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Uma campanha publicitária, realizada pela Volkswagen do Brasil, entrou para os trending topics na terça-feira (10/05) pelo volume de ataques homofóbicos gerados. A postagem que a empresa fez no Twitter na sexta-feira (06/05) viralizou. A imagem mostra um casal gay em frente a um carro do modelo Polo acompanhada da legenda “Sabe o que evoluiu junto com você? O Polo. O que já era bom ficou ainda melhor, com muito mais segurança e tecnologia”.
A publicação faz parte da agenda de Diversidade e Inclusão da montadora alemã, que já havia veiculado um vídeo em 2021 da mesma campanha, que foi criticada na época e voltou a viralizar no WhatsApp esta semana. Os comentários vão desde críticas à escolha do casal gay como protagonistas, afirmações de alguns usuários que não comprariam mais carros da marca ou que teriam seus carros desvalorizados devido à propaganda, até comentários e montagens de cunho pejorativo.
Alguns dos ataques homofóbicos mostravam montagens com o câmbio do carro com apenas a opção de "ré", e a sexualização dos acessórios. Alguns usuários do Twitter chegaram a afirmar que as propagandas da Volkswagen nos anos 2000 eram da época que a montadora ainda sabia fazer propaganda, em referência ao vídeo promocional do modelo Gol com uma mulher nua na frente.
“A diferença enriquece, o respeito une. A Volkswagen do Brasil celebra a diversidade sexual e de identidade de gênero. Promover a Diversidade & Inclusão é um dos pilares estratégicos da marca”, declarou a Volkswagen em nota enviada ao Estado de Minas.
“Temos como responsabilidade continuar aprendendo de que forma podemos contribuir para a luta contra %u202Fqualquer forma de preconceito, pois consideramos fundamental conciliar as diferenças para a construção de uma sociedade justa para todos. No que tange a interação com os usuários, comentários ofensivos e desrespeitosos, são devidamente apagados de nossas páginas”, conclui a montadora.
Campanha amplia público comprador
O professor na IÉSEG Escola de Administração de Paris, na França, Lucas Lauriano avalia que a propaganda amplia o público da marca, que aumenta o diálogo com pessoas LGBTQIA. O professor elaborou um estudo no doutorado em que analisa o impacto de discussões nas redes sociais no trabalho dos colaboradores LGBTQIA em uma empresa do ramo automobilíticoco, que atua no Brasil. No trabalho, o pesquisador optou por não revelar o nome da empresa para uma melhor análise científica. A pedido do Estado de Minas ele analisou a campanha da Volkswagen do Brasil.
"Quando a Volks coloca um casal LGBTQIA demonstra que os carros não são apenas para os héteros. Vale ressaltar que a propaganda não diminui a questão da masculinidade, mas mostra que os carros não são apenas para os hetéros", diz o pesquisador. Ele ressalta que, ao focar numa minoria, ao contrário do que setores conservadores afirmam, a empresa amplia o leque de consumidores.
Em 2018, a empresa analisada por Lucas iniciou o proccesso de mudança para tornar o ambiente coporativo mais diverso. Na época, a empresa só tinha indicadores de presença de mulheres em cargos de gestão.
"A indústria automobilística é muito masculina e heteronormativa. Muitos colaboradores da empresa se sentiam oprimidos e tinham que adotar comportamentos heteronormativos na escolha de gestos, falas e roupas", relata o professor.
Lucas considera a campanha da Volks ousada por ser a indústria automobilística muito masculina, mas muito necessária para contribuir com a discussão sobre diversidade. "Querendo ou não é um risco, mas faz muito sentido no caminho de diversidade que a empresa está percorrendo internamente", avalia.
O pesquisador pondera que a campanha é uma estratégia de marketing, mas demonstra coerência com o desejo de a empresa se adequar aos novos tempos. Na valiação dele, os comentários negativos não devem fazer com que a mara recue. "Isso foi bem pensado antes. Eles pensam muito nos reflexos nas vendas e na imagem da marca antes de realizarem uma campanha", diz.
O pesquisdor lembra que a diversidade é uma diretriz intranacional da marca. "Não é só a Volks do Brasil". Na Alemanha, país de origem da multinacional, esse caminho já se dlineava. "A tendência é amentar a diversidade interna e na propaganda. Não vejo possibilidade de recuarem", conclui.
Ok entendi, não é um carro para a família. Como eu e minha esposa temos um filha e pretendemos ter mais filhos, o polo feito para casais homossexuais não se encaixa em nosso perfil. Tudo bem, boa sorte nas "vendas".
