem carrear parasitoses e infecções intestinais. E, além disso, o risco de escorpião. Com lixo acumulado, ele (escorpião) pode se esconder e aumentar o risco de acidentes”, disse.
Quando o lixo vira criadouro
Em meio à chuvarada, a médica lembra que o lixo exposto pode criar pontos de água parada em recipientes descartados, principalmente.
“Normalmente, a gente vê aumento do número de mosquitos em uma a duas semanas após a chuva. E, em duas a três semanas, pode começar a ter aumento dos casos”, explicou.
Os números do estado já indicam início de atenção. Até 12 de janeiro, Minas registrou 964 casos prováveis de dengue (notificados, exceto descartados), com 119 confirmações. Não há óbitos confirmados ou em investigação.
Para a infectologista, o cenário exige vigilância constante. “Dengue é sempre um sinal de alerta. Tivemos dois anos muito pesados. É uma doença grave, que pode matar, e precisa de reconhecimento e tratamento rápidos”, afirmou.
Greve e impactos nas ruas
A paralisação dos garis entrou no segundo dia nesta terça-feira (20) e impacta diretamente cerca de 800 mil moradores, especialmente nas regiões Noroeste, Leste e Nordeste. No bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste, a empresária Adriele Cristhina Vieira relatou que o acúmulo, somado às chuvas, piorou a situação na porta das casas.
“A greve começou na segunda-feira, então os moradores acumularam lixo também do fim de semana, inclusive com resto de comida. Muitos moradores foram pegos de surpresa, e o lixo segue na rua hoje. Cachorros já rasgaram vários sacos, e alguns vizinhos acharam melhor recolher para não criar uma bagunça na porta de casa.
Tem ainda a questão do mau cheiro e do surgimento de moscas. Com a chuva, fica pior ainda a situação”, disse.
Na tentativa de reduzir os impactos, a PBH informou que iniciou um plano de contingência e mobilizou 308 garis e 47 caminhões para atuar no recolhimento de resíduos nas regiões Leste, Nordeste e Noroeste, com equipes e veículos vindos de outros contratos e recursos próprios da SLU.
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Mesmo com um problema que foge do controle individual, a infectologista orienta medidas para reduzir riscos no entorno das residências. “O ideal é tentar acondicionar o melhor possível esse lixo. Se tiver jeito, colocar em recipientes mais rígidos para evitar que sejam rasgados e atraiam ratos e insetos. Sempre que possível, separar o reciclável do não reciclável: o reciclável normalmente não é sujo e não atrai tanto; já o material de putrefação atrai animais e pode romper os sacos. Se não for recipiente rígido, usar sacos mais firmes para evitar que o lixo se espalhe ainda mais”, recomendou.
No site oficial, a PBH informa que, nesse período, é reforçado o monitoramento do vírus da dengue e de doenças transmitidas por água contaminada, além da intensificação das ações de controle de escorpiões e roedores.