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Nenhuma decisão foi tomada na reunião do presidente nacional do PT, Edinho Silva, com a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata da legenda ao Senado, Marília Campos, realizada neste domingo (28/6) em Belo Horizonte. A informação foi repassada pela presidente estadual da sigla, deputada Leninha, que também esteve presente no encontro.
A ida de Edinho ao encontro com Marília teve, segundo interlocutores do partido, o objetivo de persuadi-la a assumir a cabeça de chapa do PT na disputa pelo governo de Minas. Após reunião da cúpula petista mineira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na última quarta-feira (24/6), o chefe do Executivo teria reforçado o desejo de ver a ex-prefeita liderando a candidatura ao Palácio Tiradentes e incumbido os dirigentes da missão de buscar o seu “sim” ao projeto.
Marília, no entanto, rejeita de forma categórica essa possibilidade. Nesse sábado (27/6), ao lado do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Junior, pré-candidato do PSB, e do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB, ela voltou a defender a formação de uma frente ampla entre os partidos da base de apoio ao presidente Lula e reiterou que o PT deveria abrir mão da cabeça de chapa na disputa pelo governo estadual.
Sem antecipar o teor das discussões da reunião deste domingo, Leninha informou que, durante a conversa, o presidente nacional do PT apresentou as avaliações da direção nacional sobre o cenário eleitoral em Minas. "Bem como apresentei a avaliação do Diretório Estadual, em conformidade com a última resolução política aprovada pela instância", afirmou em nota encaminhada à imprensa.
Ela, no entanto, ressaltou que o encontro integra a estratégia do partido, firmada após a reunião com Lula, de "construir candidaturas próprias para a disputa eleitoral em Minas Gerais". "Nenhuma decisão foi tomada. Seguiremos em diálogo, com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias", concluiu.
PT em Minas
Internamente, o PT permanece dividido entre lançar uma candidatura própria ao governo de Minas ou apoiar um nome de outra legenda. Para uma ala do partido, a construção de uma chapa própria também representa uma tentativa de enfrentar a rejeição histórica que tem dificultado o desempenho da sigla nas disputas pelo comando do estado. Embora Minas tenha sido decisiva para as vitórias presidenciais de Lula em 2002, 2006 e 2022, além das eleições de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, o partido elegeu apenas um governador desde sua fundação, em 1980.
O único petista a chegar ao Palácio Tiradentes foi o ex-governador Fernando Pimentel, eleito em 2014 após duas gestões à frente da prefeitura de Belo Horizonte. O governo, entretanto, terminou marcado por desgaste, especialmente em razão dos atrasos nos pagamentos de servidores estaduais e dos repasses a municípios. Em 2018, Pimentel não conseguiu a reeleição e foi derrotado por Romeu Zema (Novo).
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A ida de Edinho ao encontro com Marília teve, segundo interlocutores do partido, o objetivo de persuadi-la a assumir a cabeça de chapa do PT na disputa pelo governo de Minas. Após reunião da cúpula petista mineira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na última quarta-feira (24/6), o chefe do Executivo teria reforçado o desejo de ver a ex-prefeita liderando a candidatura ao Palácio Tiradentes e incumbido os dirigentes da missão de buscar o seu “sim” ao projeto.
Marília, no entanto, rejeita de forma categórica essa possibilidade. Nesse sábado (27/6), ao lado do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Junior, pré-candidato do PSB, e do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB, ela voltou a defender a formação de uma frente ampla entre os partidos da base de apoio ao presidente Lula e reiterou que o PT deveria abrir mão da cabeça de chapa na disputa pelo governo estadual.
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Ela, no entanto, ressaltou que o encontro integra a estratégia do partido, firmada após a reunião com Lula, de "construir candidaturas próprias para a disputa eleitoral em Minas Gerais". "Nenhuma decisão foi tomada. Seguiremos em diálogo, com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias", concluiu.
PT em Minas
Internamente, o PT permanece dividido entre lançar uma candidatura própria ao governo de Minas ou apoiar um nome de outra legenda. Para uma ala do partido, a construção de uma chapa própria também representa uma tentativa de enfrentar a rejeição histórica que tem dificultado o desempenho da sigla nas disputas pelo comando do estado. Embora Minas tenha sido decisiva para as vitórias presidenciais de Lula em 2002, 2006 e 2022, além das eleições de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, o partido elegeu apenas um governador desde sua fundação, em 1980.
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