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O evento ocorreu no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), e contou com a presença de lideranças de todos os partidos que compõem federação ou coligação com o PT, como Guilherme Boulos, Randolfe Rodrigues, Marcelo Freixo, além da cúpula da campanha e apoiadores mais próximos, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante, e dezenas de parlamentares.
Presenças destacadas foram as dos líderes dos partidos que compõem a Federação Partidária - Gleisi Hoffmann (PT), Carlos Siqueira (PSB), Luciana Santos (PCdoB), José Luiz Penna (PV). E dos partidos que se coligam com o PT na eleição majoritária, como Juliano Medeiros (PSOL), Paulinho da Força (Solidariedade) e Heloísa Helena (REDE).
Também estavam presentes lideranças de centrais sindicais e movimentos sociais, e muitos trabalhadores assistindo ao lançamento. Antes de Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin, que não esteve presente por estar infectado com Covid-19, realizou um discurso no qual ressaltou que o ex-presidente petista é a “única via” da esperança do Brasil.
Soberania
Lula denunciou a entrega do patrimônio brasileiro e a destruição de políticas públicas, “que mudaram a vida de milhões de brasileiros e eram admiradas e adotadas mundo afora”, como o Bolsa Família.
O ex-presidente defendeu “garantir os direitos de uma democracia plena, a alimentação de qualidade, o bom emprego, o salário justo, os direitos trabalhistas, o acesso à saúde e à educação, recuperar a política altiva e ativa que elevou o Brasil à condição de protagonista no cenário internacional”.
“O Brasil era um país soberano, respeitado no mundo inteiro, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos, ao mesmo tempo em que contribuia para o desenvolvimento dos países pobres”, na América Latina e na África, disse Lula, reforçando novamente que pretende reatar os laços de cooperação com os país do chamado “terceiro mundo”. Nesse sentido, o ex-presidente destacou a importância da “integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe [...] fortalecendo novamente o Mercosul, a Unasul, a Celac e os Brics [...] sem submissão a quem quer que seja”.
“O Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo por conta da submissão do negacionismo, truculência e agressão a nossos principais parceiros comerciais”, argumentou, numa crítica ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
Petrobrás e privatizações
Segundo Lula, um aspecto importante da soberania nacional é a Petrobrás, “que vem sendo desmantelada e sucateada dia após dia” pelo governo Bolsonaro. Por isso, ele denunciou a entrega do Pré-sal, da BR Distribuidora e dos gasodutos, assim como a paralisação e a privatização de refinarias.
“Somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, pagando em dólar, enquanto brasileiros recebem em reais”, lembrou. “Precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional e se transforme mais uma vez numa das maiores empresas do mundo. Colocá-la de novo a serviço do povo brasilerio e não dos grandes acionistas estrangeiros. Fazer do pré-sal o nosso passaporte para o futuro, financiando a educação, a saúde e a ciência”, disse Lula, um dia após a empresa, sob o comando de Bolsonaro, distribuir R$ 48,5 bilhões em dividendos a acionistas, enquanto o povo passa fome e sofre com a inflação.
O ex-presidente também denunciou que a privatização da Eletrobras é um “crime de lesa pátria” que ataca a “soberania energética” do país, e destacou a importância de defender os bancos públicos, as universidades e instituições de ciência e tecnologia, a Amazônia, o financiamento de obras de saneamento e moradia, entre outros pontos.
Inclusão social e Bolsonaro
Ele reforçou que não precisa prometer nada, apenas apresentar “o imenso legado” dos governos petistas, e denunciou a perseguição política que sofreu, e que agora foi reconhecida internacionalmente. Destacou que sua missão é a luta pela inclusão social.
Lula também fez duras críticas ao governo federal e a Bolsonaro. “Poucas vezes na história, a nossa independência esteve tão ameaçada”, destacou. “Infelizmente nem todo governante é capaz de entender, sentir e respeitar a dor alheia. Não é digno desse título um governante incapaz de inverter uma única lágrima diante de seres humanos revirando caminhões de lixo em busca de comida e outros mais de 660 mil brasileiros mortos pela Covid. Pode até se dizer cristão, mas não tem amor ao próximo”, declarou.
“Tudo o que fizemos e o povo brasilerio conquistou está sendo destruído no atual governo”, afirmou, lembrando que o Brasil voltou ao Mapa da Fome da Onu. “Mas não vamos desistir, porque a causa pela qual lutamos é o que nos mantêm vivos”, disse. “Queremos voltar para que ninguém nunca mais ouse desafiar a democracia e para que o fascismo seja devolvido ao esgoto da história de onde nunca deveria ter saído”, declarou.
“Não há força maior do que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz. A esperança de um povo que sabe que pode voltar a comer bem, ter um bom emprego, um salário digno e direitos trabalhistas; que pode melhorar de vida e ver seus filhos crescendo com saúde até chegar na universidade e virar doutor. É preciso cuidar e nós vamos outra vez cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasilerio”, disse.
