DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º/7) a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa envolvendo recursos públicos de cotas parlamentares.

As ordens judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, a ação busca reunir e preservar provas para avançar na apuração.

De acordo com os investigadores, há indícios de um esquema que envolveria agentes públicos, particulares e empresas usadas para dar aparência de legalidade à movimentação de dinheiro público. A corporação também apura suspeitas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.

Conforme informações obtidas pelo g1, a operação desta quarta-feira tem como foco pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados. O parlamentar não é alvo desta fase, mas já havia sido citado em etapa anterior da investigação.

Nesta etapa, os mandados de busca e apreensão atingem três pessoas físicas, identificadas como empresários, e duas pessoas jurídicas relacionadas ao caso.

As apurações começaram em fases anteriores da Operação Rent a Car, quando foram identificadas supostas irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Agora, a PF tenta rastrear a movimentação e o destino desses valores.

A CEAP é um recurso público mensal destinado a deputados e senadores para custear despesas ligadas ao exercício do mandato, como passagens, hospedagem, manutenção de escritório e contratação de serviços.