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Santa Catarina registrou 10.649 casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) nas primeiras duas semanas de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até 15 de janeiro. O número, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), acende um sinal de alerta para a alta temporada de verão, com o litoral concentrando a maior parte das ocorrências. Itajaí lidera o ranking estadual com 1.335 casos, seguido por Chapecó (599 casos), mas cidades como Bombinhas voltaram a chamar atenção por um aumento expressivo e polêmico.
O fenômeno lembra episódios anteriores no litoral catarinense, especialmente o que ocorreu em Bombinhas no início de 2026. Entre 29 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, o município registrou 409 casos de DDA — um salto de cerca de 353% a 370% em relação ao mesmo período da temporada anterior (quando foram notificados apenas 87 casos).
Esse aumento gerou repercussão nacional, especialmente porque Bombinhas é conhecida como um destino paradisíaco, com praias de águas cristalinas, 39 balneários (cinco deles com certificação Bandeira Azul) e cobrança de taxa ambiental de até R$ 200 para entrada de veículos na alta temporada.
A Prefeitura de Bombinhas contestou a interpretação dos dados da SES, afirmando que a "explosão" de casos não reflete necessariamente um agravamento real da situação epidemiológica. Segundo a administração municipal, o aumento decorre de uma reformulação no sistema de monitoramento e notificação, que antes apresentava fragilidades e subnotificação significativa.
A gestão destacou medidas como padronização de registros, orientação às equipes de saúde e aprimoramento na coleta de dados, o que teria permitido maior precisão na detecção de quadros compatíveis com diarreia aguda.
Por outro lado, o cenário coincide com denúncias de problemas ambientais na cidade:
Relatório do Instituto do Meio Ambiente (IMA) de 9 de janeiro de 2026 apontou que 8 dos 17 pontos analisados estavam impróprios para banho, devido a níveis elevados de coliformes fecais.
Vídeos de suposto despejo de esgoto no mar (como na Praia de Quatro Ilhas) circularam nas redes, levando a protestos de moradores em 12 de janeiro.
A empresa Águas de Bombinhas (responsável pelo saneamento) negou contaminação por esgoto, classificando os materiais vistos na areia como "sedimentos arenosos" das tubulações de drenagem pluvial.
Fatores que favorecem o aumento de casos em SC
A SES explica que o período de verão favorece a disseminação das DDA por vários motivos:
Temperaturas elevadas e maior umidade.
Aumento da circulação de pessoas (milhões de turistas no litoral).
Maior consumo de alimentos fora de casa, muitas vezes com falhas na conservação e manipulação.
Contato com águas impróprias para banho, especialmente após chuvas intensas.
As doenças diarreicas agudas são infecções gastrointestinais causadas principalmente por vírus (como norovírus), bactérias e parasitas, transmitidos por água ou alimentos contaminados e pelo contato pessoa a pessoa.
Prevenção: dicas para evitar o problema
As autoridades reforçam medidas simples para reduzir o risco:
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão.
Consumir apenas água tratada ou fervida.
Evitar banhos de mar em praias com bandeira vermelha (impróprias) ou logo após chuvas fortes.
Cuidar da higiene na preparação e conservação de alimentos.
Procurar atendimento médico em casos de diarreia persistente, especialmente em crianças e idosos, para evitar desidratação.
O caso de Bombinhas serve como lembrete de que, mesmo em destinos vendidos como "paraísos ecológicos", questões de saneamento e vigilância sanitária podem impactar diretamente a saúde de moradores e turistas.
Enquanto as investigações continuam, o verão em Santa Catarina exige atenção redobrada.
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O fenômeno lembra episódios anteriores no litoral catarinense, especialmente o que ocorreu em Bombinhas no início de 2026. Entre 29 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, o município registrou 409 casos de DDA — um salto de cerca de 353% a 370% em relação ao mesmo período da temporada anterior (quando foram notificados apenas 87 casos).
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A Prefeitura de Bombinhas contestou a interpretação dos dados da SES, afirmando que a "explosão" de casos não reflete necessariamente um agravamento real da situação epidemiológica. Segundo a administração municipal, o aumento decorre de uma reformulação no sistema de monitoramento e notificação, que antes apresentava fragilidades e subnotificação significativa.
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Por outro lado, o cenário coincide com denúncias de problemas ambientais na cidade:
Relatório do Instituto do Meio Ambiente (IMA) de 9 de janeiro de 2026 apontou que 8 dos 17 pontos analisados estavam impróprios para banho, devido a níveis elevados de coliformes fecais.
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As autoridades reforçam medidas simples para reduzir o risco:
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O caso de Bombinhas serve como lembrete de que, mesmo em destinos vendidos como "paraísos ecológicos", questões de saneamento e vigilância sanitária podem impactar diretamente a saúde de moradores e turistas.
Enquanto as investigações continuam, o verão em Santa Catarina exige atenção redobrada.