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Presenças destacadas foram as dos líderes dos partidos que compõem a Federação Partidária - Gleisi Hoffmann (PT), Carlos Siqueira (PSB), Luciana Santos (PCdoB), José Luiz Penna (PV). E dos partidos que se coligam com o PT na eleição majoritária, como Juliano Medeiros (PSOL), Paulinho da Força (Solidariedade) e Heloísa Helena (REDE).
Também estavam presentes lideranças de centrais sindicais e movimentos sociais, e muitos trabalhadores assistindo ao lançamento. Antes de Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin, que não esteve presente por estar infectado com Covid-19, realizou um discurso no qual ressaltou que o ex-presidente petista é a “única via” da esperança do Brasil.
Soberania
Lula denunciou a entrega do patrimônio brasileiro e a destruição de políticas públicas, “que mudaram a vida de milhões de brasileiros e eram admiradas e adotadas mundo afora”, como o Bolsa Família.
O ex-presidente defendeu “garantir os direitos de uma democracia plena, a alimentação de qualidade, o bom emprego, o salário justo, os direitos trabalhistas, o acesso à saúde e à educação, recuperar a política altiva e ativa que elevou o Brasil à condição de protagonista no cenário internacional”.
“O Brasil era um país soberano, respeitado no mundo inteiro, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos, ao mesmo tempo em que contribuia para o desenvolvimento dos países pobres”, na América Latina e na África, disse Lula, reforçando novamente que pretende reatar os laços de cooperação com os país do chamado “terceiro mundo”. Nesse sentido, o ex-presidente destacou a importância da “integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe [...] fortalecendo novamente o Mercosul, a Unasul, a Celac e os Brics [...] sem submissão a quem quer que seja”.
“O Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo por conta da submissão do negacionismo, truculência e agressão a nossos principais parceiros comerciais”, argumentou, numa crítica ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
Petrobrás e privatizações
Segundo Lula, um aspecto importante da soberania nacional é a Petrobrás, “que vem sendo desmantelada e sucateada dia após dia” pelo governo Bolsonaro. Por isso, ele denunciou a entrega do Pré-sal, da BR Distribuidora e dos gasodutos, assim como a paralisação e a privatização de refinarias.
“Somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, pagando em dólar, enquanto brasileiros recebem em reais”, lembrou. “Precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional e se transforme mais uma vez numa das maiores empresas do mundo. Colocá-la de novo a serviço do povo brasilerio e não dos grandes acionistas estrangeiros. Fazer do pré-sal o nosso passaporte para o futuro, financiando a educação, a saúde e a ciência”, disse Lula, um dia após a empresa, sob o comando de Bolsonaro, distribuir R$ 48,5 bilhões em dividendos a acionistas, enquanto o povo passa fome e sofre com a inflação.
O ex-presidente também denunciou que a privatização da Eletrobras é um “crime de lesa pátria” que ataca a “soberania energética” do país, e destacou a importância de defender os bancos públicos, as universidades e instituições de ciência e tecnologia, a Amazônia, o financiamento de obras de saneamento e moradia, entre outros pontos.
Inclusão social e Bolsonaro
Ele reforçou que não precisa prometer nada, apenas apresentar “o imenso legado” dos governos petistas, e denunciou a perseguição política que sofreu, e que agora foi reconhecida internacionalmente. Destacou que sua missão é a luta pela inclusão social.
Lula também fez duras críticas ao governo federal e a Bolsonaro. “Poucas vezes na história, a nossa independência esteve tão ameaçada”, destacou. “Infelizmente nem todo governante é capaz de entender, sentir e respeitar a dor alheia. Não é digno desse título um governante incapaz de inverter uma única lágrima diante de seres humanos revirando caminhões de lixo em busca de comida e outros mais de 660 mil brasileiros mortos pela Covid. Pode até se dizer cristão, mas não tem amor ao próximo”, declarou.
“Tudo o que fizemos e o povo brasilerio conquistou está sendo destruído no atual governo”, afirmou, lembrando que o Brasil voltou ao Mapa da Fome da Onu. “Mas não vamos desistir, porque a causa pela qual lutamos é o que nos mantêm vivos”, disse. “Queremos voltar para que ninguém nunca mais ouse desafiar a democracia e para que o fascismo seja devolvido ao esgoto da história de onde nunca deveria ter saído”, declarou.
“Não há força maior do que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz. A esperança de um povo que sabe que pode voltar a comer bem, ter um bom emprego, um salário digno e direitos trabalhistas; que pode melhorar de vida e ver seus filhos crescendo com saúde até chegar na universidade e virar doutor. É preciso cuidar e nós vamos outra vez cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasilerio”, disse.