array(31) {
["id"]=>
int(183515)
["title"]=>
string(75) "Em debate, Flávio mira o Nordeste e Lula defende resultados de seu governo"
["content"]=>
string(12560) "O último debate do segundo turno da disputa presidencial, promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), voltou a colocar frente a frente os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim como no primeiro confronto, no dia 18 de outubro, o encontro foi marcado por trocas de acusações, mas também houve mais espaço para a apresentação de propostas e a defesa das realizações de gestões anteriores.
A infraestrutura esteve no centro do debate quando os candidatos discutiram o desenvolvimento do Nordeste. Lula defendeu os resultados de seus governos na região e citou investimentos em ferrovias, integração hídrica, universidades e institutos federais. O presidente afirmou que, quando assumiu o governo, a região apresentava indicadores sociais e educacionais desfavoráveis, e reivindicou avanços em áreas como educação e acesso à água.
“Eu queria saber o que você vai fazer no Nordeste, já que você não gosta do Nordeste. A impressão que eu tenho é que você não gosta do Nordeste”, questionou Lula ao adversário.
O petista citou a Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, além da expansão da rede federal de ensino, como exemplos de ações realizadas durante suas gestões. Lula também afirmou que o Nordeste deve ser tratado em condições de igualdade com as demais regiões do país.
Flávio respondeu com uma promessa de aproximação política e afirmou que pretende ampliar os investimentos na região. “Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, declarou.
O liberal disse que pretende governar em parceria com os governadores, inclusive aqueles que não integram seu grupo político. Ao mencionar Pernambuco, citou a governadora Raquel Lyra (PSD) e afirmou que pretende trabalhar com ela na segurança pública e viabilizar obras no estado.
“Vai ser uma grande honra sentar com a governadora Raquel Lyra para ajudar os nossos irmãos pernambucanos, junto com a governadora, a combater o crime organizado e levar as obras que precisam para lá”, disse.
Flávio adere a pautas sobre aposentadoria e tarifa zero
Em outros momentos do debate, Lula questionou Flávio sobre a posição em relação a temas ligados à proteção social, como o reajuste das aposentadorias e eventuais mudanças nas despesas obrigatórias do Estado como forma de adequação à sua proposta de “tesouraço”.
“Eu vou reajustar as aposentadorias acima da inflação”, declarou Flávio sobre os benefícios previdenciários. O senador também prometeu reajustar o Bolsa Família e manter o pagamento por um período para quem conseguir emprego formal ou abrir uma empresa, de modo que o beneficiário tenha tempo para estabilizar sua renda.
A tarifa zero no transporte público aos fins de semana, apresentada por Lula como proposta complementar ao fim da escala 6x1, também apareceu entre os temas sociais discutidos na campanha. Em debate anterior, Flávio declarou ser favorável à gratuidade das passagens de ônibus nesses dias, afirmando que os trabalhadores devem ter acesso ao transporte também nos momentos de lazer.
“Eu sou a favor da tarifa zero para os ônibus nos finais de semana. Sou super a favor disso, eu acho que o trabalhador, eu sei que não é só na hora de lazer, merece sim ter o transporte gratuito”, afirmou na ocasião.
Transposição do São Francisco em disputa
A transposição do Rio São Francisco também foi alvo de divergências. Flávio atribuiu ao governo Jair Bolsonaro (PL) a conclusão de obras que levaram água a municípios nordestinos e acusou Lula de não ter cumprido os prazos prometidos anteriormente.
“Você prometeu que ia entregar a transposição do São Francisco. Sabe quem levou e concluiu as obras e fez finalmente chegar água até o Nordeste? Jair Messias Bolsonaro”, afirmou. Lula, por sua vez, incluiu a infraestrutura hídrica entre as ações realizadas durante seus governos e disse que ainda há etapas a concluir.
Ao longo do confronto, os dois candidatos associaram suas propostas a resultados concretos no Nordeste. Enquanto Lula enfatizou obras e políticas públicas realizadas durante suas gestões, Flávio apresentou compromissos para infraestrutura, segurança e proteção social, além de defender uma relação de cooperação com governadores de diferentes partidos.
“Miliciano” e “nove dedos”
Um dos momentos mais tensos do embate ocorreu quando Flávio chamou Lula de “nove dedos”, em referência à perda de um dedo da mão do presidente em um acidente de trabalho. Lula reagiu e afirmou que não aceitaria ser chamado dessa forma pelo adversário, a quem se referiu como “miliciano”. “Se tem alguém aqui nesse povo que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo fui eu, trabalhando à noite”, disse Lula.
Na resposta, Flávio pediu desculpas, mas voltou a questionar a atuação do governo federal. “Se eu te ofendi porque eu te chamo de nove dedos, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Te peço desculpa de verdade”, afirmou Flávio.
Antes deste momento, os dois candidatos também discutiram a atuação parlamentar de Flávio em uma votação sobre ampliação da licença-maternidade. O senador reconheceu que, à época, votou contra a medida por acreditar que ela poderia dificultar a contratação de mulheres, mas disse que hoje teria uma posição diferente. Lula criticou o voto e afirmou que o adversário só passou a defender a pauta depois de se tornar candidato à Presidência.
