O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), defendeu neste sábado (30/5) o modelo de escolas cívico-militares em Minas durante entrevista ao programa EM Minas, da TV Alterosa em parceria com o Estado de Minas.

Na entrevista, ele destacou a proposta do governo estadual, que encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto para regulamentar o modelo após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) barrar consultas realizadas com comunidades escolares sobre a adoção do sistema.

Durante a entrevista, Simões afirmou que o modelo não prevê participação militar no conteúdo pedagógico das escolas, mas atuação disciplinar em áreas consideradas vulneráveis.

“É um militar na entrada controlando quem entra e um militar no pátio controlando o funcionamento fora de sala de aula”, disse. O governador afirmou ainda que o programa busca atender unidades com registros de tráfico de drogas, ameaças a professores e conflitos entre alunos.

“Nós temos algumas escolas em regiões socialmente muito vulneráveis, em que eu tenho a presença de tráfico de drogas dentro da escola e dentro da sala de aula. Eu tenho aluno ameaçando professor dentro de sala de aula. Eu tenho aluno ameaçando outro aluno dentro do pátio. Então, a presença dos militares, a lógica da ética e da disciplina militar, da hierarquia, é exatamente para tentar organizar esse ambiente”, pontuou.

O governador também criticou posicionamentos contrários ao projeto durante cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, e afirmou que cabe às famílias decidir sobre o modelo educacional desejado para os filhos.

“Eu tenho um prefeito fazendo defesa de uma escola que ele chama de cívico-militante, não sei nem o que é isso, dizendo que é um absurdo defender militarização de ambiente escolar e ainda terminou falando mal da igreja, dizendo que esse negócio de tentar empurrar exército e igreja na vida dos outros é um absurdo. Gente, absurdo é o governo dar palpite nisso. Quem decide o caminho que uma família toma é o pai e a mãe da família. O Governo tem que dar palpite nisso, não”, ponderou, relembrando o atrito com o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo (PV).