array(31) {
["id"]=>
int(183519)
["title"]=>
string(50) "Lula x Flávio: Quem foi melhor no debate da Globo"
["content"]=>
string(6240) "Lula (PT) venceu o debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, por margem clara, mas não esmagadora, afirmou o cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) e presidente de honra da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais).
Segundo o pesquisador, apesar de Flávio Bolsonaro (PL) ter se apresentado mais preparado e disciplinado do que no debate da Band no domingo (18), Lula saiu vencedor no confronto na Globo e voltou integralmente ao jogo, já o senador fluminense preservou sua competitividade, mas terminou neste último embate em posição defensiva.
"[Lula] foi progressivamente melhor. Começou um pouco irritado, administrou mal o tempo e nem sempre respondeu diretamente. A partir do segundo bloco, porém, associou sua biografia às políticas sociais, fez Flávio admitir o erro na votação da licença-maternidade e pedir desculpas pelo ataque dos 'nove dedos', além de apresentar realizações concretas nas áreas de renda, crédito, educação e apostas", afirmou Lavareda.
Segundo o cientista político, o momento mais forte do candidato do PT no debate ocorreu quando o presidente citou o caso Ana Clara, no qual o senador advogou de graça pelo policial militar suspeito de matá-la. "A pergunta sobre a defesa do policial acusado de atirar numa criança de cinco anos colocou Flávio claramente na defensiva. Lula combinou autoridade, experiência e proteção às vítimas."
Lavareda analisou ainda que os melhores momentos de Flávio ocorreram quando senador tratou do preço de alimentos, endividamento, juros, segurança pública e retomada de territórios. O cientista afirmou que o candidato do PL conseguiu produzir frases simples e de fácil circulação nas redes.
"[Flávio Bolsonaro] perdeu força, entretanto, pelo excesso de bordões, por informações imprecisas, pela falta de detalhamento do 'tesouraço' e por manifestações de deboche. O pior momento foi o caso Ana Clara: errou o nome da mãe, demonstrou tensão e insistiu na inocência do policial que havia defendido", destacou Lavareda.
O cientista político avaliou também o saldo eleitoral para as duas candidaturas em relação ao debate. Segundo Lavareda, a balança pesa positvamente para Lula, especialmente entre indecisos, mulheres e eleitores menos ideologizados "sensíveis a programas sociais e à proteção das vítimas."
Segundo ainda o pesquisador, Flávio preservou sua base eleitoreira, mas teria desperdiçado a oportunidade de ampliar sua vantagem.
"O debate pode produzir alguns décimos ou até cerca de um ponto de movimento. Isoladamente, porém, não permite afirmar que a eleição tenha virado: a cristalização das preferências e o diferencial de comparecimento continuam decisivos", afirmou Lavareda.
O embate foi o segundo encontro entre os dois candidatos, que não compareceram aos debates do primeiro turno. Empatados nas últimas pesquisas eleitorais, os dois buscaram atrair eleitores indecisos, com o senador tentando moderar o discurso e o presidente apostando no legado de sua gestão.
A comitiva do senador incluiu governadores eleitos Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) e aliados como o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Marcou presença o irmão Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro.
Entre os convidados de Lula estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro Guilherme Boulos (PSOL), os ex-ministros Carlos Lupi (PDT) e Rui Costa (PT) e a deputada federal Jandira Feghali (PC do B). Junto a eles estava Cristiane Gomes da Silva, a mãe de Ana Clara. Flávio advogou de graça pelo policial militar suspeito de matá-la.
No primeiro turno, o filho do ex-presidente Bolsonaro largou na frente, com 47,03% dos votos, ante 45,16% do petista. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o senador e o atual presidente empatados tecnicamente na margem de erro, com 50% dos votos válidos cada um no segundo turno da disputa.
O debate entre Lula e Flávio desta sexta também ocorreu após o cancelamento do confronto que seria promovido pela TV Globo no primeiro turno, consequência de uma série de decisões judiciais que interferiram nos participantes e mudaram a dinâmica do encontro.
"
["author"]=>
string(10) "Folhapress"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(641379)
["filename"]=>
string(17) "dabatedaglobo.png"
["size"]=>
string(6) "374197"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(16) " © Getty Images"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(347) "O embate foi o segundo encontro entre os dois candidatos, que não compareceram aos debates do primeiro turno. Empatados nas últimas pesquisas eleitorais, os dois buscaram atrair eleitores indecisos, com o senador tentando moderar o discurso e o presidente apostando no legado de sua gestão.
