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No jogo da terceira e última rodada da fase de grupos, a equipe de Thomas Tuchel decepcionou bastante o mais de 80 mil presentes no estádio da final do Mundial. O primeiro tempo da Inglaterra foi bem abaixo de qualquer expectativa em relação ao time que está entre os favoritos ao título. E o desempenho aquém ainda deixou até o já eliminado Panamá sonhar com feitos maiores neste duelo.
No entanto, o intervalo “transformou” Harry Kane. O atacante do Bayern de Munique não só chegou ao terceiro gol na Copa – 11º em Mundiais, batendo o recorde de Gary Lineker entre os ingleses -, como também se movimentou mais no segundo tempo e conseguiu mudar a postura da Inglaterra. O outro craque que apareceu foi Jude Bellingham, autor da primeira bola na rede e da assistência para o gol do capitão.
Em resumo, uma atuação ruim de um time que ainda vive nas incertezas mesmo com tanto talento. São muitos jogadores bons na parte ofensiva para entregar tão pouco quanto nos dois últimos jogos. A tarefa, agora, é evoluir rumo ao mata-mata – a tendência é enfrentar o Senegal nos 16 avos de final, mas a definição ainda depende de outros jogos deste sábado (27/6).
Com esta vitória, a Inglaterra terminou a fase de grupos na liderança da chave L com sete pontos, um a mais que a Croácia. Ou seja, o triunfo por 4 a 2 na primeira rodada foi decisiva para a Seleção Inglesa, que só tropeçou diante de Gana – 0 a 0 na segunda rodada. Já Panamá terminou sem fazer pontos e nem gols na edição de 2026 do Mundial.
Como foi o jogo entre Inglaterra e Panamá?
O chuvoso e desanimado primeiro tempo
Os arredores do estádio protagonizaram um chuvoso e desanimado sábado (27/6), e isso foi visto em campo durante todo o primeiro tempo. Mesmo com as arquibancadas lotadas, o MetLife Stadium teve a leve chuva como principal personagem, até porque faltou futebol na metade inicial.
Já eliminado, o Panamá tentou superar a clara inferioridade técnica com a vontade de marcar o primeiro gol neste Mundial. E até conseguiu surpreender em alguns momentos, como aos dez segundos de jogo, quando Tomás Rodríguez rapidamente chutou e acertou o alvo, forçando Pickford a fazer a defesa. Em outro início, desta vez após a parada para hidratação, a seleção contou com finalização de José Luis Rodríguez para nova intervenção do goleiro inglês.
Por outro lado, os favoritos, obviamente, tiveram mais a bola e arriscaram mais vezes, mas produziram muito pouco em relação ao esperado. Marcus Rashford e Bukayo Saka, que ganharam espaço no time titular, até tentaram mais do que os companheiros de time e finalizaram três vezes cada. Mas a pontaria de ambos foi um problema.
Já outros grandes nomes da Inglaterra nem sequer “apareceram” em campo. Um dos cotados ao prêmio de melhor jogador da temporada 2025/26 – com razão -, Harry Kane não conseguiu arrematar ao gol adversário. Preso em meio aos zagueiros, o atacante deve ter saído na bronca com o próprio desempenho, até porque foram somente 10 toques na bola nos 45 minutos iniciais.
Um novo Kane e, consequentemente, uma nova Inglaterra
Só que o segundo tempo já começou com um novo Harry Kane e, consequentemente, uma nova Inglaterra. O centroavante voltou bem mais ativo, com idas frequentes à defesa e articulações que não existiram na metade inicial. O resultado disso foi uma vitória tranquila garantida antes mesmo da parada para hidratação.
Logo aos 6, o camisa 9 teve uma boa chance na área, mas a intervenção de Córdoba foi eficaz – mesmo tendo quase gerado um gol contra ao chutar em Andrade, companheiro de zaga. Já no minuto 11, Kane apareceu para finalizar ótimo passe de Morgan Rodgers e obrigou Mosquera a fazer grande defesa.
Muito mais produtiva, a Seleção Inglesa abriu o placar aos 17 e ampliou cinco minutos depois. Em cobrança de escanteio de Bukayo Saka, Bellingham antecipou a marcação e “chicoteou” a bola para o fundo das redes: 1 a 0. Na sequência, Jude apareceu novamente, desta vez, na ponta e cruzou para Kane cabecear forte: 2 a 0.
