CHAMA O REBOQUE

Potenciais focos do Aedes aegypti, carros e carcaças abandonados pelas ruas de Belo Horizonte são criadouros do mosquito e aumentam o risco de transmissão da dengue, que já matou 29 pessoas e deixou 31 mil doentes na capital. Por dia, quatro veículos nessas condições são retirados das ruas da cidade.

A média foi feita com base em números de uma força-tarefa montada para o recolhimento. Em 42 dias de ações, 163 automóveis foram removidos. As regionais Oeste (58 veículos), Barreiro (38) e Leste (24) lideram. Juntas, representam 74% do total.

Vinte e nove carros foram levados para o pátio da BHTrans. Os outros 134 foram retirados pelos proprietários após notificação da prefeitura.

Após o comunicado, os donos têm cinco dias úteis para realizar a retirada, sob pena de remoção ao pátio. Depois, a pessoa tem mais dois meses, contados da data da remoção. Do contrário, o bem é levado a leilão.

Além do risco de dengue, chikungunya e zika, os carros são abrigo de animais peçonhentos, como escorpiões. A população pode ajudar, denunciado os casos por meio do Portal de Serviços da PBH.

Ao solicitar o serviço, é necessário informar as características do veículo e a localização exata (rua, número, bairro e ponto de referência). Com essas informações os agentes da BHTrans vistoriam o local e atestam que se trata de um carro abandonado, notificando o proprietário.

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