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As imagens mostram o momento em que os representantes iranianos deixaram o encontro diplomático. De acordo com a publicação, a retirada ocorreu em resposta às declarações de Trump, consideradas por Teerã como uma violação dos entendimentos firmados entre as partes.
Segundo a mídia estatal iraniana, a delegação abandonou as negociações por considerar que as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos contrariavam os termos de um Memorando de Entendimento datado de 18 de junho. Conforme a interpretação apresentada pelas autoridades iranianas, o documento estabeleceria a proibição do uso de ameaças durante o processo de negociação.
Ainda não está claro se a retirada representa o fim definitivo do diálogo ou apenas um gesto simbólico de protesto.
As negociações contavam com a participação de mediadores internacionais. Catar e Paquistão atuavam como intermediários no processo diplomático, que buscava avançar em um memorando de entendimento assinado na semana anterior. O documento era tratado como ponto inicial para uma possível construção de acordo de paz entre as partes.
Ainda neste domingo, segundo a Reuters, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, chegou à Suíça para participar das reuniões com autoridades iranianas, em meio ao agravamento do impasse.
Enquanto as discussões ocorriam no território suíço, Trump elevou o tom das ameaças em relação ao Irã, especialmente sobre a situação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
No sábado (20), o presidente dos Estados Unidos afirmou, em sua rede social Truth Social, que não haverá cobrança de pedágio na região, exceto sob condições impostas por Washington. Trump declarou: “não haverá cobrança de nenhum pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto pelos EUA””.
O governo iraniano, por sua vez, afirma ter fechado novamente a passagem marítima em resposta a ataques de Israel no Líbano. Autoridades norte-americanas contestam essa versão, aumentando a divergência sobre os fatos que envolvem a crise regional.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas globais de exportação de petróleo, o que torna qualquer instabilidade na região motivo de preocupação para o mercado internacional e para governos envolvidos nas negociações.
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