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O negociador-chefe da Ucrânia, Rustem Umerov, lê uma declaração após a conclusão das negociações mediadas pelos EUA entre a Rússia e a Ucrânia (ELODIE LE MAOU / AFP)
A segunda reunião trilateral entre representantes ucranianos e russos, com mediação de autoridades norte-americanas, que decorreram nesta quarta-feira (18), em Genebra, sobre as negociações de paz da guerra na Ucrânia, foram consideradas pelos representantes como difíceis.
As negociações se dividiram em encontros trilaterais, com a Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, e em multilaterais, que contou também com a Ucrânia, Estados Unidos além da França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Suíça. “Esta última reunião visou à discussão dos resultados das negociações multilaterais que ocorreram na véspera e ainda para manter uma visão comum e a coordenação de ações entre Kiev, Washington e a Europa”, disse o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov.
Já os pontos divergentes e sensíveis entre Moscou e Kiev permanecem sendo a região ucraniana de Donbass, principal polo industrial do leste do país que abrange, sobretudo as províncias de Donetsk e Luhansk, que faz fronteira direta com a Rússia e é o centro dos intensos conflitos nesta zona, assim como a central nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa, ocupada pelas forças russas. Moscou insiste e exige a total retirada das forças ucranianas desta região leste, sob controle da Ucrânia, algo rejeitado por Kiev.
Umerov avançou que as conversações foram intensas e substanciais, afirmando que algumas questões foram esclarecidas, enquanto outras ainda precisam de coordenação adicional, assinalando que há progressos, mas até agora sem detalhes concretos. “Os debates se focaram em questões práticas e nos mecanismos para chegar a possíveis soluções. Após a sessão plenária, o trabalho continuou em grupos de trabalho por áreas prioritárias, com reuniões dos blocos político e militar", explicou.
Entretanto, os três lados das negociações trilaterais indicaram que houve avanços construtivos na questão militar. Segundo reportou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, as partes envolvidas nas negociações concordaram com quase tudo nesse sentido, com a monitorização do cessar-fogo e o fim da guerra por parte dos militares, com o envolvimento dos Estados Unidos, quando tiver sido estabelecido e firmado o acordo final.
Já o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, classificou o encontro como difícil, mas objetivo, adiantando que a próxima reunião está marcada para breve, sem especificar a data.
A agência de notícias France-Presse, citando uma fonte próxima da delegação russa, relatou que as negociações da véspera foram muito tensas e duraram seis horas, à porta fechada, num hotel da cidade suíça.
Por sua vez, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, apontou que houve um progresso significativo e que ambos os lados concordaram em continuar a trabalhar no sentido de um acordo. As partes atuam com base no plano norte-americano divulgado há alguns meses, que incluem concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais.
Estas negociações em Genebra se seguiram a duas recentes rodadas de conversações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que resultou apenas na troca de prisioneiros.
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A segunda reunião trilateral entre representantes ucranianos e russos, com mediação de autoridades norte-americanas, que decorreram nesta quarta-feira (18), em Genebra, sobre as negociações de paz da guerra na Ucrânia, foram consideradas pelos representantes como difíceis.
As negociações se dividiram em encontros trilaterais, com a Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, e em multilaterais, que contou também com a Ucrânia, Estados Unidos além da França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Suíça. “Esta última reunião visou à discussão dos resultados das negociações multilaterais que ocorreram na véspera e ainda para manter uma visão comum e a coordenação de ações entre Kiev, Washington e a Europa”, disse o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov.
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Umerov avançou que as conversações foram intensas e substanciais, afirmando que algumas questões foram esclarecidas, enquanto outras ainda precisam de coordenação adicional, assinalando que há progressos, mas até agora sem detalhes concretos. “Os debates se focaram em questões práticas e nos mecanismos para chegar a possíveis soluções. Após a sessão plenária, o trabalho continuou em grupos de trabalho por áreas prioritárias, com reuniões dos blocos político e militar", explicou.
Entretanto, os três lados das negociações trilaterais indicaram que houve avanços construtivos na questão militar. Segundo reportou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, as partes envolvidas nas negociações concordaram com quase tudo nesse sentido, com a monitorização do cessar-fogo e o fim da guerra por parte dos militares, com o envolvimento dos Estados Unidos, quando tiver sido estabelecido e firmado o acordo final.
Já o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, classificou o encontro como difícil, mas objetivo, adiantando que a próxima reunião está marcada para breve, sem especificar a data.
A agência de notícias France-Presse, citando uma fonte próxima da delegação russa, relatou que as negociações da véspera foram muito tensas e duraram seis horas, à porta fechada, num hotel da cidade suíça.
Por sua vez, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, apontou que houve um progresso significativo e que ambos os lados concordaram em continuar a trabalhar no sentido de um acordo. As partes atuam com base no plano norte-americano divulgado há alguns meses, que incluem concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais.
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