O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deve desembarcar em Minas Gerais na próxima semana em meio às articulações do partido para definir um candidato próprio ao governo do Estado. A visita ocorre poucos dias após o PSB mineiro confirmar que manterá o projeto de disputar o Palácio Tiradentes mesmo com a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB).

Embora a programação ainda dependa de ajustes finais que devem ser concluídos em Brasília nesta segunda-feira (8/6), Alckmin já confirmou presença no Conexão Empresarial, em Ouro Preto, na região Central de Minas. O vice-presidente será o responsável pela palestra de encerramento do evento, prevista para a próxima sexta-feira (12/6).

Além da passagem por Ouro Preto, a expectativa é de que Alckmin cumpra compromissos em Conceição do Mato Dentro, município administrado pelo prefeito Otacílio Neto, presidente do PSB em Minas Gerais. Na cidade, o vice-presidente deve participar de atividades ligadas ao campus da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), cuja unidade recebeu credenciamento do Ministério da Educação em abril deste ano.

A visita acontece em um momento de reorganização interna do PSB mineiro. Após a decisão de Rodrigo Pacheco de não disputar o governo estadual, a legenda anunciou nesta semana que realizará prévias para escolher seus representantes na disputa pelo Executivo e pelo Senado. O processo deve reunir nomes como o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) Julvan Lacerda, o empresário Josué Gomes e o ex-senador Clésio Andrade.

A direção estadual prepara um encontro para reunir filiados e discutir os rumos da sigla em Minas, incluindo a construção das chapas para deputado estadual e federal. A definição do nome escolhido pelo PSB, no entanto, só deve ser anunciada durante o período das convenções partidárias, previsto para julho.

Com a saída de Pacheco da disputa, a legenda tenta preencher o espaço deixado pelo senador, que era o favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para encabeçar seu palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Pacheco se filiou ao PSB em abril, após deixar o PSD, movimento interpretado como um gesto de aproximação com o governo federal. Apesar dos sinais favoráveis ao projeto nacional petista, o senador optou por não disputar o Executivo mineiro e afirmou recentemente que pretende encerrar sua trajetória política ao término do seu mandato como senador.