ELEIÇÕES 2026

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) sugeriu que haja um rompimento "geral" com o partido Novo depois de Romeu Zema, ex-governador de Minas e pré-candidato à presidência da República, ter voltado a criticar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso sob suspeita de fraude no sistema financeiro brasileiro.

"E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro? E qual era a contrapartida que o Flávio poderia oferecer em 2024, além de sofrer perseguição? Que postura vagabunda. Critica Flavio Bolsonaro apenas porque ele (Zema) queria estar no lugar do Flávio. Por mim, rompia geral com o partido Novo", disse o ex-deputado nas redes sociais.  

Zema disse que "quem anda com bandido merece ser visto com cautela". A afirmação ocorreu em sabatina realizada pelo canal Brasil Paralelo no YouTube. "Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil? Acho que é difícil alguém querer aplaudir quem esteve, quem conviveu, com uma pessoa como ele", declarou o ex-governador de Minas Gerais.

"Fiquei indignado e expressei minha indignação. Não mudo em nada. Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela. Então, me desgastei? Me desgastei. Mas eu estou dormindo [bem]", completou.

'Imperdoável'

Um mês atrás, quando conversas de Flávio e Vorcaro foram divulgadas, Zema já havia criticado o senador dizendo ser "imperdoável" o pedido de dinheiro do senador para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eduardo rebateu, lembrando que o partido do ex-governador em Minas Gerais recebeu R$ 1 milhão, durante a campanha de Zema à reeleição no estado, do pai de Vorcaro, Henrique, também preso.

Posteriormente, Zema recuou e disse que a situação era "página virada" e, na visita de Flávio a Belo Horizonte, no começo deste mês, chegou a posar para fotos ao lado do senador em um evento do agronegócio.

Questionado durante a sabatina a respeito dessa doação de Henrique Vorcaro ao seu partido, Zema disse que o banqueiro doou pouco. "Essa doação aconteceu lá em 2022, em um momento em que não havia nenhuma suspeita. Pelo que eu tenho conhecimento, ele doou valores muito maiores para outros partidos. Até devido ao fato de o partido Novo ser pequeno, ele acabou doando só R$ 1 milhão. Deveria ter doado mais, porque é o partido mais sério do Brasil, o que mais combate a corrupção", disse.

"Se ele doou, foi porque quis doar, porque ninguém do partido Novo se comprometeu com nada por causa de doação. Agora, quanto que doou para o PL? Tenho certeza que deve ter sido muito mais. Não tenho ideia, mas deve ter sido", destacou Zema.