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DIAMANTINA - A Vila de Biribiri, um dos cartões-postais de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, ganhará um museu dedicado à preservação de sua história durante as comemorações dos 150 anos do distrito. A inauguração está prevista ainda para este mês e integra a programação especial preparada para celebrar a trajetória da comunidade, formada a partir da instalação da antiga fábrica de tecidos, em 1876.
O museu reunirá fotografias, documentos, mobiliário, objetos e equipamentos ligados ao período de funcionamento da fábrica, além de registros da formação da vila e da vida dos antigos moradores. A proposta é oferecer aos visitantes um espaço permanente de memória sobre o patrimônio histórico e cultural de Biribiri, complementando o roteiro turístico da região.
"A Vila de Biribiri completa 150 anos em 2026. Ela nasceu com o objetivo de criar uma fábrica de tecidos que oferecesse oportunidade de trabalho às mulheres da época. A partir disso, desenvolveu-se um patrimônio histórico que permanece muito vivo até hoje", afirma o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Diamantina, Alberis Mafra.
Segundo a Prefeitura de Diamantina, a Vila de Biribiri surgiu em função da fábrica têxtil criada pelos irmãos Joaquim Felício dos Santos, Antônio Felício dos Santos e por Dom João Antônio dos Santos, primeiro bispo da tradicional cidade do Vale do Jequitinhonha. O empreendimento começou com 45 teares e 63 operários e, poucos anos depois, chegou a operar com 110 teares e cerca de 210 trabalhadores, sendo a maior parte mulheres.

(Bernardo Haddad/ Hoje em Dia)
Parte da arquitetura foi projetada pelo inglês John Rose, responsável também pela montagem do maquinário da fábrica. As casas, a capela e os demais edifícios preservam características originais e, desde 1998, o conjunto arquitetônico e paisagístico é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).
A produção foi reduzida na década de 1950 e a fábrica encerrou definitivamente as atividades em 1973. Com o passar dos anos, a vila passou a receber visitantes atraídos pelo patrimônio histórico, pelas cachoeiras e pela paisagem da Serra do Espinhaço.
"Nos anos 1950 a produção começou a diminuir e a vila foi sendo esvaziada como polo industrial. Mais tarde, com o crescimento do turismo em Diamantina, as pessoas passaram a descobrir também esse espaço", explica Alberis Mafra.
Segundo o secretário, atualmente não há moradores permanentes em Biribiri. As casas pertencem a proprietários particulares e são utilizadas, em sua maioria, como segunda residência. Para visitar a Vila de Biribiri, é cobrada uma taxa de acesso de R$ 15 por pessoa. Conforme o chefe da pasta, o valor contribui para a manutenção da área e do acesso ao distrito.

