Essas frutas, típicas do cerrado, são ricas em potássio e apesar de semelhantes, possuem características únicas


Se você tem dificuldade para diferenciar a fruta do conde, da pinha, do araticum, da atemoia e da graviola, não se preocupe. Realmente elas são muito parecidas, mas possuem texturas, cheiros e aromas distintos. Ambas pertencem à família Annonaceae e são típicas das regiões de cerrado. A boa notícia é que são alimentos saborosos e ricos em vitaminas, sobretudo a C e as do complexo B, além de serem excelentes fontes de fibras.

O araticum se destaca pelo tamanho maior. A polpa pode ser rosada ou amarelada e apresenta sabor entre doce e ácido. Os gomos podem ser facilmente retirados. A fruta é rica, principalmente, em vitaminas B1 e B2, importantes para o equilíbrio do sistema nervoso. Ela também é recomendada para a regulação do intestino.

Já a fruta do conde, também é conhecida como pinha, mas as duas apresentam mínimas diferenças. A pinha é menor, com a casca mais rugosa e é bem redondinha. Elas são saborosas e levemente doces. Ajudam a regular os níveis do mau colesterol (LDL) e são indicadas para o tratamento de anemia, diarreia e desnutrição.

A graviola, por sua vez, talvez seja a mais conhecida. Com a casca lisa e espinhos aparentes, seus gomos são mais difíceis de serem retirados. Ela possui um gosto levemente ácido e é muito utilizada para fazer picolés, mousses e sucos. O alimento tem ganhado destaque entre os pesquisadores porque possui acetogenina, substância que pode ser eficaz para inibir células cancerígenas. No entanto, essa questão ainda está sendo estudada.

O resultado do cruzamento entre a fruta do conde e a cherimoia, gerou a atemoia, outro alimento da família Annonaceae. Ela deve ser consumida com moderação pelos diabéticos, porque contém grande concentração de açúcar natural. É uma fruta importante para o controle dos líquidos corporais.

Caloria

Segundo o nutricionista José Divino Lopes, professor da UFMG, a densidade calórica baixa desses frutos típicos do cerrado é o grande destaque. "Você pode comer grande quantidade sem se preocupar muito com calorias, por conta da baixa quantidade de macronutrientes, como proteínas, carboidratos e lipídios", explica. O especialista ressalta que, assim como as demais frutas, nenhuma delas possui propriedades "miraculosas".

O nutricionista aconselha o consumo dessas frutas no período da safra. "Dessa forma você pode diversificar as fontes de nutrientes e a diversidade da dieta. Maior variedade possível de alimentos naturais no cardápio é o melhor indicador de dieta saudável e adequada para todos", diz José Divino. Ele ainda destaca que as frutas nativas do cerrado são boas fontes de antioxidantes naturais, importantes para se combater os radicais livres, que, em excesso, comprometem o bom funcionamento do organismo e aceleram o envelhecimento.

(foto: Heitor Antonio/Encontro Digital)(foto: Heitor Antonio/Encontro Digital)