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string(5746) "Três partidos vão morder cerca de 40% do Fundo Eleitoral, que este ano será de R$ 4,9 bilhões. O PL levará a fatia maior, de R$ 881,6 milhões. Em seguida aparecem o PT, com R$ 615,3 milhões, e o União Brasil, com R$ 526,2 milhões. Os valores para cada uma das 30 legendas do país foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite dessa quarta-feira (3/6).
Com a divisão do bolo, a federação União Progressista (formada pelo União Brasil e pelo PP) terá à disposição quase R$ 1 bilhão do montante do oficialmente chamado Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições deste ano.
O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), destacou que a concentração de recursos do Fundo Eleitoral em poucos partidos empodera os líderes das legendas. "A distribuição passou a ser uma das decisões mais estratégicas do processo eleitoral. Quem controla o cofre, controla boa parte das condições de competição. Os presidentes de partido acumulam hoje uma capacidade de influência superior à de diversos ministros de Estado", frisou.
Medeiros ressaltou que o valor do fundo triplicou desde 2018 e isso terá impactos diretos nos nomes que pleitearão mandatos nas eleições em outubro. "O Fundo Eleitoral influencia a distribuição de poder antes mesmo de o primeiro voto ser depositado na urna", disse. Com isso, na visão do especialista, a renovação do Congresso Nacional vai depender da decisão de cada sigla em investir em um candidato ou candidata. Contudo, a tendência é de que os partidos continuem enviando recurso para aqueles que já possuem mandato, ou seja, disputarão a reeleição.
"O cálculo dos partidos é racional. Direcionam recursos para candidatos que apresentam maiores probabilidades de vitória. E isso normalmente significa destinar recursos para quem já ocupa mandato. A tendência estrutural é que a renovação ocorra de forma mais lenta e controlada, cada vez mais dependente das cúpulas partidária", afirmou.
Impeachment no STF
O Senado será a Casa com maior relevância para os partidos no pleito deste ano, principalmente para o PL, PT e seus aliados. Em 2026, 54 senadores deverão buscar um novo mandato, renovação de 2/3 das cadeiras. Para os bolsonaristas, eleger o maior número de senadores é essencial para eleger um presidente da Casa em fevereiro de 2027 que paute os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, o nome mais cotado para esse comando é o do senador e líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN). Internamente, a decisão do PL em manter Marinho no Senado e não lançá-lo como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte foi pensando na cadeira no ano que vem.
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Na Câmara, o PL tem hoje a maior quantidade de cadeiras: são 97 deputados, contra 65 do PT. Partidos do campo da esquerda e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como PSB, PDT, PSol e Rede, esperam aumentar o número de deputados nestas eleições com objetivo de diminuir o poder de barganha do Centrão para votação de projetos de interesse do Executivo.
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Veja quanto os partidos vão receber
PL:R$ 881.657.477,34
PT:R$ 615.367.980,20
União Brasil:R$ 526.242.858,11
PSD:R$ 421.008.404,89
PP:R$ 417.067.738,40
MDB:R$ 400.002.399,99
Republicanos:R$ 348.587.815,77
Podemos:R$ 245.969.763,68
PDT:R$ 169.285.643,92
PSB:R$ 152.252.956,07
PSDB:R$ 147.895.172,40
PSOL:R$ 131.506.284,42
Solidariedade:R$ 88.526.669,83
Avante:R$ 72.516.777,19
PRD:R$ 71.819.227,37
Cidadania:R$ 60.714.157,11
PCdoB:R$ 60.531.914,25
PV:R$ 45.183.873,26
Novo:R$ 37.044.203,26
Rede:R$ 35.803.821,03
Agir:R$ 3.307.679,85
DC:R$ 3.307.679,85
Democrata:R$ 3.307.679,85
Missão:R$ 3.307.679,85
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PCB:R$ 3.307.679,85
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PRTB:R$ 3.307.679,85
PSTU:R$ 3.307.679,85
UP:R$ 3.307.679,85
Criado pela Lei nº 13.487/2017, o fundo é constituído com Orçamento da União em ano eleitoral e tem a finalidade de custear as campanhas. A distribuição dos recursos observa os seguintes critérios: 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE; 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.
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Com a divisão do bolo, a federação União Progressista (formada pelo União Brasil e pelo PP) terá à disposição quase R$ 1 bilhão do montante do oficialmente chamado Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições deste ano.
O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), destacou que a concentração de recursos do Fundo Eleitoral em poucos partidos empodera os líderes das legendas. "A distribuição passou a ser uma das decisões mais estratégicas do processo eleitoral. Quem controla o cofre, controla boa parte das condições de competição. Os presidentes de partido acumulam hoje uma capacidade de influência superior à de diversos ministros de Estado", frisou.
Medeiros ressaltou que o valor do fundo triplicou desde 2018 e isso terá impactos diretos nos nomes que pleitearão mandatos nas eleições em outubro. "O Fundo Eleitoral influencia a distribuição de poder antes mesmo de o primeiro voto ser depositado na urna", disse. Com isso, na visão do especialista, a renovação do Congresso Nacional vai depender da decisão de cada sigla em investir em um candidato ou candidata. Contudo, a tendência é de que os partidos continuem enviando recurso para aqueles que já possuem mandato, ou seja, disputarão a reeleição.
"O cálculo dos partidos é racional. Direcionam recursos para candidatos que apresentam maiores probabilidades de vitória. E isso normalmente significa destinar recursos para quem já ocupa mandato. A tendência estrutural é que a renovação ocorra de forma mais lenta e controlada, cada vez mais dependente das cúpulas partidária", afirmou.
Impeachment no STF
O Senado será a Casa com maior relevância para os partidos no pleito deste ano, principalmente para o PL, PT e seus aliados. Em 2026, 54 senadores deverão buscar um novo mandato, renovação de 2/3 das cadeiras. Para os bolsonaristas, eleger o maior número de senadores é essencial para eleger um presidente da Casa em fevereiro de 2027 que paute os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, o nome mais cotado para esse comando é o do senador e líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN). Internamente, a decisão do PL em manter Marinho no Senado e não lançá-lo como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte foi pensando na cadeira no ano que vem.
Caiado diz que Lula evitou evento por receio de vaias e pede união
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Bolsonaro criou o Pix? Entenda como nasceu o sistema de pagamentos
Na Câmara, o PL tem hoje a maior quantidade de cadeiras: são 97 deputados, contra 65 do PT. Partidos do campo da esquerda e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como PSB, PDT, PSol e Rede, esperam aumentar o número de deputados nestas eleições com objetivo de diminuir o poder de barganha do Centrão para votação de projetos de interesse do Executivo.
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Veja quanto os partidos vão receber
PL:R$ 881.657.477,34
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União Brasil:R$ 526.242.858,11
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Republicanos:R$ 348.587.815,77
Podemos:R$ 245.969.763,68
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PSB:R$ 152.252.956,07
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Criado pela Lei nº 13.487/2017, o fundo é constituído com Orçamento da União em ano eleitoral e tem a finalidade de custear as campanhas. A distribuição dos recursos observa os seguintes critérios: 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE; 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.