Segundo revelou a Euronews, que teve acesso ao projeto do acordo que os Estados Unidos irá propor ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, o governo norte-americano terá uma gestão em conjunto com Kiev dos recursos da Ucrânia em troca de um compromisso financeiro a longo prazo para reconstruir o país após a guerra.

A mídia acrescenta que documento do acordo bilateral indica a criação dos EUA do Fundo de Investimento para a Reconstrução, e também garantirá a segurança do país com diretrizes concretas para estabelecer uma paz duradoura. O projeto prevê que os EUA mantenham uma participação financeira de 100% no fundo e que o administrem conjuntamente com Kiev para fazer avançar o valor econômico associado aos recursos da Ucrânia, incluindo, entre outros, os recursos minerais, os recursos petrolíferos e de gás e as infraestruturas e portos, até que o fundo esteja totalmente financiado.

De acordo com o projeto, o fundo funcionará durante o período de reconstrução e do regresso da Ucrânia ao valor do PIB do final de 2021. O governo ucraniano deverá contribuir com 50% das receitas para o fundo, menos as despesas de funcionamento, mas há um aumento da contribuição para 66% no que diz respeito a qualquer território atualmente ocupado pela Rússia que possa ser desocupado.

No documento, as contribuições da Ucrânia para o fundo continuarão até que as contribuições atinjam o montante de 500 bilhões de dólares.

“O acordo sobre o fundo estabelecerá separadamente que o governo da Ucrânia contribuirá adicionalmente para o fundo com uma soma igual ao dobro do montante que os EUA fornecerem à Ucrânia após a data do acordo. Para o efeito, os EUA pretendem assumir um compromisso financeiro a longo prazo para o desenvolvimento de uma Ucrânia estável e economicamente próspera", diz o documento.

O projeto que a Euronews teve acesso data de 21 de fevereiro de 2025, mas  fontes afirmaram que Washington pretende que o documento já seja aprovado na quarta-feira (26) sem alterações ou variações.

Entretanto, os dois governos não comentaram até agora sobre o projeto de acordo aos questionamentos da Euronews.