A primeira semaglutida produzida no Brasil já começou a chegar às farmácias de Belo Horizonte e de  cidades mineiras. Fabricado pela EMS, o Ozivy, indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, é comercializado em redes do Estado e vai concorrer com medicamentos como Ozempic e Wegovy.

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio deste ano, o Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo presente em outros medicamentos à base de semaglutida. O tratamento é feito com aplicação subcutânea semanal e exige prescrição médica.

O medicamento disponibilizado até o momento é o de 1 mg. Cada embalagem contém uma caneta de 3 ml e quatro agulhas, quantidade suficiente para um mês de tratamento, já que a aplicação é feita uma vez por semana. Outras dosagens devem chegar às farmácias nos próximos meses.

A Drogaria Araujo informou que o produto já está disponível em mais de 360 lojas em Belo Horizonte e no interior de Minas, além dos canais digitais da rede. Pelo programa de adesão EMS Saúde, a embalagem de 1 mg é vendida por R$ 498,02 na compra de uma caixa. Quem adquirir duas unidades paga R$ 432,63 por caixa.

A rede Pague Menos também já oferece o medicamento nas lojas físicas, no televendas e pela internet. A caixa de 1 mg custa R$ 618,75. Em compras pelo televendas, o valor cai para R$ 431,61 por caixa na aquisição de duas unidades.

Na Drogaria Pacheco, a distribuição ainda ocorre de forma gradual. A rede informou que o medicamento ainda não havia chegado às lojas, mas a previsão é de que esteja disponível nos próximos dias. Pela internet, a caixa é anunciada por R$ 464,81.

Já na unidade da Droga Raia da rua Curitiba, no Centro de Belo Horizonte, ainda não havia previsão para o início das vendas. No site da rede, porém, a apresentação de 1 mg também é encontrada por R$ 464,81.

Além dos descontos oferecidos pelas farmácias, a EMS lançou o programa Vida + Leve. Segundo o laboratório, pacientes cadastrados pagam R$ 287 por mês durante os três primeiros meses de tratamento. A partir do quarto mês, a caneta passa a custar R$ 498.

Tratamento deve ser individualizado
A gerente técnica da Drogaria Araujo, Isabel Dias, afirma que a chegada de novas opções representa um avanço para os pacientes, mas destaca que o tratamento deve ser individualizado.

“Cada paciente apresenta um histórico clínico, necessidades e respostas distintas. Por isso, a definição da melhor abordagem terapêutica deve ser feita por um médico, que irá considerar as características e os objetivos de cada pessoa”.

Segundo ela, a entrada de novos fabricantes em uma categoria que vem registrando crescimento acelerado nos últimos anos contribui para ampliar a oferta de tratamentos.

“O mais importante é que os pacientes tenham acesso a opções seguras, eficazes e aprovadas pelos órgãos reguladores”, diz.

A especialista também alerta para a importância da compra em estabelecimentos regularizados. Como se trata de um medicamento injetável que precisa ser armazenado em condições específicas, a aquisição em canais sem procedência conhecida pode comprometer a eficácia e a segurança do produto.

“A recomendação é sempre adquirir esses produtos em farmácias de confiança. Quando a compra ocorre por canais sem procedência comprovada, o consumidor coloca a própria saúde em risco, além de não obter os resultados desejados e não contar com o suporte profissional necessário para esclarecer dúvidas ou orientar o uso correto”, completa Isabel.