Lula ainda questionou o uso do apelido depreciativo “bolsa-farelo”, atribuído por Flávio para o Bolsa Família, e classificou a expressão como falta de respeito com a população de baixa renda. O senador, por sua vez, acusou Lula de negligenciar beneficiários do programa e de utilizar medidas sociais em busca de votos.
Endividamento
No tema de endividamento, Lula apresentou a nova etapa do programa Desenrola e também mencionou que os feitos alcançados na primeira etapa serão ampliados. O petista disse que o governo planeja realizar um leilão para adquirir carteiras de dívidas de instituições financeiras, com o objetivo de oferecer descontos aos devedores e permitir que recuperem o acesso ao crédito.
“Nós descobrimos que ainda tem que saber mais coisas e resolvemos criar um programa agora para resolver definitivamente a questão da dívida”, afirmou Lula. O presidente também associou o endividamento à expansão das apostas esportivas e defendeu as medidas adotadas contra as bets.
Flávio, por sua vez, prometeu transformar a Caixa Econômica Federal em um banco voltado à população de baixa renda e ao empreendedorismo nas periferias. Ele afirmou que pretende facilitar a formalização de pequenos negócios e oferecer financiamentos com juros menores. Nas palavras do liberal, o banco funcionaria como uma espécie de “Itaú das favelas” e “Bradesco da periferia”.
Caso Ana Clara
Em um dos blocos do debate, Lula trouxe à tona o caso da menina Ana Clara, morta aos cinco anos com um tiro de fuzil por um policial militar defendido judicialmente por Flávio Bolsonaro. O tema surgiu após os questionamentos do presidenciável liberal sobre as posições do petista acerca das saidinhas temporárias, da redução da maioridade penal e da classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
O senador afirmou acreditar que o policial não foi o autor do disparo e defendeu que o caso seja esclarecido, além de atribuir o episódio à atuação do tráfico na localidade. “Eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda”, disse.
Na tréplica, Lula voltou a abordar o histórico político do adversário. “Todo mundo sabe a relação dele com muita coisa ruim aqui no Rio de Janeiro”, declarou. Em seguida, afirmou que o senador teria defendido milicianos durante o período de atuação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
"
["author"]=>
string(39) "Amauri Lins / diariodepernambuco.com.br"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(641374)
["filename"]=>
string(21) "debatelulaflavio.jpeg"
["size"]=>
string(5) "95523"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(76) " Flávio Bolsonaro e Lula em debate na TV Globo (Foto: Manoella Mello/Globo)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(182) "Presidenciáveis divergiram sobre obras, segurança pública e políticas sociais; senador prometeu ser o "carioca mais nordestino" e citou Raquel Lyra
"
["author_slug"]=>
string(37) "amauri-lins-diariodepernambuco-com-br"
["views"]=>
int(54)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(true)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(73) "em-debate-flavio-mira-o-nordeste-e-lula-defende-resultados-de-seu-governo"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-10-24 00:11:37.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-10-24 00:11:37.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-10-24T00:10:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(22) "/debatelulaflavio.jpeg"
}
O último debate do segundo turno da disputa presidencial, promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), voltou a colocar frente a frente os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim como no primeiro confronto, no dia 18 de outubro, o encontro foi marcado por trocas de acusações, mas também houve mais espaço para a apresentação de propostas e a defesa das realizações de gestões anteriores.
A infraestrutura esteve no centro do debate quando os candidatos discutiram o desenvolvimento do Nordeste. Lula defendeu os resultados de seus governos na região e citou investimentos em ferrovias, integração hídrica, universidades e institutos federais. O presidente afirmou que, quando assumiu o governo, a região apresentava indicadores sociais e educacionais desfavoráveis, e reivindicou avanços em áreas como educação e acesso à água.
“Eu queria saber o que você vai fazer no Nordeste, já que você não gosta do Nordeste. A impressão que eu tenho é que você não gosta do Nordeste”, questionou Lula ao adversário.
O petista citou a Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, além da expansão da rede federal de ensino, como exemplos de ações realizadas durante suas gestões. Lula também afirmou que o Nordeste deve ser tratado em condições de igualdade com as demais regiões do país.
Flávio respondeu com uma promessa de aproximação política e afirmou que pretende ampliar os investimentos na região. “Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, declarou.
O liberal disse que pretende governar em parceria com os governadores, inclusive aqueles que não integram seu grupo político. Ao mencionar Pernambuco, citou a governadora Raquel Lyra (PSD) e afirmou que pretende trabalhar com ela na segurança pública e viabilizar obras no estado.
“Vai ser uma grande honra sentar com a governadora Raquel Lyra para ajudar os nossos irmãos pernambucanos, junto com a governadora, a combater o crime organizado e levar as obras que precisam para lá”, disse.
Flávio adere a pautas sobre aposentadoria e tarifa zero
Em outros momentos do debate, Lula questionou Flávio sobre a posição em relação a temas ligados à proteção social, como o reajuste das aposentadorias e eventuais mudanças nas despesas obrigatórias do Estado como forma de adequação à sua proposta de “tesouraço”.
