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Uma águia chilena, espécime raro de animal selvagem, foi avistada no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, em 5 de junho. E, desde então, vem sendo monitorada por meio de um GPS - do setor de meio ambiente da BH Airport - acoplado à ave, a fim de monitorá-la e pensar estratégias para a conservação do animal.
A assessoria de imprensa do BH Airport informou que a captura da águia chilena, também conhecida como águia-serrana, foi feita de maneira segura, diante do risco de uma ave de grande porte em uma zona onde poderia haver acidentes com os aviões.
"A tecnologia nos permite acompanhar a espécie com mais precisão e orientar decisões que também contribuem para a segurança operacional, reduzindo riscos de interação entre aves e aeronaves", descreve Evandro Amato, analista de meio ambiente do BH Airport.
O animal, de cerca de 3 anos de idade, passou por análise veterinária, que constatou condições saudáveis, com peso adequado e sem lesões.
Após os exames, teve o GPS instalado por uma equipe especializada. De acordo com o BH Airport, o equipamento não interfere no voo ou no comportamento da águia.
Desde o começo do monitoramento, a águia percorreu diversas cidades mineiras, como Belo Horizonte, Santana do Riacho, Sete Lagoas, Paraopeba, Felixlândia, Corinto, Gouveia e Congonhas do Norte.
“Mesmo não sendo atualmente uma espécie classificada como ameaçada de extinção, a conservação da águia-chilena é fundamental para a manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ecológico. A redução populacional dessas aves pode desencadear desequilíbrios ecológicos significativos, afetando populações de presas e a dinâmica dos ecossistemas naturais”, ressalta Amato.
A águia-serrana e suas características
A ave, que ocupa o topo da cadeia alimentar, é caracterizada pela coloração com tons de preto, branco e cinza, com peito escuro, e pelas asas largas que podem ultrapassar 1,5m de envergadura. Além disso, apresenta cauda relativamente curta e 70 cm de altura, em média.
Apesar do tamanho, o animal não demonstra comportamento agressivo e evita o contato com os humanos.
A águia pode ser encontrada desde a Cordilheira dos Andes até o Sul da Argentina e em quase todo o território brasileiro, exceto na Região Norte. Em Minas Gerais, pode ser vista em áreas serranas como as das Serras do Curral, da Mantiqueira e do Espinhaço. Alguns espécimes podem viver até os 40 anos de idade.
Em sua dieta, utiliza seu voo poderoso e veloz para caçar pequenos mamíferos, répteis e outras aves, podendo se alimentar até mesmo de pombos domésticos, além de comer carcaças, ocasionalmente.
A águia-chilena ainda têm características que a diferenciam de outras aves. Mesmo após aprender a voar, usam preferencialmente o mesmo ninho durante toda a vida, fazendo reparos eventuais ao longo dos anos. A morada só é abandonada em casos emergenciais, como queimadas ou o desmatamento.
*Estagiário sob supervisão do subeditor Thiago Prata
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A assessoria de imprensa do BH Airport informou que a captura da águia chilena, também conhecida como águia-serrana, foi feita de maneira segura, diante do risco de uma ave de grande porte em uma zona onde poderia haver acidentes com os aviões.
"A tecnologia nos permite acompanhar a espécie com mais precisão e orientar decisões que também contribuem para a segurança operacional, reduzindo riscos de interação entre aves e aeronaves", descreve Evandro Amato, analista de meio ambiente do BH Airport.
O animal, de cerca de 3 anos de idade, passou por análise veterinária, que constatou condições saudáveis, com peso adequado e sem lesões.
Após os exames, teve o GPS instalado por uma equipe especializada. De acordo com o BH Airport, o equipamento não interfere no voo ou no comportamento da águia.
Desde o começo do monitoramento, a águia percorreu diversas cidades mineiras, como Belo Horizonte, Santana do Riacho, Sete Lagoas, Paraopeba, Felixlândia, Corinto, Gouveia e Congonhas do Norte.
“Mesmo não sendo atualmente uma espécie classificada como ameaçada de extinção, a conservação da águia-chilena é fundamental para a manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ecológico. A redução populacional dessas aves pode desencadear desequilíbrios ecológicos significativos, afetando populações de presas e a dinâmica dos ecossistemas naturais”, ressalta Amato.
A águia-serrana e suas características
A ave, que ocupa o topo da cadeia alimentar, é caracterizada pela coloração com tons de preto, branco e cinza, com peito escuro, e pelas asas largas que podem ultrapassar 1,5m de envergadura. Além disso, apresenta cauda relativamente curta e 70 cm de altura, em média.
Apesar do tamanho, o animal não demonstra comportamento agressivo e evita o contato com os humanos.
A águia pode ser encontrada desde a Cordilheira dos Andes até o Sul da Argentina e em quase todo o território brasileiro, exceto na Região Norte. Em Minas Gerais, pode ser vista em áreas serranas como as das Serras do Curral, da Mantiqueira e do Espinhaço. Alguns espécimes podem viver até os 40 anos de idade.
Em sua dieta, utiliza seu voo poderoso e veloz para caçar pequenos mamíferos, répteis e outras aves, podendo se alimentar até mesmo de pombos domésticos, além de comer carcaças, ocasionalmente.
A águia-chilena ainda têm características que a diferenciam de outras aves. Mesmo após aprender a voar, usam preferencialmente o mesmo ninho durante toda a vida, fazendo reparos eventuais ao longo dos anos. A morada só é abandonada em casos emergenciais, como queimadas ou o desmatamento.
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