array(31) {
["id"]=>
int(179801)
["title"]=>
string(68) "Irã diz que os EUA querem retomar negociações sobre fim da guerra"
["content"]=>
string(6157) "Negociações
Nesta sexta-feira (15), o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, anunciou que os Estados Unidos comunicaram a Teerã disponibilidade para continuar as negociações sobre o fim da guerra. “Recebemos novamente mensagens da parte dos norte-americanos indicando que estão dispostos a prosseguir as discussões e a manter os contatos”, revelou Araghchi, que se encontra em Nova Deli na reunião do grupo dos BRICS.
Mas, o ministro das Relações Exteriores do Irã também recordou que as negociações sobre o programa nuclear iraniano estavam em curso com Washington quando foi atacado pelos Estados Unidos e Israel. “O último encontro foi no dia 26 de fevereiro. O negociador norte-americano nos disse que havia progressos significativos, mas dois dias depois começaram os ataques”, apontou.
Araghchi destacou que a falta de confiança com os EUA continua sendo o principal obstáculo para avançar nas negociações bilaterais e acusou Washington de enviar mensagens contraditórias sobre o processo diplomático, afirmando que isto dificulta o avanço nas conversações. “O problema mais importante é a desconfiança. Cada dia a mensagem é diferente, e isso é um problema”, afirmou Araghchi durante a coletiva de imprensa na capital indiana.
No entanto, o chanceler sustentou que Teerã permanecendo acreditando que não existe uma saída militar para o conflito e defende a necessidade de manter as negociações. “Não há outra solução que não seja uma solução negociada”, enfatizou.
Mas, segundo a agência de noticias iraniana Tasnim, Araghchi disse que o tema do enriquecimento de urânio não está atualmente na agenda das discussões ou negociações, porém será abordado em fases posteriores. O Irã nega que pretenda construir uma arma nuclear e que o uso é apenas para fins civis, recusando abrir mão do seu estoque.
Araghchi ainda repetiu que o governo iraniano resistirá à pressão ocidental, do mesmo modo que o fez durante décadas sob sanções internacionais. “Resistimos a mais de 40 anos de sanções, mas isso não mudou a nossa determinação”, assinalou.
Enquanto isso, na volta da sua visita à Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o líder chinês, Xi Jinping, concorda que o Irã não deve possuir armas nucleares, quer a reabertura do Estreito de Ormuz e se ofereceu para ajudar a resolver o conflito. Além disso, o governo chinês se opõe a militarização do Estreito e a qualquer tentativa de cobrar taxas pela sua utilização.
O controle do estreito pelo Irã continua também a ser um dos principais pontos de discórdia nas negociações com os EUA para chegar a um acordo de paz. Em resposta ao impasse do bloqueio quase total imposto pelos iranianos, a Casa Branca determinou manter um bloqueio aos portos iranianos.
A China, parceira diplomática próxima do Irã e a principal compradora do seu petróleo, já apelou hoje pelo regresso as negociações entre Washington e Teerã, alertando para os riscos crescentes no Oriente Médio e a importância estratégica do Estreito de Ormuz e o seu impacto mundial nos mercados. Segundo o governo chinês, o conflito causou desastres na região, trouxe repercussões globais graves e deve ser encontrada uma saída para o final da guerra o mais rapidamente possível.
De acordo com a TV estatal iraniana, o país autorizou a passagem de mais navios pelo Estreito de Ormuz. O canal relatou que somente ontem mais de 30 navios foram autorizados a transitar pela rota nas últimas 24 horas, enquanto a agência de notícias Tasnim indicava a autorização de passagem para várias embarcações chinesas. “Mais navios podem agora passar pelo Estreito de Ormuz com a coordenação das forças navais do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica. A medida indica que muitos países aceitaram os novos protocolos jurídicos que o Irã e as forças navais dos Guardas da Revolução estabeleceram no estreito de Ormuz”, reportou a mídia.
O parlamento iraniano, além disso, analisa propostas para reforçar o controle sobre a passagem marítima estratégica do Golfo Pérsico.
