Brasília - O senador Rodrigo Pacheco PSB-MG destacou, nesta quarta-feira (1º), a defesa de um “caminho diferente do atual” para Minas Gerais. A declaração ocorreu durante sua filiação ao PSB, em Brasília. O evento contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, e do presidente estadual do PSB em Minas Gerais, Otacílio Neto. “Eu quero dizer que o PSB estará participando, por meio da direção do partido, com a minha presença, dessa discussão para encontrarmos para Minas Gerais um caminho diferente do atual, um caminho que seja de progresso, de desenvolvimento, de reconstrução, de valorização de servidores.

Da busca do rompimento dessa lógica do sucateamento da máquina pública como existe hoje no estado de Minas Gerais”, afirmou. O senador ressaltou que o PSB tem a “obrigação” de firmar esse compromisso político, juntamente com os agentes políticos. “Nós, enquanto agentes políticos, também temos essa obrigação”, avaliou. Pacheco ainda declarou que as definições eleitorais virão naturalmente na sequência. “Até o momento da convenção, em que nós teremos as definições propriamente ditas em relação a cada uma dessas posições. O PSB não se furtará desse compromisso, juntamente com outros tantos partidos, em Minas Gerais, com tantos grupos políticos em Minas Gerais”, disse.

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Solenidade de filiação de Rodrigo Pacheco contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, e do presidente estadual do PSB em Minas Gerais, Otacílio Neto (PSB/ DIVULGAÇÃO)

O senador ainda afirmou que a postulação do PSB a cargos eletivos em Minas Gerais deve ser respaldada pela base social e política do partido e de outras legendas que comungam dos mesmos ideais. “Que envolva prefeitos municipais, vereadores, deputados, segmentos sociais, sociedade civil organizada, para que tenhamos uma discussão de conceitos do que se pensa para a reconstrução do estado de Minas Gerais. Muito mais do que um nome, muito mais do que a vontade de alguém, isso evidentemente passa por uma discussão muito ampla porque nós estamos falando de um estado com 853 municípios, com mais de 21 milhões de pessoas, que tem uma dívida de R$ 200 bilhões e onde há tudo por fazer”, destacou.

*Democracia como causa de vida*

Rodrigo Pacheco disse ainda que a defesa da democracia passou a ser sua “causa de vida” e relembrou os recentes desafios que teve de enfrentar no cargo de presidente do Senado e do Congresso Nacional, quando foi um dos políticos que se destacaram na defesa da democracia do Brasil diante de ataques às instituições democráticas. O senador aludiu à história de lutas democráticas do PSB ao afirmar que, ao longo dos 80 anos de existência da sigla, o PSB “sempre esteve do lado certo da história”. “Nós ainda não consolidamos plenamente nosso processo democrático.

E o negacionismo se apresenta como um risco. O totalitarismo se apresenta como um risco. A ruptura institucional, que descredencia instituições do Poder Judiciário, do Poder Executivo e do Poder Legislativo, ainda se apresenta como um risco. E os democratas desse país precisam se juntar, se agregar para fazer esse enfrentamento. E o melhor enfrentamento é no processo eleitoral para mostrar para a população brasileira que há partidos e pessoas responsáveis nesse país e com compromisso democrático ”, lembrou.