array(31) {
["id"]=>
int(177517)
["title"]=>
string(70) "Crise energética em Cuba atinge vôos internacionais e fecha hotéis "
["content"]=>
string(6391) "As autoridades de Cuba alertaram as companhias aéreas internacionais que deixará de ter combustível disponível para reabastecer os seus aviões. A maioria dos voos internacionais que chegam a Havana já está sendo cancelado, que é fundamental para a indústria do turismo, o seu principal motor econômico. Além disso, o governo precisou também fechar algumas unidades hoteleiras para colocar em prática um plano de emergência para enfrentar a crise energética que afeta a ilha.
Segundo o governo cubano, a escassez de combustível é atribuída ao reforço da pressão energética dos Estados Unidos, uma vez que o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou no final de janeiro uma ordem que prevê a imposição de tarifas a países que forneçam petróleo a ilha, alegando questões de segurança nacional. A decisão aconteceu depois de Washington ter anunciado o fim do fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba.
Cuba produz cerca de um terço das suas necessidades energéticas, dependendo o restante de importações, especificamente a Venezuela que, em 2025, representaram aproximadamente 30% do total e, em menor escala, do México e da Rússia.
O embargo petrolífero dos EUA a Cuba, após a queda de Nicolás Maduro, aliado de Havana e seu principal fornecedor, ampliou ainda mais a situação da crise energética que a ilha enfrenta há três anos. A falta de combustível trouxe nos últimos tempos um impacto direto na economia devido à queda da produção de eletricidade, que sofre com apagões diários que ultrapassam às 20 horas. O turismo, tradicional carro-chefe da economia cubana, registrou em 2025 o pior desempenho desde 2002, com 1,8 milhões de visitantes internacionais, face aos 4,7 milhões registrados em 2018. O iminente colapso das infraestruturas de energia contraiu e agora asfixia a economia do país, com a aceleração da inflação, prejuízos ao setor turístico, aos os transportes públicos, falta de abastecimento de bens, bancos abertos por menos tempo, cancelamentos de eventos culturais entre outros danos.
A administração cubana tenta neste contexto buscar soluções alternativas e foi anunciado o racionamento de combustíveis, incentivo ao home office, aulas semipresenciais e redução de horários em serviços públicos. Além disso, esta em curso o encerramento de alguns hotéis e a transferência de turistas estrangeiros para outras unidades, como parte de um planejamento para reduzir o consumo energético e concentrar a operação turística.
O vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva Fraga, afirmou que foi desenhado um plano no turismo para compactar as instalações turísticas e aproveitar a alta temporada que decorre neste momento no país. Apesar de não ter sido detalhado os contornos dessa compactação, as medidas estão atingindo, em especial, as unidades em Varadero e no norte da ilha, incluindo hotéis operados por cadeias internacionais.
O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel apontouu que o plano de resposta se inspira nas estratégias do “Período Especial” dos anos 1990, prevendo ações de autosuficiência e racionamento extremo em caso de interrupção total do fornecimento energético.
Por sua vez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, prometeu que enviará ajuda a Cuba e utilizará todos os meios diplomáticos junto a Casa Banca para retomar o envio de petróleo a ilha. "Uma coisa é discordar das políticas do regime cubano. Mas a sua oposição não deve afetar o povo", disse Sheinbaum.
Enquanto, a China reafirmou seu apoio a Cuba, seu aliado estratégico, tendo já designado um pacote emergencial de 80 milhões de dólares, doação de 60 mil toneladas de arroz e suporte técnico e energético. Pequim tem enviado peças e acessórios para equipamentos de geração de energia e, desde 2024, atua na construção de parques fotovoltaicos para reduzir a dependência cubana de combustíveis importados. O Ministério das Relações Exteriores chinês ainda indicou que se opõe a sanções externas a ilha e que apoia firmemente sua soberania nacional e segurança.