"
["author"]=>
string(14) "Isabel Alvarez"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(637328)
["filename"]=>
string(20) "abbasaranghyiran.jpg"
["size"]=>
string(6) "160440"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(81) "O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi ( Arun SANKAR / AFP)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(110) "A informação foi revelada pelo chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, em Nova Deli
"
["author_slug"]=>
string(14) "isabel-alvarez"
["views"]=>
int(110)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(65) "ira-diz-que-os-eua-querem-retomar-negociacoes-sobre-fim-da-guerra"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-05-16 19:56:07.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-05-16 21:31:07.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-05-16T19:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(21) "/abbasaranghyiran.jpg"
}
Negociações
Nesta sexta-feira (15), o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, anunciou que os Estados Unidos comunicaram a Teerã disponibilidade para continuar as negociações sobre o fim da guerra. “Recebemos novamente mensagens da parte dos norte-americanos indicando que estão dispostos a prosseguir as discussões e a manter os contatos”, revelou Araghchi, que se encontra em Nova Deli na reunião do grupo dos BRICS.
Mas, o ministro das Relações Exteriores do Irã também recordou que as negociações sobre o programa nuclear iraniano estavam em curso com Washington quando foi atacado pelos Estados Unidos e Israel. “O último encontro foi no dia 26 de fevereiro. O negociador norte-americano nos disse que havia progressos significativos, mas dois dias depois começaram os ataques”, apontou.
Araghchi destacou que a falta de confiança com os EUA continua sendo o principal obstáculo para avançar nas negociações bilaterais e acusou Washington de enviar mensagens contraditórias sobre o processo diplomático, afirmando que isto dificulta o avanço nas conversações. “O problema mais importante é a desconfiança. Cada dia a mensagem é diferente, e isso é um problema”, afirmou Araghchi durante a coletiva de imprensa na capital indiana.
No entanto, o chanceler sustentou que Teerã permanecendo acreditando que não existe uma saída militar para o conflito e defende a necessidade de manter as negociações. “Não há outra solução que não seja uma solução negociada”, enfatizou.
Mas, segundo a agência de noticias iraniana Tasnim, Araghchi disse que o tema do enriquecimento de urânio não está atualmente na agenda das discussões ou negociações, porém será abordado em fases posteriores. O Irã nega que pretenda construir uma arma nuclear e que o uso é apenas para fins civis, recusando abrir mão do seu estoque.
Araghchi ainda repetiu que o governo iraniano resistirá à pressão ocidental, do mesmo modo que o fez durante décadas sob sanções internacionais. “Resistimos a mais de 40 anos de sanções, mas isso não mudou a nossa determinação”, assinalou.
Enquanto isso, na volta da sua visita à Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o líder chinês, Xi Jinping, concorda que o Irã não deve possuir armas nucleares, quer a reabertura do Estreito de Ormuz e se ofereceu para ajudar a resolver o conflito. Além disso, o governo chinês se opõe a militarização do Estreito e a qualquer tentativa de cobrar taxas pela sua utilização.
O controle do estreito pelo Irã continua também a ser um dos principais pontos de discórdia nas negociações com os EUA para chegar a um acordo de paz. Em resposta ao impasse do bloqueio quase total imposto pelos iranianos, a Casa Branca determinou manter um bloqueio aos portos iranianos.
A China, parceira diplomática próxima do Irã e a principal compradora do seu petróleo, já apelou hoje pelo regresso as negociações entre Washington e Teerã, alertando para os riscos crescentes no Oriente Médio e a importância estratégica do Estreito de Ormuz e o seu impacto mundial nos mercados. Segundo o governo chinês, o conflito causou desastres na região, trouxe repercussões globais graves e deve ser encontrada uma saída para o final da guerra o mais rapidamente possível.
De acordo com a TV estatal iraniana, o país autorizou a passagem de mais navios pelo Estreito de Ormuz. O canal relatou que somente ontem mais de 30 navios foram autorizados a transitar pela rota nas últimas 24 horas, enquanto a agência de notícias Tasnim indicava a autorização de passagem para várias embarcações chinesas. “Mais navios podem agora passar pelo Estreito de Ormuz com a coordenação das forças navais do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica. A medida indica que muitos países aceitaram os novos protocolos jurídicos que o Irã e as forças navais dos Guardas da Revolução estabeleceram no estreito de Ormuz”, reportou a mídia.
O parlamento iraniano, além disso, analisa propostas para reforçar o controle sobre a passagem marítima estratégica do Golfo Pérsico.