Sabe o que evoluiu junto com você? O Polo. O que já era bom ficou ainda melhor, com muito mais segurança e tecnologia. Você acessa seu veículo sem o uso de chaves, aproveita a transmissão automática de 6 velocidades e se conecta com tudo pelo VW Play. #Polo #VWBrasil
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Uma campanha publicitária, realizada pela Volkswagen do Brasil, entrou para os trending topics na terça-feira (10/05) pelo volume de ataques homofóbicos gerados. A postagem que a empresa fez no Twitter na sexta-feira (06/05) viralizou. A imagem mostra um casal gay em frente a um carro do modelo Polo acompanhada da legenda “Sabe o que evoluiu junto com você? O Polo. O que já era bom ficou ainda melhor, com muito mais segurança e tecnologia”.
A publicação faz parte da agenda de Diversidade e Inclusão da montadora alemã, que já havia veiculado um vídeo em 2021 da mesma campanha, que foi criticada na época e voltou a viralizar no WhatsApp esta semana. Os comentários vão desde críticas à escolha do casal gay como protagonistas, afirmações de alguns usuários que não comprariam mais carros da marca ou que teriam seus carros desvalorizados devido à propaganda, até comentários e montagens de cunho pejorativo.
Alguns dos ataques homofóbicos mostravam montagens com o câmbio do carro com apenas a opção de "ré", e a sexualização dos acessórios. Alguns usuários do Twitter chegaram a afirmar que as propagandas da Volkswagen nos anos 2000 eram da época que a montadora ainda sabia fazer propaganda, em referência ao vídeo promocional do modelo Gol com uma mulher nua na frente.
“A diferença enriquece, o respeito une. A Volkswagen do Brasil celebra a diversidade sexual e de identidade de gênero. Promover a Diversidade & Inclusão é um dos pilares estratégicos da marca”, declarou a Volkswagen em nota enviada ao Estado de Minas.
“Temos como responsabilidade continuar aprendendo de que forma podemos contribuir para a luta contra %u202Fqualquer forma de preconceito, pois consideramos fundamental conciliar as diferenças para a construção de uma sociedade justa para todos. No que tange a interação com os usuários, comentários ofensivos e desrespeitosos, são devidamente apagados de nossas páginas”, conclui a montadora.
Campanha amplia público comprador
O professor na IÉSEG Escola de Administração de Paris, na França, Lucas Lauriano avalia que a propaganda amplia o público da marca, que aumenta o diálogo com pessoas LGBTQIA. O professor elaborou um estudo no doutorado em que analisa o impacto de discussões nas redes sociais no trabalho dos colaboradores LGBTQIA em uma empresa do ramo automobilíticoco, que atua no Brasil. No trabalho, o pesquisador optou por não revelar o nome da empresa para uma melhor análise científica. A pedido do Estado de Minas ele analisou a campanha da Volkswagen do Brasil.
"Quando a Volks coloca um casal LGBTQIA demonstra que os carros não são apenas para os héteros. Vale ressaltar que a propaganda não diminui a questão da masculinidade, mas mostra que os carros não são apenas para os hetéros", diz o pesquisador. Ele ressalta que, ao focar numa minoria, ao contrário do que setores conservadores afirmam, a empresa amplia o leque de consumidores.
Em 2018, a empresa analisada por Lucas iniciou o proccesso de mudança para tornar o ambiente coporativo mais diverso. Na época, a empresa só tinha indicadores de presença de mulheres em cargos de gestão.
"A indústria automobilística é muito masculina e heteronormativa. Muitos colaboradores da empresa se sentiam oprimidos e tinham que adotar comportamentos heteronormativos na escolha de gestos, falas e roupas", relata o professor.
Lucas considera a campanha da Volks ousada por ser a indústria automobilística muito masculina, mas muito necessária para contribuir com a discussão sobre diversidade. "Querendo ou não é um risco, mas faz muito sentido no caminho de diversidade que a empresa está percorrendo internamente", avalia.
O pesquisador pondera que a campanha é uma estratégia de marketing, mas demonstra coerência com o desejo de a empresa se adequar aos novos tempos. Na valiação dele, os comentários negativos não devem fazer com que a mara recue. "Isso foi bem pensado antes. Eles pensam muito nos reflexos nas vendas e na imagem da marca antes de realizarem uma campanha", diz.
O pesquisdor lembra que a diversidade é uma diretriz intranacional da marca. "Não é só a Volks do Brasil". Na Alemanha, país de origem da multinacional, esse caminho já se dlineava. "A tendência é amentar a diversidade interna e na propaganda. Não vejo possibilidade de recuarem", conclui.
Ok entendi, não é um carro para a família. Como eu e minha esposa temos um filha e pretendemos ter mais filhos, o polo feito para casais homossexuais não se encaixa em nosso perfil. Tudo bem, boa sorte nas "vendas".
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