O Atlético foi do céu ao inferno em 11 minutos na noite desta terça-feira (5/5). Com 2 a 0 no placar até a reta final do segundo tempo, o Galo viu o Juventud conseguir reação “relâmpago”, levou o empate e teve frustrados os planos de reação na Copa Sul-Americana.

O Galo começou mal e viu o Juventud criar boas chances na reta final de jogo, pela quarta rodada do Grupo B do torneio. Mesmo sem brilho, o alvinegro conseguiu abrir o placar aos 36 minutos com golaço do atacante equatoriano Alan Minda, que encobriu o goleiro Sosa no rebote de escanteio.

 No segundo tempo, o Galo não conseguiu controlar o jogo mesmo com a vantagem no placar devido ao meio-campo esvaciado. Ainda assim, ampliou o placar aos 30′ em novo lance de bola parada – o zagueiro Vitor Hugo cabeceou após cruzamento do meio-campista Gustavo Scara em escanteio e fez 2 a 0 para o alvinegro.

O Atlético, contudo, sequer conseguiu curtir a vantagem. Dois minutos depois, Vitor – que havia acabado de balançar as redes – cometeu erro de posicionamento na bola aérea defensiva, não conseguiu afastar e viu Pablo Lago completar cruzamento de Alejo Cruz para diminuir. E, aos 41, Marcelo Pérez empatou para o Juventud em mais um lance de bola aérea – o atacante subiu mais alto após cruzamento de Chagas e cabeceou com maestria.

‘Balde de água fria’ na reação do Atlético

O empate com gosto amargo coloca “balde de água” fria em um Atlético que vinha motivado pela vitória icônica por 3 a 1 em clássico contra o Cruzeiro, no sábado (2/5), no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Os comandados de Eduardo Domínguez seguem em situação complicada no Grupo B da Sul-Americana e podem terminar a quarta rodada na lanterna. O que dá esperança à equipe é que os dois próximos jogos, que fecharão a fase de grupos, seráo na Arena MRV – no dia 21 de maio enfrenta o Cienciano a partir das 19h; no dia 27 de maio, encara o Puerto Cabello no mesmo horário.

A classificação do Grupo B da Copa Sul-Americana

Cienciano – 7 pontos (3 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 3 de saldo de gols)
Juventud – 5 pontos (4 jogos, 1 vitória, 2 empates, 1 derrota, 3 de saldo de gols)
Atlético – 4 pontos (4 jogos, 1 vitória, 1 empate, 2 derrotas, -1 de saldo de gols)
Puerto Cabello – 3 pontos (3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas, -5 de saldo de gols)

Próximos jogos de Juventud e Atlético

O Juventud volta a campo neste domingo (10/5), contra o Defensor, pela 15ª e última rodada do Campeonato Uruguaio Apertura. A partida será no Estádio Luis Franzini, em Montevidéu, com pontapé inicial às 11h.

 A próxima partida do Atlético será contra o Botafogo, também no domingo (10/5), a partir das 16h, na Arena MRV, em Belo Horizonte. Antes do duelo pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o atacante Hulk entrará no gramado para se despedir dos torcedores – o ídolo do clube vai se mudar para o Rio de Janeiro para jogar pelo Fluminense, time pelo qual estreará após a pausa para a Copa do Mundo.

O jogo

O Atlético começou mal e viu o Juventud criar as melhores chances nos dois primeiros terços do primeiro tempo. Os comandados de Eduardo Domínguez acumulavam erros e não conseguiam construir bem o jogo. Barba repetiu o mesmo esquema de jogo da icônica vitória por 3 a 1 sobre o arquirrival Cruzeiro no Mineirãoo, no sábado (2/5), pela 14ª rodada do Brasileiro. Contudo, contra o Juventud, uma “fraqueza” que não havia sido percebida no clássico ficava mais evidenciada – o meio-campo “esvaziado”.

Com uma linha de defesa mais cheia, com três zagueiros e dois alas, o Galo “perdeu” um meio-campista. Assim, o setor tinha apenas dois jogadores – Maycon, que jogava como primeiro volante e ficava sobrecarregado na saída de bola, e Alan Franco, que é mais reconhecido como “destrutor” de jogadas e não tem tanto talento na construção.

O alvinegro, portanto, não conseguia construir bem e, mesmo com três zagueiros, cedia espaço ao ataque adversário, que acumulou boas chances. Aos sete minutos, Alejo Cruz chutou rasteiro de dentro da grande área e viu a bola passar próxima ao gol; aos 11, Roldán recebeu livre próximo à baliza do Galo, chutou de letra e acertou o lado de fora da rede.

