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Nesta segunda-feira (31), o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, alertou que seu país vai retaliar com força se for atacado devido ao seu programa nuclear. Apesar de Khamenei ter avisado que responderá de modo firme em caso de danos contra o seu país, não fez qualquer referência às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O líder supremo iraniano fez a promessa durante um discurso em Teerã que assinalou hoje o fim do Ramadã.
Mas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou ser uma afronta chocante a ameaça de Trump, que admitiu atacar o território iraniano se não for alcançado um acordo sobre o programa nuclear. "Uma ameaça aberta de bombardeio por um chefe de Estado contra o Irã é uma afronta chocante à própria essência da paz e segurança internacionais", disse o porta-voz da chancelaria iraniana Ismail Baghaei.
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, reforçou no domingo que o Irã não aceita negociar com Washington sob ameaça.
Por outro lado, em entrevista à emissora norte-americana NBC, Trump reiterou que pode ordenar atacar o Irá se não houver um acordo sobre a questão nuclear no país muçulmano. "Se não assinarem um acordo haverá bombardeios", reafirmou o líder dos EUA.
Os EUA, países europeus e Israel acusam o governo de Teerã de desenvolver armas nucleares. Enquanto isso, o Irã rejeita as alegações e garante que o seu programa nuclear somente existe apenas para fins civis, em especial para finalidades energéticas.
Desde o regresso à presidência, em janeiro, Trump afirmou estar disposto ao diálogo com Teerã, tendo anunciado que enviou uma carta aos dirigentes iranianos. “Há duas maneiras possíveis de lidar com o Irã: militarmente ou através de um acordo. ‘Espero que negociem, porque se tivermos de intervir militarmente, vai ser uma coisa terrível’, dizia um trecho da carta, segundo o próprio Trump.
O Irã respondeu na ocasião à mensagem da Casa Branca e recusou a possibilidade de iniciar negociações com os EUA. Segundo Khamenei, a carta de Trump era uma ação com o objetivo de enganar a opinião pública “Quando sabemos que não vão honrar o acordo, qual é o sentido de negociar? Portanto, o convite para negociar é uma forma de enganar a opinião pública. Uma negociação com a administração Trump só aumentaria o nó das sanções e ampliaria a pressão sobre o Irã. As ameaças de ação militar por parte dos norte-americanos são imprudentes. Se quiséssemos os EUA não nos conseguiriam parar. O Irã não está à procura de nenhuma guerra, mas se os norte-americanos ou os seus agentes derem um passo na direção errada, a nossa resposta será decisiva e certeira, e quem irá sofrer mais danos serão os Estados Unidos”, afirmou o Ayatollah.
Já o presidente dos EUA intensificou a política de "pressão máxima" contra Teerã, impondo sanções adicionais para reduzir a zero as exportações de petróleo e outras fontes de rendimento, além da advertência de uma ação militar se continuar a recusa de manter conversações. Trump ainda alertou contra o apoio do país ao grupo rebelde do Houthis, no Iêmen, contra os quais Washington já fez ataques nas últimas semanas. "Cada tiro disparado pelos Houthis será considerado como um tiro disparado pelas armas iranianas e pelos dirigentes iranianos, e o Irã vai ser responsabilizado e vai sofrer as consequências, que podem ser terríveis”, escreveu nas redes sociais.
O Irã e os EUA não mantêm relações diplomáticas desde 1980, no entanto os dois países trocam informações de forma indireta através da embaixada suíça em Teerã, que representa os interesses norte-americanos no país. O Catar e Omã também já atuaram como mediadores entre os dois lados.
Em 2015, o Irã assinou um acordo com os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que são os EUA, China, Rússia, Reino Unido e França, além ainda da Alemanha para regular as atividades referentes à energia nuclear. Mas, em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, os EUA se retiraram unilateralmente do acordo e restabeleceu a imposição de sanções.
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O líder supremo iraniano fez a promessa durante um discurso em Teerã que assinalou hoje o fim do Ramadã.
Mas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou ser uma afronta chocante a ameaça de Trump, que admitiu atacar o território iraniano se não for alcançado um acordo sobre o programa nuclear. "Uma ameaça aberta de bombardeio por um chefe de Estado contra o Irã é uma afronta chocante à própria essência da paz e segurança internacionais", disse o porta-voz da chancelaria iraniana Ismail Baghaei.
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, reforçou no domingo que o Irã não aceita negociar com Washington sob ameaça.
Por outro lado, em entrevista à emissora norte-americana NBC, Trump reiterou que pode ordenar atacar o Irá se não houver um acordo sobre a questão nuclear no país muçulmano. "Se não assinarem um acordo haverá bombardeios", reafirmou o líder dos EUA.
Os EUA, países europeus e Israel acusam o governo de Teerã de desenvolver armas nucleares. Enquanto isso, o Irã rejeita as alegações e garante que o seu programa nuclear somente existe apenas para fins civis, em especial para finalidades energéticas.
Desde o regresso à presidência, em janeiro, Trump afirmou estar disposto ao diálogo com Teerã, tendo anunciado que enviou uma carta aos dirigentes iranianos. “Há duas maneiras possíveis de lidar com o Irã: militarmente ou através de um acordo. ‘Espero que negociem, porque se tivermos de intervir militarmente, vai ser uma coisa terrível’, dizia um trecho da carta, segundo o próprio Trump.
O Irã respondeu na ocasião à mensagem da Casa Branca e recusou a possibilidade de iniciar negociações com os EUA. Segundo Khamenei, a carta de Trump era uma ação com o objetivo de enganar a opinião pública “Quando sabemos que não vão honrar o acordo, qual é o sentido de negociar? Portanto, o convite para negociar é uma forma de enganar a opinião pública. Uma negociação com a administração Trump só aumentaria o nó das sanções e ampliaria a pressão sobre o Irã. As ameaças de ação militar por parte dos norte-americanos são imprudentes. Se quiséssemos os EUA não nos conseguiriam parar. O Irã não está à procura de nenhuma guerra, mas se os norte-americanos ou os seus agentes derem um passo na direção errada, a nossa resposta será decisiva e certeira, e quem irá sofrer mais danos serão os Estados Unidos”, afirmou o Ayatollah.
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O Irã e os EUA não mantêm relações diplomáticas desde 1980, no entanto os dois países trocam informações de forma indireta através da embaixada suíça em Teerã, que representa os interesses norte-americanos no país. O Catar e Omã também já atuaram como mediadores entre os dois lados.
Em 2015, o Irã assinou um acordo com os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que são os EUA, China, Rússia, Reino Unido e França, além ainda da Alemanha para regular as atividades referentes à energia nuclear. Mas, em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, os EUA se retiraram unilateralmente do acordo e restabeleceu a imposição de sanções.