Dona Sãozinha recebe turistas de várias partes do Brasil e até do exterior
(Bernardo Haddad/ Hoje em Dia)
Culinária mineira é um dos atrativos da vila
Além do patrimônio histórico e das cachoeiras, a gastronomia é um dos atrativos mais tradicionais da vila. Um dos pontos mais “badalados” é o restaurante do Adilson, onde há mais de quatro décadas a cozinheira Maria da Conceição, conhecida por todos como dona Sãozinha, prepara receitas típicas da culinária mineira.
Nascida em Biribiri, ela começou a cozinhar para os visitantes em 1982, poucos anos após o encerramento das atividades da fábrica. Desde então, acompanha de perto a transformação da vila em destino turístico.
"Eu vi a fábrica fechando. Foi muito triste para nós. Depois a vila levantou de novo e hoje está firme e forte", lembra.
Hoje, dona Sãozinha recebe turistas de várias partes do Brasil e até do exterior. Em períodos de maior movimento, como feriados prolongados, o restaurante chega a atender cerca de 700 pessoas em um único domingo.
A especialidade da casa é o tradicional frango ao molho pardo, preparado em fogão a lenha, além da costelinha de porco com ora-pro-nóbis, outro prato bastante procurado pelos visitantes.
"O segredo é o tempero da roça, o fogão a lenha, que cozinha tudo devagarinho, e muito amor", resume dona Sãozinha.
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Especialidade de Dona Sãozinha, tradicional frango ao molho pardo, preparado em fogão a lenha, "roubou a cena" em Biribiri (Bernardo Haddad/ Hoje em Dia)
*Repórter viajou a convite do Instituto Mundu
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DIAMANTINA - A Vila de Biribiri, um dos cartões-postais de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, ganhará um museu dedicado à preservação de sua história durante as comemorações dos 150 anos do distrito. A inauguração está prevista ainda para este mês e integra a programação especial preparada para celebrar a trajetória da comunidade, formada a partir da instalação da antiga fábrica de tecidos, em 1876.
O museu reunirá fotografias, documentos, mobiliário, objetos e equipamentos ligados ao período de funcionamento da fábrica, além de registros da formação da vila e da vida dos antigos moradores. A proposta é oferecer aos visitantes um espaço permanente de memória sobre o patrimônio histórico e cultural de Biribiri, complementando o roteiro turístico da região.
"A Vila de Biribiri completa 150 anos em 2026. Ela nasceu com o objetivo de criar uma fábrica de tecidos que oferecesse oportunidade de trabalho às mulheres da época. A partir disso, desenvolveu-se um patrimônio histórico que permanece muito vivo até hoje", afirma o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Diamantina, Alberis Mafra.
Segundo a Prefeitura de Diamantina, a Vila de Biribiri surgiu em função da fábrica têxtil criada pelos irmãos Joaquim Felício dos Santos, Antônio Felício dos Santos e por Dom João Antônio dos Santos, primeiro bispo da tradicional cidade do Vale do Jequitinhonha. O empreendimento começou com 45 teares e 63 operários e, poucos anos depois, chegou a operar com 110 teares e cerca de 210 trabalhadores, sendo a maior parte mulheres.

(Bernardo Haddad/ Hoje em Dia)
Parte da arquitetura foi projetada pelo inglês John Rose, responsável também pela montagem do maquinário da fábrica. As casas, a capela e os demais edifícios preservam características originais e, desde 1998, o conjunto arquitetônico e paisagístico é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).
A produção foi reduzida na década de 1950 e a fábrica encerrou definitivamente as atividades em 1973. Com o passar dos anos, a vila passou a receber visitantes atraídos pelo patrimônio histórico, pelas cachoeiras e pela paisagem da Serra do Espinhaço.
"Nos anos 1950 a produção começou a diminuir e a vila foi sendo esvaziada como polo industrial. Mais tarde, com o crescimento do turismo em Diamantina, as pessoas passaram a descobrir também esse espaço", explica Alberis Mafra.
Segundo o secretário, atualmente não há moradores permanentes em Biribiri. As casas pertencem a proprietários particulares e são utilizadas, em sua maioria, como segunda residência. Para visitar a Vila de Biribiri, é cobrada uma taxa de acesso de R$ 15 por pessoa. Conforme o chefe da pasta, o valor contribui para a manutenção da área e do acesso ao distrito.

Dona Sãozinha recebe turistas de várias partes do Brasil e até do exterior
(Bernardo Haddad/ Hoje em Dia)
Culinária mineira é um dos atrativos da vila
Além do patrimônio histórico e das cachoeiras, a gastronomia é um dos atrativos mais tradicionais da vila. Um dos pontos mais “badalados” é o restaurante do Adilson, onde há mais de quatro décadas a cozinheira Maria da Conceição, conhecida por todos como dona Sãozinha, prepara receitas típicas da culinária mineira.
Nascida em Biribiri, ela começou a cozinhar para os visitantes em 1982, poucos anos após o encerramento das atividades da fábrica. Desde então, acompanha de perto a transformação da vila em destino turístico.
"Eu vi a fábrica fechando. Foi muito triste para nós. Depois a vila levantou de novo e hoje está firme e forte", lembra.
Hoje, dona Sãozinha recebe turistas de várias partes do Brasil e até do exterior. Em períodos de maior movimento, como feriados prolongados, o restaurante chega a atender cerca de 700 pessoas em um único domingo.
A especialidade da casa é o tradicional frango ao molho pardo, preparado em fogão a lenha, além da costelinha de porco com ora-pro-nóbis, outro prato bastante procurado pelos visitantes.
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Especialidade de Dona Sãozinha, tradicional frango ao molho pardo, preparado em fogão a lenha, "roubou a cena" em Biribiri (Bernardo Haddad/ Hoje em Dia)
*Repórter viajou a convite do Instituto Mundu