“Eu vou reajustar as aposentadorias acima da inflação”, declarou Flávio sobre os benefícios previdenciários. O senador também prometeu reajustar o Bolsa Família e manter o pagamento por um período para quem conseguir emprego formal ou abrir uma empresa, de modo que o beneficiário tenha tempo para estabilizar sua renda.
A tarifa zero no transporte público aos fins de semana, apresentada por Lula como proposta complementar ao fim da escala 6x1, também apareceu entre os temas sociais discutidos na campanha. Em debate anterior, Flávio declarou ser favorável à gratuidade das passagens de ônibus nesses dias, afirmando que os trabalhadores devem ter acesso ao transporte também nos momentos de lazer.
“Eu sou a favor da tarifa zero para os ônibus nos finais de semana. Sou super a favor disso, eu acho que o trabalhador, eu sei que não é só na hora de lazer, merece sim ter o transporte gratuito”, afirmou na ocasião.
Transposição do São Francisco em disputa
A transposição do Rio São Francisco também foi alvo de divergências. Flávio atribuiu ao governo Jair Bolsonaro (PL) a conclusão de obras que levaram água a municípios nordestinos e acusou Lula de não ter cumprido os prazos prometidos anteriormente.
“Você prometeu que ia entregar a transposição do São Francisco. Sabe quem levou e concluiu as obras e fez finalmente chegar água até o Nordeste? Jair Messias Bolsonaro”, afirmou. Lula, por sua vez, incluiu a infraestrutura hídrica entre as ações realizadas durante seus governos e disse que ainda há etapas a concluir.
Ao longo do confronto, os dois candidatos associaram suas propostas a resultados concretos no Nordeste. Enquanto Lula enfatizou obras e políticas públicas realizadas durante suas gestões, Flávio apresentou compromissos para infraestrutura, segurança e proteção social, além de defender uma relação de cooperação com governadores de diferentes partidos.
“Miliciano” e “nove dedos”
Um dos momentos mais tensos do embate ocorreu quando Flávio chamou Lula de “nove dedos”, em referência à perda de um dedo da mão do presidente em um acidente de trabalho. Lula reagiu e afirmou que não aceitaria ser chamado dessa forma pelo adversário, a quem se referiu como “miliciano”. “Se tem alguém aqui nesse povo que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo fui eu, trabalhando à noite”, disse Lula.
Na resposta, Flávio pediu desculpas, mas voltou a questionar a atuação do governo federal. “Se eu te ofendi porque eu te chamo de nove dedos, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Te peço desculpa de verdade”, afirmou Flávio.
Antes deste momento, os dois candidatos também discutiram a atuação parlamentar de Flávio em uma votação sobre ampliação da licença-maternidade. O senador reconheceu que, à época, votou contra a medida por acreditar que ela poderia dificultar a contratação de mulheres, mas disse que hoje teria uma posição diferente. Lula criticou o voto e afirmou que o adversário só passou a defender a pauta depois de se tornar candidato à Presidência.
Lula ainda questionou o uso do apelido depreciativo “bolsa-farelo”, atribuído por Flávio para o Bolsa Família, e classificou a expressão como falta de respeito com a população de baixa renda. O senador, por sua vez, acusou Lula de negligenciar beneficiários do programa e de utilizar medidas sociais em busca de votos.
Endividamento
No tema de endividamento, Lula apresentou a nova etapa do programa Desenrola e também mencionou que os feitos alcançados na primeira etapa serão ampliados. O petista disse que o governo planeja realizar um leilão para adquirir carteiras de dívidas de instituições financeiras, com o objetivo de oferecer descontos aos devedores e permitir que recuperem o acesso ao crédito.
“Nós descobrimos que ainda tem que saber mais coisas e resolvemos criar um programa agora para resolver definitivamente a questão da dívida”, afirmou Lula. O presidente também associou o endividamento à expansão das apostas esportivas e defendeu as medidas adotadas contra as bets.
Flávio, por sua vez, prometeu transformar a Caixa Econômica Federal em um banco voltado à população de baixa renda e ao empreendedorismo nas periferias. Ele afirmou que pretende facilitar a formalização de pequenos negócios e oferecer financiamentos com juros menores. Nas palavras do liberal, o banco funcionaria como uma espécie de “Itaú das favelas” e “Bradesco da periferia”.
Caso Ana Clara
Em um dos blocos do debate, Lula trouxe à tona o caso da menina Ana Clara, morta aos cinco anos com um tiro de fuzil por um policial militar defendido judicialmente por Flávio Bolsonaro. O tema surgiu após os questionamentos do presidenciável liberal sobre as posições do petista acerca das saidinhas temporárias, da redução da maioridade penal e da classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
O senador afirmou acreditar que o policial não foi o autor do disparo e defendeu que o caso seja esclarecido, além de atribuir o episódio à atuação do tráfico na localidade. “Eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda”, disse.
Na tréplica, Lula voltou a abordar o histórico político do adversário. “Todo mundo sabe a relação dele com muita coisa ruim aqui no Rio de Janeiro”, declarou. Em seguida, afirmou que o senador teria defendido milicianos durante o período de atuação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).