As duas vítimas dos incidentes com tubarão registrados no litoral da Região Metropolitana do Recife apresentam estabilidade clínica e não tiveram novos sangramentos. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (2) pelo Hospital da Restauração (HR) Governador Paulo Guerra, no Recife.

De acordo com a unidade de saúde, o menino de 11 anos segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, enquanto a jovem Marcela Vitória de Lima, de 19 anos, permanece na UTI Geral. Ambos continuam recebendo acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

Em nota, o HR informou que “os dois apresentam estabilidade clínica, sem novos sangramentos, e continuam recebendo assistência multidisciplinar da instituição”.

Relembre os casos

O caso mais recente ocorreu na manhã de segunda-feira (1º), na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A jovem Marcela Vitória de Lima teve a perna direita amputada após ser atacada por um tubarão-tigre de aproximadamente três metros de comprimento.

Segundo informações repassadas por testemunhas, a vítima estava nas proximidades do quiosque 19 quando entrou sozinha em uma área considerada rasa, com a água na altura da cintura. Foi nesse momento que ocorreu o incidente.

Banhistas que estavam no local perceberam a situação e retiraram a jovem do mar. Entre eles, estava um médico de Minas Gerais que passava o dia na praia e prestou os primeiros socorros até a chegada do Corpo de Bombeiros.

A vítima foi inicialmente encaminhada ao Hospital Alfa, onde recebeu os primeiros atendimentos e foi estabilizada. Em seguida, foi transferida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital da Restauração, onde passou por cirurgia e permanece internada.

Ataque em Piedade

Menos de 24 horas antes, no domingo (31), um menino de 11 anos foi gravemente ferido após ser mordido por um tubarão-cabeça-chata de aproximadamente 2,5 metros de comprimento na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

A criança sofreu lesões graves na perna e na mão esquerda. Em razão da gravidade dos ferimentos, foi necessária a amputação de uma das pernas.

De acordo com familiares, o garoto estava acompanhado do tio, da prima e de um colega em uma área com água na altura da cintura. Em determinado momento, ficou sozinho no mar e foi atacado.

O menino foi retirado da água pelo tio e por outros banhistas, que acionaram o Corpo de Bombeiros. Antes da chegada das equipes de resgate, uma enfermeira que mora próximo ao local realizou os primeiros atendimentos e conseguiu conter a hemorragia utilizando uma toalha.

Após ser estabilizado ainda na faixa de areia, o garoto foi encaminhado por uma unidade avançada do Samu ao Hospital da Aeronáutica. Posteriormente, devido à gravidade do quadro, foi transferido para o Hospital da Restauração, onde passou por cirurgia e segue internado na UTI Pediátrica.