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string(62) "OMS eleva o risco do ebola na República Democrática do Congo"
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Tedros disse que esta sendo feito um destacamento de mais profissionais da OMS para a cidade congolesa de Ituri, o epicentro da epidemia, para apoiar as comunidades atingidas, mantendo-se ao mesmo tempo o contato regular com as autoridades governamentais para coordenar as ações de resposta. Segundo o diretor-geral, as mortes suspeitas devido ao ebola na RDCongo chegaram a 177 e os casos a 750. O balanço anterior apontava para 160 mortos e 671 casos. A maioria das pessoas afetadas tem entre 20 e 39 anos e mais de 60% são mulheres.
“Na RDCongo, os números aumentam à medida que melhoram os trabalhos de vigilância e os testes laboratoriais, mas a violência e a insegurança estão dificultando a resposta", explicou o chefe da OMS.
Ontem mesmo manifestantes invadiram um hospital e atearam fogo a tendas médicas na cidade de Rwampara, após as autoridades locais se recusarem a entregar o corpo de uma vítima de Ebola, Eli Munongo Wangu, um conhecido jogador de futebol da região. Os manifestantes queriam sepultá-lo por conta própria e os pais do atleta alegaram que a morte não foi causada pelo ebola e, sim por febre tifóide. Entretanto, os médicos afirmaram que o jovem estava infetado com o vírus e insistiram que enterros seguros são essenciais para deter a doença, porque o ebola pode se espalhar por contato direto com os corpos das vítimas. Para conter a situação foi preciso acionar reforços do exército e da polícia. Apesar dos protestos, as autoridades o enterraram durante a madrugada desta sexta-feira.
A OMS classificou no dia 16 de maio o surto de ebola no Congo e também em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional. A epidemia corresponde a uma nova estirpe do ebola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, de acordo com a OMS. O país africano é regularmente afetado por epidemias do vírus ebola, que se transmite através do contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais infectados. A doença provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vômitos, diarréia e hemorragias internas. Nos últimos 50 anos, o ebola já provocou mais de 15 mil mortes na África.
O Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças anunciou que já enviou peritos à África para apoiar a resposta ao mais recente surto de ebola. A entidade comunicou que está em conversações com as Operações Europeias de Proteção Civil e Ajuda Humanitária e com a Rede Mundial de Alerta e Resposta a Surtos no que se refere ao possível destacamento de mais peritos à medida que a situação evoluir, por exemplo, em matéria de prevenção de infecções, epidemiologia, vigilância e comunicação de riscos.
MSF diz que situação é muito grave
A responsável pelo programa de emergência da organização Médicos Sem Fronteiras, Trish Newport, gere a resposta da MSF ao ebola em Ituri, no nordeste do RDCongo. Trish afirma que no terreno as organizações médicas humanitárias fazem o que podem contra um vírus agressivo e sem tratamento à espera da ajuda internacional. “A situação é muito grave”, admite.
Além do mais, Ituri é uma zona em conflito, o que torna o trabalho humanitário e de saúde um grande desafio. “Há muitos deslocados e as necessidades humanitárias são tão grandes que a população acaba por negligenciar o surto de ebola”, lamenta.
É um dos efeitos que os Médicos Sem Fronteiras mais temem, pois decorreu assim no último surto da doença no país em 2018.
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Tedros disse que esta sendo feito um destacamento de mais profissionais da OMS para a cidade congolesa de Ituri, o epicentro da epidemia, para apoiar as comunidades atingidas, mantendo-se ao mesmo tempo o contato regular com as autoridades governamentais para coordenar as ações de resposta. Segundo o diretor-geral, as mortes suspeitas devido ao ebola na RDCongo chegaram a 177 e os casos a 750. O balanço anterior apontava para 160 mortos e 671 casos. A maioria das pessoas afetadas tem entre 20 e 39 anos e mais de 60% são mulheres.
“Na RDCongo, os números aumentam à medida que melhoram os trabalhos de vigilância e os testes laboratoriais, mas a violência e a insegurança estão dificultando a resposta", explicou o chefe da OMS.
Ontem mesmo manifestantes invadiram um hospital e atearam fogo a tendas médicas na cidade de Rwampara, após as autoridades locais se recusarem a entregar o corpo de uma vítima de Ebola, Eli Munongo Wangu, um conhecido jogador de futebol da região. Os manifestantes queriam sepultá-lo por conta própria e os pais do atleta alegaram que a morte não foi causada pelo ebola e, sim por febre tifóide. Entretanto, os médicos afirmaram que o jovem estava infetado com o vírus e insistiram que enterros seguros são essenciais para deter a doença, porque o ebola pode se espalhar por contato direto com os corpos das vítimas. Para conter a situação foi preciso acionar reforços do exército e da polícia. Apesar dos protestos, as autoridades o enterraram durante a madrugada desta sexta-feira.
A OMS classificou no dia 16 de maio o surto de ebola no Congo e também em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional. A epidemia corresponde a uma nova estirpe do ebola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, de acordo com a OMS. O país africano é regularmente afetado por epidemias do vírus ebola, que se transmite através do contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais infectados. A doença provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vômitos, diarréia e hemorragias internas. Nos últimos 50 anos, o ebola já provocou mais de 15 mil mortes na África.
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MSF diz que situação é muito grave
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É um dos efeitos que os Médicos Sem Fronteiras mais temem, pois decorreu assim no último surto da doença no país em 2018.