As Nações Unidas também reiterou sua preocupação com a crescente escassez de combustível em Cuba e o impacto na população. “Estamos trabalhando com o governo cubano para prestar mais apoio, com alimentos, água e cuidados de saúde”, comunicou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres
"
["author"]=>
string(37) "Isabel Alvarez - Diario de Pernambuco"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(634796)
["filename"]=>
string(13) "cubacrise.jpg"
["size"]=>
string(6) "287561"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(32) " Havana, Cuba (YAMIL LAGE / AFP)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(170) "De acordo com o governo cubano, a escassez de combustível é atribuída ao reforço da pressão energética dos Estados Unidos
"
["author_slug"]=>
string(35) "isabel-alvarez-diario-de-pernambuco"
["views"]=>
int(49)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(66) "crise-energetica-em-cuba-atinge-voos-internacionais-e-fecha-hoteis"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-02-10 21:45:30.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-02-10 21:46:13.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-02-10T21:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(14) "/cubacrise.jpg"
}
As autoridades de Cuba alertaram as companhias aéreas internacionais que deixará de ter combustível disponível para reabastecer os seus aviões. A maioria dos voos internacionais que chegam a Havana já está sendo cancelado, que é fundamental para a indústria do turismo, o seu principal motor econômico. Além disso, o governo precisou também fechar algumas unidades hoteleiras para colocar em prática um plano de emergência para enfrentar a crise energética que afeta a ilha.
Segundo o governo cubano, a escassez de combustível é atribuída ao reforço da pressão energética dos Estados Unidos, uma vez que o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou no final de janeiro uma ordem que prevê a imposição de tarifas a países que forneçam petróleo a ilha, alegando questões de segurança nacional. A decisão aconteceu depois de Washington ter anunciado o fim do fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba.
Cuba produz cerca de um terço das suas necessidades energéticas, dependendo o restante de importações, especificamente a Venezuela que, em 2025, representaram aproximadamente 30% do total e, em menor escala, do México e da Rússia.
O embargo petrolífero dos EUA a Cuba, após a queda de Nicolás Maduro, aliado de Havana e seu principal fornecedor, ampliou ainda mais a situação da crise energética que a ilha enfrenta há três anos. A falta de combustível trouxe nos últimos tempos um impacto direto na economia devido à queda da produção de eletricidade, que sofre com apagões diários que ultrapassam às 20 horas. O turismo, tradicional carro-chefe da economia cubana, registrou em 2025 o pior desempenho desde 2002, com 1,8 milhões de visitantes internacionais, face aos 4,7 milhões registrados em 2018. O iminente colapso das infraestruturas de energia contraiu e agora asfixia a economia do país, com a aceleração da inflação, prejuízos ao setor turístico, aos os transportes públicos, falta de abastecimento de bens, bancos abertos por menos tempo, cancelamentos de eventos culturais entre outros danos.
A administração cubana tenta neste contexto buscar soluções alternativas e foi anunciado o racionamento de combustíveis, incentivo ao home office, aulas semipresenciais e redução de horários em serviços públicos. Além disso, esta em curso o encerramento de alguns hotéis e a transferência de turistas estrangeiros para outras unidades, como parte de um planejamento para reduzir o consumo energético e concentrar a operação turística.
O vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva Fraga, afirmou que foi desenhado um plano no turismo para compactar as instalações turísticas e aproveitar a alta temporada que decorre neste momento no país. Apesar de não ter sido detalhado os contornos dessa compactação, as medidas estão atingindo, em especial, as unidades em Varadero e no norte da ilha, incluindo hotéis operados por cadeias internacionais.
O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel apontouu que o plano de resposta se inspira nas estratégias do “Período Especial” dos anos 1990, prevendo ações de autosuficiência e racionamento extremo em caso de interrupção total do fornecimento energético.
Por sua vez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, prometeu que enviará ajuda a Cuba e utilizará todos os meios diplomáticos junto a Casa Banca para retomar o envio de petróleo a ilha. "Uma coisa é discordar das políticas do regime cubano. Mas a sua oposição não deve afetar o povo", disse Sheinbaum.
Enquanto, a China reafirmou seu apoio a Cuba, seu aliado estratégico, tendo já designado um pacote emergencial de 80 milhões de dólares, doação de 60 mil toneladas de arroz e suporte técnico e energético. Pequim tem enviado peças e acessórios para equipamentos de geração de energia e, desde 2024, atua na construção de parques fotovoltaicos para reduzir a dependência cubana de combustíveis importados. O Ministério das Relações Exteriores chinês ainda indicou que se opõe a sanções externas a ilha e que apoia firmemente sua soberania nacional e segurança.
As Nações Unidas também reiterou sua preocupação com a crescente escassez de combustível em Cuba e o impacto na população. “Estamos trabalhando com o governo cubano para prestar mais apoio, com alimentos, água e cuidados de saúde”, comunicou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres