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Um projeto apresentado nesta terça-feira (26) pretende criar uma rota integrada de turismo entre praias do litoral sul de Pernambuco e do norte de Alagoas, apostando na preservação ambiental dos recifes de corais como estratégia de desenvolvimento econômico da região. Batizada de “Rota dos Corais - Conexão do Litoral Sul de Pernambuco ao Norte de Alagoas”, a iniciativa do Sebrae tem investimento superior a R$ 3,3 milhões e envolve 14 municípios.
A proposta aposta no chamado turismo regenerativo, modelo que busca aliar atividade econômica e conservação ambiental, para fortalecer destinos já consolidados no Nordeste, como Porto de Galinhas, Tamandaré e Maragogi. Segundo o Sebrae, a meta de beneficiar cerca de mil empreendedores ligados à cadeia turística nos dois estados, ao mesmo tempo em que tenta ampliar a visibilidade de municípios menos explorados turisticamente, a exemplo de Japaratinga e São José da Coroa Grande.
Em Pernambuco, também farão parte do projeto os municípios de Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso e Sirinhaém; no lado alagoano, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. A estratégia prevê ações voltadas à valorização da biodiversidade costeira, qualificação de negócios e incentivo à inclusão produtiva nas cidades envolvidas.
Segundo dados apresentados pelo Sebrae, a expectativa é de que, até 2028, o projeto contribua para elevar em 20% o volume de negócios relacionados ao turismo na região. A previsão inclui ainda aumento da formalização entre os empreendedores participantes e adoção de práticas de melhoria na gestão dos negócios.
O gerente do Sebrae/PE para a Zona da Mata, Alexandre Alves, assegurou que a conexão entre esses atrativos turísticos começa pelo fato dessas localidades estarem dentro de uma área de proteção ambiental, já reconhecida nacional e internacionalmente pelos turistas e instituições.
“Nesse cenário, a gente consegue dar maior visibilidade e integrar os esforços. O que estiver sendo feito em Pernambuco, é possível conversar com o estado de Alagoas e ter uma confluência de ações que possam consolidar essa rota. Inclusive, do ponto de vista de marketing e promoção de ações voltadas para o destino (Rota dos Corais)”, aponta.
Cadeia produtiva
De acordo com o Sebrae, a ação terá como foco empreendedores formais e informais de setores como hotelaria, gastronomia, receptivo turístico, artesanato e pesca artesanal, além de jangadeiros, bugueiros, barqueiros, ambulantes e integrantes de comunidades tradicionais. Os empreendedores passarão por consultorias, oficinas e atividades de qualificação profissional com foco na geração de oportunidades de mercado, incentivo à formalização dos negócios, otimização de custos e aperfeiçoamento dos serviços.
Ele explica ainda, que nesse modelo de turismo, o turista deixa de ser apenas alguém que usufrui das belezas litorâneas, mas que também contribui para a regeneração dos corais. “Existe todo um trabalho de educação, conscientização, para que eles participem integralmente da preservação, conservação e sobretudo, regeneração dos corais e de toda a vida marinha”, aponta.
O projeto “Rota dos Corais” prevê conexão com projetos de regeneração ambiental e inclusão produtiva que já existem na região, como a Biofábrica de Corais, startup pernambucana especializada em regeneração marinha e sensibilização ambiental, que realiza experiências de restauração de corais. Além de ações de valorização da gastronomia do mangue e capacitação de empreendedores locais realizadas pelo Instituto Negralinda.
Etapas do projeto
Segundo o Sebrae/PE, o Projeto Rota dos Corais ocorrerá em quatro fases. A primeira é dedicada ao diagnóstico territorial e à formação da governança turística. A segunda, com foco em capacitação, inovação e realização de trilhas de empreendedorismo e ESG, com atenção especial para o protagonismo juvenil. A terceira é focada na concepção de produtos turísticos integrados inovadores e sustentáveis e na preparação dos destinos para certificações nacionais e estrangeiras. Já a última etapa é voltada à promoção comercial, desenvolvimento de marca e branding, acesso a mercado e monitoramento de resultados
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A proposta aposta no chamado turismo regenerativo, modelo que busca aliar atividade econômica e conservação ambiental, para fortalecer destinos já consolidados no Nordeste, como Porto de Galinhas, Tamandaré e Maragogi. Segundo o Sebrae, a meta de beneficiar cerca de mil empreendedores ligados à cadeia turística nos dois estados, ao mesmo tempo em que tenta ampliar a visibilidade de municípios menos explorados turisticamente, a exemplo de Japaratinga e São José da Coroa Grande.
Em Pernambuco, também farão parte do projeto os municípios de Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso e Sirinhaém; no lado alagoano, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. A estratégia prevê ações voltadas à valorização da biodiversidade costeira, qualificação de negócios e incentivo à inclusão produtiva nas cidades envolvidas.
Segundo dados apresentados pelo Sebrae, a expectativa é de que, até 2028, o projeto contribua para elevar em 20% o volume de negócios relacionados ao turismo na região. A previsão inclui ainda aumento da formalização entre os empreendedores participantes e adoção de práticas de melhoria na gestão dos negócios.
O gerente do Sebrae/PE para a Zona da Mata, Alexandre Alves, assegurou que a conexão entre esses atrativos turísticos começa pelo fato dessas localidades estarem dentro de uma área de proteção ambiental, já reconhecida nacional e internacionalmente pelos turistas e instituições.
“Nesse cenário, a gente consegue dar maior visibilidade e integrar os esforços. O que estiver sendo feito em Pernambuco, é possível conversar com o estado de Alagoas e ter uma confluência de ações que possam consolidar essa rota. Inclusive, do ponto de vista de marketing e promoção de ações voltadas para o destino (Rota dos Corais)”, aponta.
Cadeia produtiva
De acordo com o Sebrae, a ação terá como foco empreendedores formais e informais de setores como hotelaria, gastronomia, receptivo turístico, artesanato e pesca artesanal, além de jangadeiros, bugueiros, barqueiros, ambulantes e integrantes de comunidades tradicionais. Os empreendedores passarão por consultorias, oficinas e atividades de qualificação profissional com foco na geração de oportunidades de mercado, incentivo à formalização dos negócios, otimização de custos e aperfeiçoamento dos serviços.
Ele explica ainda, que nesse modelo de turismo, o turista deixa de ser apenas alguém que usufrui das belezas litorâneas, mas que também contribui para a regeneração dos corais. “Existe todo um trabalho de educação, conscientização, para que eles participem integralmente da preservação, conservação e sobretudo, regeneração dos corais e de toda a vida marinha”, aponta.
O projeto “Rota dos Corais” prevê conexão com projetos de regeneração ambiental e inclusão produtiva que já existem na região, como a Biofábrica de Corais, startup pernambucana especializada em regeneração marinha e sensibilização ambiental, que realiza experiências de restauração de corais. Além de ações de valorização da gastronomia do mangue e capacitação de empreendedores locais realizadas pelo Instituto Negralinda.
Etapas do projeto
Segundo o Sebrae/PE, o Projeto Rota dos Corais ocorrerá em quatro fases. A primeira é dedicada ao diagnóstico territorial e à formação da governança turística. A segunda, com foco em capacitação, inovação e realização de trilhas de empreendedorismo e ESG, com atenção especial para o protagonismo juvenil. A terceira é focada na concepção de produtos turísticos integrados inovadores e sustentáveis e na preparação dos destinos para certificações nacionais e estrangeiras. Já a última etapa é voltada à promoção comercial, desenvolvimento de marca e branding, acesso a mercado e monitoramento de resultados