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string(67) "Em carta, Marco Rubio agradece apoio de Flávio e mantém tarifaço"
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, enviou uma carta agradecendo o apoio do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) na designação de facções criminosas como grupos terroristas e afirmou que o país irá manter o tarifaço de 25% contra os produtos do Brasil.
Os grupos Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) foram designados como tais após visita do presidenciável a membros do gabinete estadunidense na Casa Branca.
O anúncio foi feito pelo próprio Rubio que, no final de maio, considerou as facções “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” que, juntas, “comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”. Assim que o comunicado foi divulgado, Flávio comemorou nas redes sociais: “Grande dia”.
Na carta, Rubio reafirmou que os EUA “reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado” e declarou que o país está tomando decisões para “proteger tanto o povo brasileiro quanto o americano do crime organizado transnacional”, visando as redes financeiras, de drogas e de armas dos grupos.
O secretário de Estado comentou sobre o anúncio do tarifaço, feito em 1º de junho pelo Representante Comercial dos Estados Unidos, Embaixador Jamieson Greer, que declarava que “certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e sobrecarregam ou restringem o comércio dos EUA”, e citou a consulta pública que analisará a proposta.
A investigação conduzida pelos Estados Unidos avalia possíveis barreiras comerciais e práticas desleais do Brasil em seis áreas, incluindo serviços de pagamentos eletrônicos (como o Pix), desmatamento ilegal, comércio digital e propriedade intelectual. Caso o processo avance, o governo americano estuda impor uma barreira tarifária de 25% contra exportações brasileiras.
Marcada para 6 de julho, a sessão pública teve a inscrição do próprio Flávio, que protocolou um pedido formal para apresentar um depoimento presencial e em inglês perante o Office of the United States Trade Representative (USTR). Em publicação nas redes sociais, o presidenciável afirmou que irá “fazer a sua parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula” e “defender os interesses do povo brasileiro”.
"Divergências substanciais"
Ainda no documento, Rubio afirma que o embaixador Greer “deixou claro que continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, abrangendo os setores de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Rubio também afirmou que os Estados Unidos seguem interessados em manter uma relação próxima com o Brasil e disse que o país está disposto a trabalhar com o próximo governo brasileiro, independentemente do resultado das eleições de outubro. Na carta, o secretário declarou ter observado o "otimismo" de Flávio em relação ao pleito e agradeceu a "generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito".
"Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero, seguro e economicamente estável", escreveu. Rubio acrescentou que o governo norte-americano está "pronto para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica".
Ao encerrar a carta, o secretário de Estado afirmou que espera dar continuidade ao diálogo entre os dois países e aprofundar a parceria bilateral. "Aguardo com expectativa a continuidade do nosso diálogo e o aprofundamento da parceria estratégica entre as nossas duas grandes nações. Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil", finalizou.
Atuação do Governo Lula
Procurado pela reportagem, por meio da assessoria de comunicação, o Governo Lula afirmou que, desde a abertura da investigação, em 15 de julho de 2025, tem atuado “de forma consistente em defesa dos interesses nacionais”.
Como a audiência pública será um espaço para que empresas, associações e demais interessados, brasileiros e norte-americanos, apresentem ao governo dos Estados Unidos os impactos da medida em discussão, a gestão brasileira afirmou ter optado “por concentrar sua manifestação nos canais próprios entre governos”. O Executivo acrescentou que o Ministério das Relações Exteriores mantém “coordenação aberta e permanente” com o setor privado, inclusive para auxiliar a participação das empresas na audiência.
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, enviou uma carta agradecendo o apoio do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) na designação de facções criminosas como grupos terroristas e afirmou que o país irá manter o tarifaço de 25% contra os produtos do Brasil.
Os grupos Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) foram designados como tais após visita do presidenciável a membros do gabinete estadunidense na Casa Branca.
O anúncio foi feito pelo próprio Rubio que, no final de maio, considerou as facções “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” que, juntas, “comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”. Assim que o comunicado foi divulgado, Flávio comemorou nas redes sociais: “Grande dia”.
Na carta, Rubio reafirmou que os EUA “reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado” e declarou que o país está tomando decisões para “proteger tanto o povo brasileiro quanto o americano do crime organizado transnacional”, visando as redes financeiras, de drogas e de armas dos grupos.
O secretário de Estado comentou sobre o anúncio do tarifaço, feito em 1º de junho pelo Representante Comercial dos Estados Unidos, Embaixador Jamieson Greer, que declarava que “certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e sobrecarregam ou restringem o comércio dos EUA”, e citou a consulta pública que analisará a proposta.
A investigação conduzida pelos Estados Unidos avalia possíveis barreiras comerciais e práticas desleais do Brasil em seis áreas, incluindo serviços de pagamentos eletrônicos (como o Pix), desmatamento ilegal, comércio digital e propriedade intelectual. Caso o processo avance, o governo americano estuda impor uma barreira tarifária de 25% contra exportações brasileiras.
Marcada para 6 de julho, a sessão pública teve a inscrição do próprio Flávio, que protocolou um pedido formal para apresentar um depoimento presencial e em inglês perante o Office of the United States Trade Representative (USTR). Em publicação nas redes sociais, o presidenciável afirmou que irá “fazer a sua parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula” e “defender os interesses do povo brasileiro”.
"Divergências substanciais"
Ainda no documento, Rubio afirma que o embaixador Greer “deixou claro que continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, abrangendo os setores de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Rubio também afirmou que os Estados Unidos seguem interessados em manter uma relação próxima com o Brasil e disse que o país está disposto a trabalhar com o próximo governo brasileiro, independentemente do resultado das eleições de outubro. Na carta, o secretário declarou ter observado o "otimismo" de Flávio em relação ao pleito e agradeceu a "generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito".
"Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero, seguro e economicamente estável", escreveu. Rubio acrescentou que o governo norte-americano está "pronto para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica".
Ao encerrar a carta, o secretário de Estado afirmou que espera dar continuidade ao diálogo entre os dois países e aprofundar a parceria bilateral. "Aguardo com expectativa a continuidade do nosso diálogo e o aprofundamento da parceria estratégica entre as nossas duas grandes nações. Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil", finalizou.
Atuação do Governo Lula
Procurado pela reportagem, por meio da assessoria de comunicação, o Governo Lula afirmou que, desde a abertura da investigação, em 15 de julho de 2025, tem atuado “de forma consistente em defesa dos interesses nacionais”.
Como a audiência pública será um espaço para que empresas, associações e demais interessados, brasileiros e norte-americanos, apresentem ao governo dos Estados Unidos os impactos da medida em discussão, a gestão brasileira afirmou ter optado “por concentrar sua manifestação nos canais próprios entre governos”. O Executivo acrescentou que o Ministério das Relações Exteriores mantém “coordenação aberta e permanente” com o setor privado, inclusive para auxiliar a participação das empresas na audiência.