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Os incêndios de origem elétrica cresceram em Minas. No ano passado 148 ocorrências foram registradas, enquanto em 2024 foram 112 casos. O número de mortes também subiu, passando de uma para três. Os dados são do Anuário Estatístico da Abracopel e foram divulgados neste ano, com base no último levantamento.
No Brasil, o avanço é ainda mais expressivo. Em cinco anos, os incêndios elétricos mais que dobraram, saltando de 606 para 1.304 ocorrências, uma alta de 102%. As mortes também cresceram, passando de 47 para 60 no período.
Dentro de casa
As residências continuam sendo o principal cenário desses acidentes. Em 2025, foram registrados 619 incêndios em ambientes domésticos em todo o país, o que representa quase metade dos casos (47%). Entre as 60 mortes registradas no período, 51 ocorreram dentro de casa.
Segundo especialistas, práticas comuns do dia a dia estão entre as principais causas, como o uso de benjamins (“T”), extensões e emendas para ligar vários aparelhos na mesma tomada. Esse tipo de ligação pode provocar sobrecarga, aquecimento e curtos-circuitos, aumentando o risco de incêndios.
Principais causas
De acordo com o levantamento, problemas nas instalações elétricas lideram as ocorrências, com 706 incêndios e 33 mortes no país. Equipamentos como ar-condicionado e ventiladores também aparecem entre os principais responsáveis, com 166 casos e 14 óbitos.
Eletrodomésticos e eletrônicos somaram 113 ocorrências, enquanto falhas em tomadas geraram 20 registros. Até carregadores de celular aparecem na lista, associados a 19 incêndios e cinco mortes.
Alerta da Cemig
Diante do cenário, a Cemig reforça a necessidade de cuidados simples para evitar acidentes. Um dos principais é a instalação do Interruptor Diferencial Residual (IDR), equipamento que desliga automaticamente a energia ao identificar falhas na rede. Apesar de ser exigido por norma desde 1997 em áreas como banheiros e cozinhas, apenas 47% das residências brasileiras contam com o dispositivo.
O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, orienta que aparelhos de maior potência, como chuveiro elétrico, ar-condicionado e micro-ondas, tenham circuitos exclusivos.
“É importante também que todas as casas tenham um projeto elétrico, o que facilita a manutenção e até a avaliação para o acréscimo de novas cargas. Além disso, qualquer serviço elétrico deve ser realizado por profissionais qualificados, para que não haja esse tipo de ocorrência”, explica.
Além da instalação adequada, a recomendação é evitar o uso de adaptadores em aparelhos de alta potência, como fritadeiras elétricas, aquecedores e ferros de passar. Esses equipamentos exigem maior capacidade elétrica e podem sobrecarregar a rede doméstica.
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No Brasil, o avanço é ainda mais expressivo. Em cinco anos, os incêndios elétricos mais que dobraram, saltando de 606 para 1.304 ocorrências, uma alta de 102%. As mortes também cresceram, passando de 47 para 60 no período.
Dentro de casa
As residências continuam sendo o principal cenário desses acidentes. Em 2025, foram registrados 619 incêndios em ambientes domésticos em todo o país, o que representa quase metade dos casos (47%). Entre as 60 mortes registradas no período, 51 ocorreram dentro de casa.
Segundo especialistas, práticas comuns do dia a dia estão entre as principais causas, como o uso de benjamins (“T”), extensões e emendas para ligar vários aparelhos na mesma tomada. Esse tipo de ligação pode provocar sobrecarga, aquecimento e curtos-circuitos, aumentando o risco de incêndios.
Principais causas
De acordo com o levantamento, problemas nas instalações elétricas lideram as ocorrências, com 706 incêndios e 33 mortes no país. Equipamentos como ar-condicionado e ventiladores também aparecem entre os principais responsáveis, com 166 casos e 14 óbitos.
Eletrodomésticos e eletrônicos somaram 113 ocorrências, enquanto falhas em tomadas geraram 20 registros. Até carregadores de celular aparecem na lista, associados a 19 incêndios e cinco mortes.
Alerta da Cemig
Diante do cenário, a Cemig reforça a necessidade de cuidados simples para evitar acidentes. Um dos principais é a instalação do Interruptor Diferencial Residual (IDR), equipamento que desliga automaticamente a energia ao identificar falhas na rede. Apesar de ser exigido por norma desde 1997 em áreas como banheiros e cozinhas, apenas 47% das residências brasileiras contam com o dispositivo.
O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, orienta que aparelhos de maior potência, como chuveiro elétrico, ar-condicionado e micro-ondas, tenham circuitos exclusivos.
“É importante também que todas as casas tenham um projeto elétrico, o que facilita a manutenção e até a avaliação para o acréscimo de novas cargas. Além disso, qualquer serviço elétrico deve ser realizado por profissionais qualificados, para que não haja esse tipo de ocorrência”, explica.
Além da instalação adequada, a recomendação é evitar o uso de adaptadores em aparelhos de alta potência, como fritadeiras elétricas, aquecedores e ferros de passar. Esses equipamentos exigem maior capacidade elétrica e podem sobrecarregar a rede doméstica.