COBRANÇA

A Sociedade Mineira de Cultura, entidade que mantém a PUC Minas,  entrou na Justiça de Minas Gerais com uma ação contra o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PRTB) por uma suposta dívida de cerca de  R $13, 8 mil em mensalidades atrasadas. A informação foi divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna no jornal O Globo e confirmada pelo Aparte em processo que consta no sistema do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ferreira afirma que vai oficiar a universidade para esclarecer o ocorrido. 

De acordo com a PUC-MG, a dívida equivale a mensalidades atrasadas acumuladas entre os meses de agosto a dezembro de 2018, período em que o vereador cursava direito na instituição. O valor total cobrado pela PUC é de R$ 13.872,65, contando com as mensalidades, multas e juros por atraso. 


O processo corre na 34ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte e a juíza Raquel Bhering Nogueira é a responsável pelo processo. A ação foi movida em novembro deste ano e em despacho feito na semana passada, a magistrada determinou que o vereador apresente sua contestação em 15 dias, deixando aberto o espaço para uma audiência de conciliação caso seja a vontade das duas partes. 

De acordo com o site da própria Câmara Municipal de Belo Horizonte, o salário de cada vereador é de R$ 18.402,02 em valores brutos e de R$ 13.665,65 em valores líquidos.    

Em seu twitter, o vereador disse desconhecer a dívida e afirmou que nunca foi notificado sobre a questão. 

“Irei oficiar a PUC para saber o que aconteceu. Nunca fui informado ou intimado de nada. Se algo estiver pendente, será resolvido. Agora, me acusar de caloteiro? Conta outra. Que desespero da mídia pra queimar minha reputação. Qual a próxima manchete? Que eu tomo banho pelado?”, publicou o vereador. 

O Aparte procurou pelo parlamentar que afirmou que já tinha dado o seu posicionamento em sua postagem na rede social. Ele apenas ressaltou que não conhece a dívida, mas que se ela realmente existir será devidamente paga. Ele também aproveitou para cutucar o prefeito Alexandre Kalil (PSD), a quem faz forte oposição na Câmara dos Vereadores. 

“Não sei sobre a dívida, não fui informado durante esse tempo. Se há algum débito, será sanado na mesma hora. Mas divulgar isso como calote é muita desinformação. Já que eu tenho a intenção de pagar, caso haja a dívida. Calote é a não intenção de pagar. Mas é algo tão “comum” entre universitários, que vou resolver na boa. Não vejo a dívida do Kalil de IPTU ter a mesma repercussão”, pontuou Nikolas 

O vereador fez referência a dívidas de empresas do prefeito Alexandre Kalil com o IPTU. Assunto que veio a público na campanha para o primeiro mandato do prefeito em 2016. Na ocasião, Kalil chegou a dizer: ”devo não nego, pago quando puder”. Logo após ser reeleito em 2020, Kalil disse, durante sua participação no programa Roda Viva, que as dívidas não foram quitadas e que ele possui apenas frações dos imóveis em questão, por isso não pagou os tributos. 

O Aparte não conseguiu contato com a PUC-MG para comentar o caso, já que a instituição está em recesso acadêmico e administrativo.