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string(90) " Obras exaltadas por Zema são bancadas com dinheiro dos acordos de Mariana e Brumadinho"
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string(5667) "O ex-governador Romeu Zema (Novo), que renunciou ao cargo para se candidatar à Presidência da República, tem exaltado como parte de seu legado um pacote de obras em Minas que só estão saindo do papel após a injeção de recursos dos acordos de reparação pelos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. Juntas, as duas tragédias deixaram 291 mortos e um rastro de destruição ambiental no estado.
Zema tem em mente uma lista de projetos que vão de empreendimentos na área da saúde a obras de mobilidade e infraestrutura rodoviária. No pacote, estão inclusas a ampliação da Linha 1 e a construção da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte; a duplicação da BR-356, de Belo Horizonte a Ouro Preto/Mariana; a implementação do Rodoanel; e a conclusão de cinco hospitais regionais.
Essa relação de obras, inclusive, foi classificada pelo próprio Zema, no dia 13 de março, como parte de um “ciclo virtuoso” no qual Minas entrou após ele assumir a gestão estadual, em 2019. “Nunca tivemos em Minas, simultaneamente, tantas obras de porte como as que teremos a partir de agora. Entrego esse grande canteiro de obras em andamento com um detalhe muito importante: tudo o que eu falei aqui sobre essas obras está com recurso reservado para a conclusão”, declarou, em entrevista a O TEMPO, ao ser questionado sobre quais são os maiores feitos dele à frente do Executivo mineiro.
Exaltada por Zema como um dos trunfos de sua gestão, a ampliação do metrô é executada hoje pela concessionária que administra o serviço, mas conta com recursos públicos. Dos R$ 3,7 bilhões previstos para investimentos no modal, porém, R$ 2,8 bilhões são do governo federal, enquanto R$ 440 milhões injetados pelo estado têm como fonte o acordo com a Vale pelo rompimento em Brumadinho.
A configuração é semelhante à da concessão da BR-356, entregue pelo governo Zema à iniciativa privada no início de 2026. O projeto prevê a duplicação total da rodovia, com R$ 5 bilhões em investimentos, dos quais “apenas” R$ 1,7 bilhão sairão dos cofres do governo de Minas. O recurso público, nesse caso, tem como fonte o acordo firmado com as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton para reparação dos danos causados pela ruptura, em 2015, da barragem de Fundão, em Mariana.
Do acordo de Brumadinho também sairão R$ 3,07 bilhões anunciados como aporte para a construção do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte, ainda em fase de licenciamento. O montante é superior aos R$ 2 bilhões que serão injetados pela concessionária que venceu o leilão para implantar e operar os 100 km de rodovia.
Também custeados com dinheiro de indenizações pelas tragédias da mineração em solo mineiro, as obras de cinco hospitais regionais completam o rol de projetos ostentados por Zema antes de deixar o governo. As duas unidades entregues até agora, em Teófilo Otoni e Divinópolis, receberam, juntas, quase R$ 150 milhões do acordo de Brumadinho. Recursos do mesmo pacto são usados na execução das estruturas em Sete Lagoas (R$ 89 milhões) e Conselheiro Lafaiete (R$ 33 milhões). O regional de Governador Valadares, por sua vez, tem aporte de R$ 85 milhões do acordo de Mariana.
Além de serem tratadas como legado pelo pré-candidato ao Planalto, os hospitais regionais ainda devem compor a vitrine eleitoral de Mateus Simões (PSD), que, como sucessor de Zema, terá a missão de entregar três das cinco unidades prometidas ao mesmo tempo em que promove sua pré-campanha a governador de Minas.
Procurado pelo Aparte para comentar se o estado teria capacidade de concluir todas as obras de infraestrutura citadas por ele sem os recursos garantidos pelos acordos de reparação pelas tragédias, o ex-governador não havia se manifestado até a publicação desta coluna. O espaço segue aberto.
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Zema tem em mente uma lista de projetos que vão de empreendimentos na área da saúde a obras de mobilidade e infraestrutura rodoviária. No pacote, estão inclusas a ampliação da Linha 1 e a construção da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte; a duplicação da BR-356, de Belo Horizonte a Ouro Preto/Mariana; a implementação do Rodoanel; e a conclusão de cinco hospitais regionais.
Essa relação de obras, inclusive, foi classificada pelo próprio Zema, no dia 13 de março, como parte de um “ciclo virtuoso” no qual Minas entrou após ele assumir a gestão estadual, em 2019. “Nunca tivemos em Minas, simultaneamente, tantas obras de porte como as que teremos a partir de agora. Entrego esse grande canteiro de obras em andamento com um detalhe muito importante: tudo o que eu falei aqui sobre essas obras está com recurso reservado para a conclusão”, declarou, em entrevista a O TEMPO, ao ser questionado sobre quais são os maiores feitos dele à frente do Executivo mineiro.
Exaltada por Zema como um dos trunfos de sua gestão, a ampliação do metrô é executada hoje pela concessionária que administra o serviço, mas conta com recursos públicos. Dos R$ 3,7 bilhões previstos para investimentos no modal, porém, R$ 2,8 bilhões são do governo federal, enquanto R$ 440 milhões injetados pelo estado têm como fonte o acordo com a Vale pelo rompimento em Brumadinho.
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