Já o Panamá tentou algumas vezes durante a segunda etapa. José Luis Rodríguez arrancou suspiros com chute no minuto 10. Aos 30, foi a vez de Ismael Díaz animar o torcedor panamenho com um arremate que balançou a rede de fora da meta de Pickford.
A equipe até balançou a rede e “incendiou” o MetLife Stadium com um gol de honra aos 45 do segundo tempo. Porém, José Fajardo estava impedido no contra-ataque fatal, e o Panamá deixou a Copa do Mundo de 2026 sem marcar gols, enquanto a Inglaterra protagonizou mais uma atuação sem convencer.
Inglaterra 2 x 0 Panamá
Inglaterra
Jordan Pickford; Jarell Quansah (Spence 17 do 2º), Ezri Konsa, Marc Guehi e Nico O’Reilly; Elliot Anderson(Henderson 38 do 2º) e Jude Bellingham (Eberechi Eze 25 do 2º); Bukayo Saka (Madueke 17 do 2º), Morgan Rodgers e Marcus Rashford; Harry Kane (Watkins 38 do 2º).
Técnico: Thomas Tuchel
Panamá
Orlando Mosquera; Amir Murillo, Fidel Escobar, José Córdoba, Andrés Andrade e Jorge Gutiérrez (Quintero 43 do 2º); Cristian Martínez, Carlos Harvey (Dávis 43 do 2º), Yoel Bárcenas (Ismael Díaz 25 do 2º) e José Luis Rodríguez (Londoño 25 do 2º); Tomás Rodríguez (José Fajardo intervalo).
Técnico: Thomas Christiansen
Local: MetLife Stadium, em East Rutheford
Motivo: 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026
Gols: Jude Bellingham 17 e Harry Kane 22 do 2º
Árbitro: Adbulrahman Al Jassim (CAT)
Auxiliares: Taleb Almarri e Saoud Almaqaleh (CAT)
Quarto árbitro: Sandro Schaerer (SUI)
Cartões amarelos: José Fajardo, Quansah
Cartão vermelho: nenhum
Público: 80.663 pessoas
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No jogo da terceira e última rodada da fase de grupos, a equipe de Thomas Tuchel decepcionou bastante o mais de 80 mil presentes no estádio da final do Mundial. O primeiro tempo da Inglaterra foi bem abaixo de qualquer expectativa em relação ao time que está entre os favoritos ao título. E o desempenho aquém ainda deixou até o já eliminado Panamá sonhar com feitos maiores neste duelo.
No entanto, o intervalo “transformou” Harry Kane. O atacante do Bayern de Munique não só chegou ao terceiro gol na Copa – 11º em Mundiais, batendo o recorde de Gary Lineker entre os ingleses -, como também se movimentou mais no segundo tempo e conseguiu mudar a postura da Inglaterra. O outro craque que apareceu foi Jude Bellingham, autor da primeira bola na rede e da assistência para o gol do capitão.
Em resumo, uma atuação ruim de um time que ainda vive nas incertezas mesmo com tanto talento. São muitos jogadores bons na parte ofensiva para entregar tão pouco quanto nos dois últimos jogos. A tarefa, agora, é evoluir rumo ao mata-mata – a tendência é enfrentar o Senegal nos 16 avos de final, mas a definição ainda depende de outros jogos deste sábado (27/6).
Com esta vitória, a Inglaterra terminou a fase de grupos na liderança da chave L com sete pontos, um a mais que a Croácia. Ou seja, o triunfo por 4 a 2 na primeira rodada foi decisiva para a Seleção Inglesa, que só tropeçou diante de Gana – 0 a 0 na segunda rodada. Já Panamá terminou sem fazer pontos e nem gols na edição de 2026 do Mundial.
Como foi o jogo entre Inglaterra e Panamá?
O chuvoso e desanimado primeiro tempo
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Por outro lado, os favoritos, obviamente, tiveram mais a bola e arriscaram mais vezes, mas produziram muito pouco em relação ao esperado. Marcus Rashford e Bukayo Saka, que ganharam espaço no time titular, até tentaram mais do que os companheiros de time e finalizaram três vezes cada. Mas a pontaria de ambos foi um problema.
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Inglaterra
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