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Reversão de decisão anterior
A Corte eleitoral reverteu entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia absolvido o então governador e outros investigados em maio de 2024. O voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, apresentado ainda em novembro de 2025, foi acompanhado pelos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo, Estela Aranha e pela presidente do TSE, Cármem Lúcia.
Os ministros Nunes Marques e André Mendonça divergiram. Nunes Marques afirmou que não há comprovação da participação direta de Castro no esquema investigado e que as provas não atingem o nível necessário para aplicação das sanções. Para ele, o fato de Castro ter sido reeleito em primeiro turno também enfraquece a tese de uso eleitoral das contratações.
André Mendonça também apontou ausência de provas suficientes contra o ex-governador, mas votou pela cassação e inelegibilidade do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.
Esquema com contratações irregulares
O processo analisou suspeitas de um esquema envolvendo a contratação de cerca de 27 mil servidores temporários pela Fundação Ceperj e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). De acordo com as acusações, esses trabalhadores teriam sido utilizados como apoio eleitoral durante a campanha.
A ação foi movida com base em investigações apresentadas pela coligação que apoiou Marcelo Freixo nas eleições de 2022, além do Ministério Público Eleitoral. Freixo foi adversário de Castro no pleito e atualmente preside a Embratur.
Também foram investigados o deputado estadual Rodrigo Bacellar, o ex-vice-governador Thiago Pampolha e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Fundação Ceperj.
Relatora aponta “elaborado esquema”
Em seu voto, a ministra Isabel Gallotti defendeu a inelegibilidade de Castro e dos demais envolvidos, além da aplicação de multas. Segundo ela, as irregularidades indicam a existência de um “elaborado esquema” que teria utilizado a estrutura administrativa do governo estadual para influenciar o resultado das eleições.
Defesa contesta acusações
A defesa de Cláudio Castro sustentou que não há provas que estabeleçam ligação direta entre o ex-governador e as contratações consideradas irregulares. Os advogados também afirmaram que inaugurações de obras citadas no processo ocorreram antes do período eleitoral e sem relação com a campanha.
Com a decisão do TSE, Castro fica impedido de disputar cargos eletivos pelos próximos oito anos, incluindo a possibilidade de concorrer ao Senado nas eleições deste ano.
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Reversão de decisão anterior
A Corte eleitoral reverteu entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia absolvido o então governador e outros investigados em maio de 2024. O voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, apresentado ainda em novembro de 2025, foi acompanhado pelos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo, Estela Aranha e pela presidente do TSE, Cármem Lúcia.
Os ministros Nunes Marques e André Mendonça divergiram. Nunes Marques afirmou que não há comprovação da participação direta de Castro no esquema investigado e que as provas não atingem o nível necessário para aplicação das sanções. Para ele, o fato de Castro ter sido reeleito em primeiro turno também enfraquece a tese de uso eleitoral das contratações.
André Mendonça também apontou ausência de provas suficientes contra o ex-governador, mas votou pela cassação e inelegibilidade do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.
Esquema com contratações irregulares
O processo analisou suspeitas de um esquema envolvendo a contratação de cerca de 27 mil servidores temporários pela Fundação Ceperj e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). De acordo com as acusações, esses trabalhadores teriam sido utilizados como apoio eleitoral durante a campanha.
A ação foi movida com base em investigações apresentadas pela coligação que apoiou Marcelo Freixo nas eleições de 2022, além do Ministério Público Eleitoral. Freixo foi adversário de Castro no pleito e atualmente preside a Embratur.
Também foram investigados o deputado estadual Rodrigo Bacellar, o ex-vice-governador Thiago Pampolha e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Fundação Ceperj.
Relatora aponta “elaborado esquema”
Em seu voto, a ministra Isabel Gallotti defendeu a inelegibilidade de Castro e dos demais envolvidos, além da aplicação de multas. Segundo ela, as irregularidades indicam a existência de um “elaborado esquema” que teria utilizado a estrutura administrativa do governo estadual para influenciar o resultado das eleições.
Defesa contesta acusações
A defesa de Cláudio Castro sustentou que não há provas que estabeleçam ligação direta entre o ex-governador e as contratações consideradas irregulares. Os advogados também afirmaram que inaugurações de obras citadas no processo ocorreram antes do período eleitoral e sem relação com a campanha.
Com a decisão do TSE, Castro fica impedido de disputar cargos eletivos pelos próximos oito anos, incluindo a possibilidade de concorrer ao Senado nas eleições deste ano.