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string(70) "Países do Golfo Pérsico ameaçam retaliar o Irã após novos ataques"
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O risco de retaliação dos Países do Golfo contra o Irã escalou, uma vez que os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Catar emitiram um alerta hoje de que, se até o final dessa semana se mantiverem os ataques iranianos, terão uma participação ativa na guerra.
Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse aos Estados Unidos para não ‘testarem’ a determinação de Teerã em defender o seu território. Ghalibaf sinalizou ainda que os serviços de informação do país indicam que “inimigos” planejam ocupar uma ilha iraniana com o apoio de um país regional, que não nomeou. “As forças iranianas monitoram os movimentos inimigos e, se derem qualquer passo, atacaremos infraestruturas vitais nesse país regional em ataques contínuos e implacáveis”, garantiu.
Enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou que não há negociações em curso com os EUA, ressaltando que o presidente norte-americano Donald Trump “fracassou” nos seus objetivos de guerra, incluindo a vitória rápida e a mudança de regime. “Teerã conseguiu mostrar ao mundo que ninguém pode ameaçar a segurança do Irã”, afirmou, acrescentando uma mensagem aos países vizinhos: “Distanciem-se dos EUA”.
Nesta quarta-feira (25), o Irã lançou uma nova ofensiva contra Israel em várias posições no norte e no centro do país, incluindo a capital Tel Aviv, além de ataques a bases militares usadas pelos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia. Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa saudita comunicou também a interceptação de pelo menos quatro drones.
O departamento da aviação civil do Kuwait anunciou ainda que um depósito de combustível do aeroporto internacional se incendiou após ter sido atacado por drones. O local tem sido um alvo frequente desde o inicio da guerra no Oriente Médio. "Segundo as primeiras informações, os danos se limitam a danos materiais e não há vítimas", disse o órgão na rede social X.
No entanto, horas depois, o exército kuwaitiano informou que o país voltou a ser alvo de ataques com mísseis e drones.
As autoridades do Golfo e o Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio contabilizam 36 mortos na região desde o começo da guerra, incluindo 17 civis.
Já o Conselho dos Direitos Humanos da ONU se reúne de emergência nesta quarta-feira (25) para discutir os ataques iranianos e o impacto nos direitos humanos. A Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Omã e Catar apresentaram um projeto de resolução que será submetido à votação pelos membros do Conselho. O texto condena veementemente os ataques do Irã, denuncia as ações de Teerã para bloquear o Estreito de Ormuz e manifesta graves preocupações com as ofensivas contra suas infraestruturas energéticas.
"O nosso país não é parte do conflito armado e não participou em qualquer agressão ou ataque militar. Estes ataques iranianos visaram civis e infraestruturas civis, causando numerosas vítimas inocentes", declarou o embaixador do Bahrein, Abdulla Abdullatif Abdulla.
Por sua vez, a resolução exige que o governo iraniano cesse todos os ataques não provocados contra os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo e a Jordânia e que forneça reparação integral por todos os prejuízos e danos causados por atos ilícitos internacionalmente ilegais, mas o documento não menciona Israel e os Estados Unidos.
Em resposta, o representante do Ira no Conselho afirmou que a proposta ignora deliberadamente a guerra de agressão em curso contra o Irã pelo governo norte-americano e israelense.
Enquanto isso, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que nomeou o diplomata francês Jean Arnault como enviado pessoal para liderar os esforços da organização no atual conflito no Oriente Médio. "Estão em andamento diversas iniciativas para o diálogo e a paz. Elas precisam ter sucesso”, acrescentou.
Gueterres ainda criticou as várias partes que continuam a guerra na região e que o conflito passou dos limites que até os líderes pensariam. “A minha mensagem para o Irã é para parar de atacar os seus vizinhos”, enfatizou.
Já a Casa Branca declarou que trabalha para organizar uma reunião no Paquistão no próximo fim de semana para discutir o fim da guerra, após terem partilhado uma lista de 15 pontos de um acordo de cessar-fogo com o Irã através do governo de Islamabad.
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Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse aos Estados Unidos para não ‘testarem’ a determinação de Teerã em defender o seu território. Ghalibaf sinalizou ainda que os serviços de informação do país indicam que “inimigos” planejam ocupar uma ilha iraniana com o apoio de um país regional, que não nomeou. “As forças iranianas monitoram os movimentos inimigos e, se derem qualquer passo, atacaremos infraestruturas vitais nesse país regional em ataques contínuos e implacáveis”, garantiu.
Enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou que não há negociações em curso com os EUA, ressaltando que o presidente norte-americano Donald Trump “fracassou” nos seus objetivos de guerra, incluindo a vitória rápida e a mudança de regime. “Teerã conseguiu mostrar ao mundo que ninguém pode ameaçar a segurança do Irã”, afirmou, acrescentando uma mensagem aos países vizinhos: “Distanciem-se dos EUA”.
Nesta quarta-feira (25), o Irã lançou uma nova ofensiva contra Israel em várias posições no norte e no centro do país, incluindo a capital Tel Aviv, além de ataques a bases militares usadas pelos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia. Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa saudita comunicou também a interceptação de pelo menos quatro drones.
O departamento da aviação civil do Kuwait anunciou ainda que um depósito de combustível do aeroporto internacional se incendiou após ter sido atacado por drones. O local tem sido um alvo frequente desde o inicio da guerra no Oriente Médio. "Segundo as primeiras informações, os danos se limitam a danos materiais e não há vítimas", disse o órgão na rede social X.
No entanto, horas depois, o exército kuwaitiano informou que o país voltou a ser alvo de ataques com mísseis e drones.
As autoridades do Golfo e o Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio contabilizam 36 mortos na região desde o começo da guerra, incluindo 17 civis.
Já o Conselho dos Direitos Humanos da ONU se reúne de emergência nesta quarta-feira (25) para discutir os ataques iranianos e o impacto nos direitos humanos. A Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Omã e Catar apresentaram um projeto de resolução que será submetido à votação pelos membros do Conselho. O texto condena veementemente os ataques do Irã, denuncia as ações de Teerã para bloquear o Estreito de Ormuz e manifesta graves preocupações com as ofensivas contra suas infraestruturas energéticas.
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Em resposta, o representante do Ira no Conselho afirmou que a proposta ignora deliberadamente a guerra de agressão em curso contra o Irã pelo governo norte-americano e israelense.
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Gueterres ainda criticou as várias partes que continuam a guerra na região e que o conflito passou dos limites que até os líderes pensariam. “A minha mensagem para o Irã é para parar de atacar os seus vizinhos”, enfatizou.
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