 Aos 14 minutos, Everson salvou o Atlético ao defender chute da entrada da área de Pérez. Dois minutos depois, o ídolo alvinegro defendeu com a ponta do pé chute de Roldán, que ficou cara a cara com o arqueiro. A única boa chegada do Atlético no começo da partida foi aos 15 minutos, em chegada de Natanael – o lateral-direito chutou cruzado para boa defesa de Sosa; no rebote, Pernicone afastou cabeçada de Cassierra.

 Nesse cenário, Eduardo Domínguez cobrava que a equipe usasse mais os lados do campo – já que contava com dois alas, Natanael e Renan Lodi, e dois atacantes mais abertos, Alan Minda e Bernard – e fizesse a transição defesa-ataque de forma mais rápida, mundindo-se até de ligações diretas devido ao meio-campo mais esvaziado.

 O Atlético melhorou na segunda metade da etapa inicial e conseguia levar mais perigo quando cumpria a proposta de ligar mais rapidamente a bola para o ataque. Aos 26, Alan Minda chegou com velocidade na cara do gol, mas ficou indeciso entre o chute e o cruzamento e facilitou a defesa de Sosa.

 Dez minutos depois, o atacante equatoriano se “redimiria” com golaço. Após cruzamento de Maycon em escanteio, Sosa deu soco para rebater – Minda aproveitou o rebote na entrada da área e chutou de primeira, com a bola ainda no ar, para encobrir o goleiro uruguaio e dar tranquilidade ao Galo na reta final da primeira etapa.

Segundo tempo

O Atlético desperdiçou chance claríssima de ampliar o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Cassierra recebeu enfiada de bola de Alan Minda, ficou cara a cara com Sosa e esperou até o último momento para chutar – o centroavante colombiano, contudo, tomou a decisão equivocada e chutou rasteiro, em cima do goleiro uruguaio, que já estava caído.

Com a entrada de Scarpa no lugar de Bernard, o Galo tentava povoar o meio-campo para aumentar o controle do jogo, já que tinha a vantagem no placar. Contudo, o Juventud dominava a posse de bola e as ações ofensivas, enquanto o alvinegro não conseguia “cozinhar” a partida com trocas de passe e também não tinha sucesso nas tentativas de criar chances para marcar o segundo gol.

 Aos 30, mesmo sem brilho, o Galo conseguiu ampliar o placar – novamente, graças à bola parada. Scarpa acertou belo cruzamento em escanteio e encontrou o zagueiro Vitor Hugo na primeira trave – o defensor subiu mais que a defesa do Juventud e cabeceou para balançar as redes.

 A vantagem do Atlético, contudo, durou segundos. Logo após de marcar, Vitor Hugo falhou – aos 32 minutos, oz agueiro não conseguiu afastar cruzamento de Alejo Cruz, e a bola sobrou para Pablo Lago, que diminuiu para o Juventud. Nove minutos depois, Marcelo Pérez recebeu cruzamento de Chagas na direita, subiu sozinho e conseguiu empatar a partida: 2 a 2.

 Surpreendido pela reação, o Galo não teve forças para buscar de novo a vitória e chegou a promover “abafa” no ataque, mas sem conseguir criar grandes chances.

JUVENTUD 2 X 2 ATLÉTICO

Juventud:Sosa; Morosini (Rodrigo Chagas, aos 28′ do 2ºT), Pernicone, Mas e Rabino; Roldan, Cecchini (Guerrero, aos 35′ do 2ºT) e Perez (Pablo Lago, aos 12′ do 2ºT); Boselli (Peralta, aos 12′ do 2ºT), Alejo Cruz e Mimbacas (Marcelo Pérez, aos 28′ do 2ºT). Técnico: Sérgio Blanco

Atlético:Everson; Natanael, Ruan Tressoldi, Lyanco, Vitor Hugo e Renan Lodi; Maycon (Tomás Pérez, no intervalo), Alan Franco, Bernard (Scarpa, no intervalo) e Alan Minda (Dudu, aos 21′ do 2ºT); Cassierra (Reinier, aos 21′ do 2ºT). Técnico: Eduardo Domínguez.

Motivo: terceira rodada do Grupo B da Copa Sul-Americana
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu, capital do Uruguai

Gols: Alan Minda, aos 37′ do 1ºT (ATL); Vitor Hugo, aos 30′ do 2ºT (ATL); Pablo Lago, aos 32′ do 2ºT (JUV) e Marcelo Pérez, aos 41′ do 2ºT (JUV)

Cartões amarelos: Ruan Tressoldi, aos 13′ do 2ºT
Cartões vermelhos: não houve

Árbitro: Leandro Rey (ARG)
Assistentes: Gabriel Chade (ARG) e Sebastian Raineri (ARG)
VAR: Jorge Baliño (ARG)