"
["author_slug"]=>
string(10) "folhapress"
["views"]=>
int(74)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(true)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(48) "lula-x-flavio-quem-foi-melhor-no-debate-da-globo"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-10-24 13:42:59.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-10-24 13:42:59.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-10-24T13:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(18) "/dabatedaglobo.png"
}
Lula (PT) venceu o debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, por margem clara, mas não esmagadora, afirmou o cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) e presidente de honra da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais).
Segundo o pesquisador, apesar de Flávio Bolsonaro (PL) ter se apresentado mais preparado e disciplinado do que no debate da Band no domingo (18), Lula saiu vencedor no confronto na Globo e voltou integralmente ao jogo, já o senador fluminense preservou sua competitividade, mas terminou neste último embate em posição defensiva.
"[Lula] foi progressivamente melhor. Começou um pouco irritado, administrou mal o tempo e nem sempre respondeu diretamente. A partir do segundo bloco, porém, associou sua biografia às políticas sociais, fez Flávio admitir o erro na votação da licença-maternidade e pedir desculpas pelo ataque dos 'nove dedos', além de apresentar realizações concretas nas áreas de renda, crédito, educação e apostas", afirmou Lavareda.
Segundo o cientista político, o momento mais forte do candidato do PT no debate ocorreu quando o presidente citou o caso Ana Clara, no qual o senador advogou de graça pelo policial militar suspeito de matá-la. "A pergunta sobre a defesa do policial acusado de atirar numa criança de cinco anos colocou Flávio claramente na defensiva. Lula combinou autoridade, experiência e proteção às vítimas."
Lavareda analisou ainda que os melhores momentos de Flávio ocorreram quando senador tratou do preço de alimentos, endividamento, juros, segurança pública e retomada de territórios. O cientista afirmou que o candidato do PL conseguiu produzir frases simples e de fácil circulação nas redes.
"[Flávio Bolsonaro] perdeu força, entretanto, pelo excesso de bordões, por informações imprecisas, pela falta de detalhamento do 'tesouraço' e por manifestações de deboche. O pior momento foi o caso Ana Clara: errou o nome da mãe, demonstrou tensão e insistiu na inocência do policial que havia defendido", destacou Lavareda.
O cientista político avaliou também o saldo eleitoral para as duas candidaturas em relação ao debate. Segundo Lavareda, a balança pesa positvamente para Lula, especialmente entre indecisos, mulheres e eleitores menos ideologizados "sensíveis a programas sociais e à proteção das vítimas."
Segundo ainda o pesquisador, Flávio preservou sua base eleitoreira, mas teria desperdiçado a oportunidade de ampliar sua vantagem.
"O debate pode produzir alguns décimos ou até cerca de um ponto de movimento. Isoladamente, porém, não permite afirmar que a eleição tenha virado: a cristalização das preferências e o diferencial de comparecimento continuam decisivos", afirmou Lavareda.
O embate foi o segundo encontro entre os dois candidatos, que não compareceram aos debates do primeiro turno. Empatados nas últimas pesquisas eleitorais, os dois buscaram atrair eleitores indecisos, com o senador tentando moderar o discurso e o presidente apostando no legado de sua gestão.
A comitiva do senador incluiu governadores eleitos Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) e aliados como o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Marcou presença o irmão Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro.
Entre os convidados de Lula estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro Guilherme Boulos (PSOL), os ex-ministros Carlos Lupi (PDT) e Rui Costa (PT) e a deputada federal Jandira Feghali (PC do B). Junto a eles estava Cristiane Gomes da Silva, a mãe de Ana Clara. Flávio advogou de graça pelo policial militar suspeito de matá-la.
No primeiro turno, o filho do ex-presidente Bolsonaro largou na frente, com 47,03% dos votos, ante 45,16% do petista. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o senador e o atual presidente empatados tecnicamente na margem de erro, com 50% dos votos válidos cada um no segundo turno da disputa.
O debate entre Lula e Flávio desta sexta também ocorreu após o cancelamento do confronto que seria promovido pela TV Globo no primeiro turno, consequência de uma série de decisões judiciais que interferiram nos participantes e mudaram a dinâmica do encontro.