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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra continuará presa preventivamente após a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar, por unanimidade, o pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa. A decisão foi tomada nesta terça-feira (9) e mantém a prisão da influenciadora enquanto prosseguem as investigações sobre sua suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O julgamento ocorreu em sessão do colegiado responsável pelos processos criminais da Corte. Participaram da análise os ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. O processo tramita sob segredo de Justiça.
A defesa de Deolane, representada pelo advogado criminalista Aury Lopes Jr., argumentou que a prisão preventiva seria desnecessária e desproporcional. Segundo a sustentação apresentada, a influenciadora foi investigada durante quatro anos sem ter sido intimada para prestar esclarecimentos.
Os advogados também defenderam que não existe risco de fuga, destacando que Deolane retornou ao Brasil poucos dias antes da operação policial que resultou em sua prisão. A defesa sustenta ainda que não há elementos concretos que justifiquem a manutenção da medida cautelar.
Deolane nega qualquer envolvimento com a facção criminosa e afirma ser inocente das acusações.
Relembre o caso
Deolane foi presa em 21 de maio durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC. Segundo as investigações, ela teria recebido recursos provenientes de uma empresa de transportes apontada pelas autoridades como ligada ao braço financeiro da organização criminosa.
Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora. As investigações apontam que os valores teriam origem não comprovada e apresentariam indícios de lavagem de dinheiro.
A operação também resultou no bloqueio global de mais de R$ 327 milhões em bens e valores e no sequestro de 17 veículos, incluindo automóveis de luxo. Dias depois, em 26 de maio, Deolane divulgou uma carta por meio das redes sociais da irmã, Dayanne Bezerra, após ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
No texto, a influenciadora afirmou estar presa "por pura perseguição" e negou qualquer vínculo com o crime organizado. Ela também declarou que a investigação teria como base um depósito de R$ 24,5 mil que, segundo sua versão, corresponde a honorários recebidos legalmente durante sua atuação como advogada.
Deolane também criticou a forma como foi presa. "Fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos", escreveu na ocasião.
Esta é a segunda vez que a influenciadora enfrenta problemas judiciais relacionados a investigações financeiras. Em setembro de 2024, ela já havia sido alvo da Operação Integration, que apurava suspeitas de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
A reportagem procurou a defesa de Deolane Bezerra para comentar a decisão do STJ e informar quais medidas serão adotadas a partir da manutenção da prisão preventiva. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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O julgamento ocorreu em sessão do colegiado responsável pelos processos criminais da Corte. Participaram da análise os ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. O processo tramita sob segredo de Justiça.
A defesa de Deolane, representada pelo advogado criminalista Aury Lopes Jr., argumentou que a prisão preventiva seria desnecessária e desproporcional. Segundo a sustentação apresentada, a influenciadora foi investigada durante quatro anos sem ter sido intimada para prestar esclarecimentos.
Os advogados também defenderam que não existe risco de fuga, destacando que Deolane retornou ao Brasil poucos dias antes da operação policial que resultou em sua prisão. A defesa sustenta ainda que não há elementos concretos que justifiquem a manutenção da medida cautelar.
Deolane nega qualquer envolvimento com a facção criminosa e afirma ser inocente das acusações.
Relembre o caso
Deolane foi presa em 21 de maio durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC. Segundo as investigações, ela teria recebido recursos provenientes de uma empresa de transportes apontada pelas autoridades como ligada ao braço financeiro da organização criminosa.
Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora. As investigações apontam que os valores teriam origem não comprovada e apresentariam indícios de lavagem de dinheiro.
A operação também resultou no bloqueio global de mais de R$ 327 milhões em bens e valores e no sequestro de 17 veículos, incluindo automóveis de luxo. Dias depois, em 26 de maio, Deolane divulgou uma carta por meio das redes sociais da irmã, Dayanne Bezerra, após ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
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Deolane também criticou a forma como foi presa. "Fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos", escreveu na ocasião.
Esta é a segunda vez que a influenciadora enfrenta problemas judiciais relacionados a investigações financeiras. Em setembro de 2024, ela já havia sido alvo da Operação Integration, que apurava suspeitas de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
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