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Combustível fóssil e poluente, ele tem forte impacto nas mudanças climáticas por ser formado principalmente por metano, um potente gás de efeito estufa. O metano é capaz de aquecer o planeta cerca de 30 vezes mais que a mesma quantidade de dióxido de carbono. Alguns estudos recentes, porém, identificaram que o impacto pode chegar a 80 vezes mais ao longo de 20 anos.
Normalmente, o gás natural é queimado, elevando a emissão de gás carbônico, o que contribui com o aquecimento global. Ele é mais nocivo ainda quando ocorre a chamada emissão fugidia, o vazamento de gasodutos ou outros equipamentos, lançando metano diretamente na atmosfera.
Existe também o gás de xisto, considerado uma variação do gás natural. Fica preso em microporos de rochas sedimentares compactas. Exige um método de extração específico, o fraturamento hidráulico (fracking), com o uso de jatos de água e produtos químicos. O processo é considerado controverso pelo impacto ambiental. Nas áreas de exploração, além do aumento de emissões, já foi identificado contaminação de solo e de aquíferos, bem como aumento de terremotos, pois o processo desestabiliza falhas geológicas.
Ainda assim, o gás natural foi eleito nos países desenvolvidos como combustível da transição energética, por emitir menos que outras fontes fósseis, como o carvão mineral na geração de eletricidade e processos industriais, ou o diesel no transporte. No Brasil, é visto como alternativa para caminhões, ônibus e setores como siderurgia.
A título de comparação, para gerar uma mesma quantidade de energia, o carvão mineral tem potencial para emitir 94,6 GtCO?e (toneladas de gases de efeito estufa), o diesel, 74,1 toneladas e o gás natural, 63. Seus defensores alegam que o gás natural viabiliza a substituição desses insumos mais poluentes com agilidade. Ao mesmo tempo, dá mais prazo para cientistas e empresas desenvolverem e aprimorarem alternativas renováveis ainda caras para uso comercial, como o hidrogênio.
Várias entidades ambientais se opõem a esse discurso e defendem o fomento de outros combustíveis no lugar do gás natural, como o biometano.
Feito a partir da purificação do biogás emitido por lixo ou restos de produtos agropecuários, o biometano tem estrutura molecular praticamente idêntica ao do gás natural, mas com uma diferença importante quando se trata da mudança climática: por vir da reciclagem de matéria orgânica disponível na superfície da terra, é constituído por moléculas que já estão na atmosfera –ou seja, quando é queimado não agrega gás carbono fóssil com efeito estufa. Emissões fugidias de biometano, porém, são tão nocivas quanto as do gás natural.
Cada poço de extração de gás natural que é aberto, ao contrário, automaticamente libera o gás que estava fechado num compartimento sob a terra e gera novas emissões, seja de gás carbono ou metano, e soma um número maior de moléculas poluentes à atmosfera, elevando a temperatura do planeta.
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Normalmente, o gás natural é queimado, elevando a emissão de gás carbônico, o que contribui com o aquecimento global. Ele é mais nocivo ainda quando ocorre a chamada emissão fugidia, o vazamento de gasodutos ou outros equipamentos, lançando metano diretamente na atmosfera.
Existe também o gás de xisto, considerado uma variação do gás natural. Fica preso em microporos de rochas sedimentares compactas. Exige um método de extração específico, o fraturamento hidráulico (fracking), com o uso de jatos de água e produtos químicos. O processo é considerado controverso pelo impacto ambiental. Nas áreas de exploração, além do aumento de emissões, já foi identificado contaminação de solo e de aquíferos, bem como aumento de terremotos, pois o processo desestabiliza falhas geológicas.
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