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string(99) "Indicada ao Oscar, fotografia do brasileiro Adolpho Veloso é o principal apelo de 'Sonhos de Trem'"
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Baseado em um conto de Denis Johnson, o filme mostra um lenhador chamado Robert (vivido por Joel Edgerton) que trabalhou na construção de pontes e ferrovias norte-americanas no começo do século 20. Através da narração, o espectador conhece a introspecção desse sujeito e, principalmente, um acontecimento traumático com sua família — o que muda para sempre não apenas a sua vida, mas também sua relação com o lugar à sua volta.
Esta é a segunda colaboração de Adolpho Veloso com Clint Bentley, o diretor do filme (eles fizeram juntos também o drama “Jockey”, de 2021). É possível perceber essa afinação na parceria dos dois em “Sonhos de Trem”, um filme que, plasticamente, lembra muito a obra do influente diretor Terrence Malick, conhecido pela contemplação da natureza em filmes como “O Novo Mundo” e “A Árvore da Vida”.
A beleza da composição visual no trato da floresta, acompanhada pela interpretação refinada de Will Patton, promete um drama pastoral simples e elegante. Mas, apesar do bom trabalho de Edgerton e de participações pontuais que dão vida ao filme, sobretudo a presença de Kerry Condon, “Sonhos de Trem” parece calculado demais para mergulhar o espectador nas múltiplas dimensões paisagísticas da dor do protagonista. O fato de a atriz Felicity Jones, que interpreta sua esposa, estar repetindo um papel frequente em sua carreira (de acompanhante do personagem principal) também dilui parte do drama, enquanto a trilha sonora parece sempre ditar o que a plateia deve sentir.
O grande destaque do filme, sem dúvida, é o virtuosismo técnico da fotografia de Veloso, que transforma cada plano da natureza em um quadro difícil de tirar da memória. Infelizmente, o conjunto não acompanha essa força estética.
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Talvez o mais discreto entre os concorrentes ao Oscar de Melhor Filme deste ano, o drama “Sonhos de Trem”, disponível na Netflix, acaba trazendo mais uma oportunidade de torcida para o Brasil nesta edição da premiação, já que o paulistano Adolpho Veloso chega forte na disputa pela estatueta de Melhor Fotografia, no páreo com “Uma Batalha Após a Outra”, “Pecadores”, “Frankenstein” e “Marty Supreme”. O longa ainda concorre a Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original.
Baseado em um conto de Denis Johnson, o filme mostra um lenhador chamado Robert (vivido por Joel Edgerton) que trabalhou na construção de pontes e ferrovias norte-americanas no começo do século 20. Através da narração, o espectador conhece a introspecção desse sujeito e, principalmente, um acontecimento traumático com sua família — o que muda para sempre não apenas a sua vida, mas também sua relação com o lugar à sua volta.
Esta é a segunda colaboração de Adolpho Veloso com Clint Bentley, o diretor do filme (eles fizeram juntos também o drama “Jockey”, de 2021). É possível perceber essa afinação na parceria dos dois em “Sonhos de Trem”, um filme que, plasticamente, lembra muito a obra do influente diretor Terrence Malick, conhecido pela contemplação da natureza em filmes como “O Novo Mundo” e “A Árvore da Vida”.
A beleza da composição visual no trato da floresta, acompanhada pela interpretação refinada de Will Patton, promete um drama pastoral simples e elegante. Mas, apesar do bom trabalho de Edgerton e de participações pontuais que dão vida ao filme, sobretudo a presença de Kerry Condon, “Sonhos de Trem” parece calculado demais para mergulhar o espectador nas múltiplas dimensões paisagísticas da dor do protagonista. O fato de a atriz Felicity Jones, que interpreta sua esposa, estar repetindo um papel frequente em sua carreira (de acompanhante do personagem principal) também dilui parte do drama, enquanto a trilha sonora parece sempre ditar o que a plateia deve sentir.
O grande destaque do filme, sem dúvida, é o virtuosismo técnico da fotografia de Veloso, que transforma cada plano da natureza em um quadro difícil de tirar da memória. Infelizmente, o conjunto não acompanha essa força estética.