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Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato ao Governo de São Paulo Abraham Weintraub criticou, nesta terça-feira (3), o rival Tarcísio de Freitas (Republicanos) — apoiado pelo presidente. E voltou a dizer que sofreu ameaças para deixar a disputa ao Palácio dos Bandeirantes.
"O Tarcísio não tem nenhuma acusação de corrupção contra ele, mas ele foi indicado para o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] da Dilma, do Lula. Indicado pelo [ex-ministro] Moreira Franco e pelo Michel Temer. E depois, quando o Michel Temer virou presidente, ele ficou lá", disse Weintraub em sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL.
Sem apresentar provas, o ex-ministro da Educação questionou a atuação de Tarcísio, afirmando que o rival nunca teria denunciado um caso de "malfeito" à Polícia Federal em 10 anos no Dnit. Weintraub afirmou ainda que, em sua gestão no Ministério da Educação (MEC), chegou a relatar 15 casos de irregularidades, incluindo denúncias de sobrepreço no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
"Não diria que ele prevaricou. [...] Eu acho que ele não participou de esquema, mas eu não vou afirmar que ele prevaricou", disse Weintraub, quando questionado se acredita que Tarcisío tinha conhecimento de irregularidades no órgão e deixou de tomar providências.
O ex-ministro da Educação voltou a dizer que sofreu ameaças e pressões para desistir da disputa ao Governo de São Paulo, atribuindo a responsabilidade ao presidente Bolsonaro. Segundo ele, a mensagem enviada pelo entorno do chefe do Executivo a Weintraub e a seu irmão, Arthur, foi para que "simplesmente sumam, desapareçam, nunca mais pisem no Brasil".
"O tom engrossou muito, porque nós começamos a falar a verdade e a chamar muito a atenção, capturando a atenção da militância", disse o ex-ministro do MEC. Ele defendeu ainda que Tarcísio "tem uma estrutura gigantesca" de campanha e está associado ao Centrão, a um partido robusto e a generais. Por outro lado, Weintraub afirma que a sua campanha não tem estrutura nem "dinheiro do fundão".
"Esse grupo montou uma estrutura para atacar e perseguir os conservadores. Não fui só eu que fui esmagado. [...] Acho que tenho chance [no pleito] porque muita coisa que vem sendo articulada faz parte do teatro das tesouras. Eu não descartaria que, mais perto da eleição, o Tarcísio desista", especulou Weintraub.
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Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato ao Governo de São Paulo Abraham Weintraub criticou, nesta terça-feira (3), o rival Tarcísio de Freitas (Republicanos) — apoiado pelo presidente. E voltou a dizer que sofreu ameaças para deixar a disputa ao Palácio dos Bandeirantes.
"O Tarcísio não tem nenhuma acusação de corrupção contra ele, mas ele foi indicado para o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] da Dilma, do Lula. Indicado pelo [ex-ministro] Moreira Franco e pelo Michel Temer. E depois, quando o Michel Temer virou presidente, ele ficou lá", disse Weintraub em sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL.
Sem apresentar provas, o ex-ministro da Educação questionou a atuação de Tarcísio, afirmando que o rival nunca teria denunciado um caso de "malfeito" à Polícia Federal em 10 anos no Dnit. Weintraub afirmou ainda que, em sua gestão no Ministério da Educação (MEC), chegou a relatar 15 casos de irregularidades, incluindo denúncias de sobrepreço no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
"Não diria que ele prevaricou. [...] Eu acho que ele não participou de esquema, mas eu não vou afirmar que ele prevaricou", disse Weintraub, quando questionado se acredita que Tarcisío tinha conhecimento de irregularidades no órgão e deixou de tomar providências.
O ex-ministro da Educação voltou a dizer que sofreu ameaças e pressões para desistir da disputa ao Governo de São Paulo, atribuindo a responsabilidade ao presidente Bolsonaro. Segundo ele, a mensagem enviada pelo entorno do chefe do Executivo a Weintraub e a seu irmão, Arthur, foi para que "simplesmente sumam, desapareçam, nunca mais pisem no Brasil".
"O tom engrossou muito, porque nós começamos a falar a verdade e a chamar muito a atenção, capturando a atenção da militância", disse o ex-ministro do MEC. Ele defendeu ainda que Tarcísio "tem uma estrutura gigantesca" de campanha e está associado ao Centrão, a um partido robusto e a generais. Por outro lado, Weintraub afirma que a sua campanha não tem estrutura nem "dinheiro do fundão".
"Esse grupo montou uma estrutura para atacar e perseguir os conservadores. Não fui só eu que fui esmagado. [...] Acho que tenho chance [no pleito] porque muita coisa que vem sendo articulada faz parte do teatro das tesouras. Eu não descartaria que, mais perto da eleição, o Tarcísio desista", especulou Weintraub.