Christa Pike

Christa Pike, de 50 anos, condenada à pena de morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos. O procedimento foi interrompido nesta quinta-feira (1º), e ela foi levada para um hospital. Até o momento, não há informações sobre seu estado de saúde.

Conforme informaram agências internacionais de notícia, os advogados de Pike informaram que duas doses de pentobarbital foram administradas, mas ela não perdeu a consciência e continuou apresentando batimentos cardíacos. Testemunhas relataram à NBC News que a condenada permaneceu acordada e chegou a roncar durante o procedimento.

Horas antes, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia autorizado a execução. Pike seria a primeira mulher submetida à pena de morte no Tennessee em cerca de 200 anos.

O Departamento Correcional do Tennessee afirmou que todos os procedimentos previstos no protocolo estadual foram cumpridos e que não havia medidas adicionais autorizadas após a aplicação das doses.

Este foi o segundo caso de execução malsucedida no Tennessee neste ano. Em maio, outra execução precisou ser interrompida depois que a equipe médica não conseguiu encontrar uma veia para administrar o medicamento.
O crime
O assassinato ocorreu em janeiro de 1995, quando Pike tinha 18 anos. Ela, o namorado Tadaryl Shipp, então com 17, e um amigo atraíram Slemmer para uma área de mata no campus da Universidade do Tennessee.

Segundo as informações apresentadas no julgamento, a vítima foi torturada e agredida com pedras de asfalto e um estilete. Após o crime, Pike levou consigo um pedaço do crânio de Slemmer.

Shipp foi condenado à prisão perpétua. Como tinha 17 anos na época do assassinato, não poderia receber a pena de morte segundo a legislação do Tennessee.

Pike foi condenada à morte em 1996. Anos depois, a defesa passou a contestar a condução do julgamento e afirmou que o histórico de abusos e negligência sofridos por ela durante a infância não havia sido apresentado adequadamente à Justiça.